A Dívida Pública Federal (DPF) totalizou R$ 9,2 trilhões em agosto, uma variação nominal de 0,04% ante julho. O Governo Central registrou, em agosto, déficit primário de R$ 13,6 bilhões. Os dados constam do Resultado do Tesouro Nacional de agosto, divulgado na terça-feira (29).
Em agosto, as emissões da DPF somaram R$ 211,6 bilhões, enquanto os resgates chegaram a R$ 296 bilhões. Com isso, houve resgate líquido de R$ 84,4 bilhões.
Na composição da DPF, os títulos remunerados por taxa flutuante passaram de 51,1% em julho para 52,7% em agosto. O percentual é o maior da série histórica, iniciada em dezembro de 2000. Os títulos vinculados a índices de preços representaram 23,2% da dívida e os prefixados, 20,3%.
Sobre o déficit primário de R$ 13,6 bilhões, do Governo Central em agosto, o resultado ficou acima da mediana das expectativas do Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, que apontou para um déficit de R$ 16 bilhões.
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o Governo Central apresentou déficit primário de R$ 94,9 bilhões, ante déficit de R$ 85,9 bilhões no mesmo período de 2025, em valores correntes. Em termos reais, a receita líquida cresceu 5,7%, com aumento de R$ 90 bilhões, enquanto a despesa total aumentou 5,7%, com crescimento de R$ 96,3 bilhões.
O resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 5 bilhões, enquanto a Previdência Social (RGPS) apresentou um déficit de R$ 18,6 bilhões. Na comparação com agosto de 2025, a receita líquida cresceu 3,5% em termos reais, com aumento de R$ 6,3 bilhões, e a despesa total aumentou 1,9%, com crescimento de R$ 3,7 bilhões.
No acumulado de janeiro a agosto, o aumento de R$ 96,3 bilhões nas despesas se concentrou principalmente nos benefícios previdenciários, com crescimento de R$ 29,3 bilhões, e nas despesas discricionárias, que aumentaram R$ 35,8 bilhões.









