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No Brasil, 88% dos motoristas querem pagar recarga sem app e com cartão

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A pesquisa Global EV Driver Survey 2025, que ouviu proprietários de veículos elétricos em diversos mercados, revelou um ponto de atrito significativo na experiência dos brasileiros com a eletromobilidade: a forma de pagamento nos eletropostos.

O levantamento aponta que 88% dos motoristas de EVs no Brasil gostariam que fosse possível pagar a recarga diretamente no terminal, usando cartão bancário, débito ou crédito, via tecnologia de aproximação (tap-to-pay).

Este índice de exigência é notável e demonstra que, superadas em grande parte as dúvidas sobre autonomia e custo operacional (fatores que resultaram na alta satisfação de 92% dos proprietários), a conveniência se torna o próximo grande desafio para o setor.



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Foto de: GWM

Hoje, a maior parte das grandes redes de recarga pública adota um modelo baseado em aplicativos. Para carregar o veículo, o motorista precisa, primeiramente, ter o aplicativo da operadora instalado, criar um cadastro, registrar um cartão de crédito e, só então, liberar a estação.

Em uma viagem longa, esse processo se repete a cada troca de operadora na estrada, gerando a chamada “fadiga de apps”. Além disso, a dependência de um aplicativo exige que o motorista tenha cobertura de dados móveis e bateria no celular, adicionando pontos de incerteza em um momento crucial.

Essa complexidade contrasta de forma nítida com a simplicidade já estabelecida em outros serviços de varejo, incluindo os postos de combustível tradicionais, onde o pagamento é feito diretamente na máquina de cartão.



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Foto de: Volvo

A demanda por uma experiência de pagamento mais fluida está sendo atendida de forma gradual no país. Embora grandes players ainda dependam do sistema mediado por aplicativo, a tecnologia que permite o pagamento direto no terminal já existe e está em operação.

Algumas operadoras menores e hubs rodoviários inovadores já implementam terminais que funcionam como máquinas de cartão comuns. Nesses locais, o processo é reduzido a três passos: conectar o cabo, escanear o cartão por aproximação no leitor do terminal e iniciar a recarga.

Essa simplificação não só elimina o uso obrigatório de aplicativos, mas também atende à necessidade de padronização, permitindo que o motorista utilize o mesmo meio de pagamento em qualquer estação, independentemente da operadora.

Para que o veículo elétrico deixe de ser um produto de nicho e se torne uma opção de consumo em massa, a experiência de uso deve ser intuitiva e previsível. 

O alto índice de exigência (88%) é um sinal claro para a indústria: a ausência de um método de pagamento simples e universal pode se tornar uma barreira psicológica de entrada para novos compradores de carros elétricos. 

Investir na infraestrutura de recarga é crucial, mas investir na usabilidade é o que garantirá a aceitação do público. A adoção do pagamento direto por cartão, semelhante ao que é feito no abastecimento com combustíveis fósseis, é o passo necessário para que a transição energética atinja todo o seu potencial de mercado no Brasil.

Fonte: GEVA

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Fonte: UOL

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