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A Yamaha está avançando discretamente na eletrificação de duas rodas no Japão. A marca anunciou o lançamento do Jog E, um novo scooter urbano que marca uma mudança importante na estratégia do setor ao ser o primeiro modelo da Yamaha desenvolvido para usar a bateria intercambiável Mobile Power Pack e (MPP e), um padrão criado originalmente pela Honda.
O modelo começa uma pré-venda limitada em 22 de dezembro de 2025, com disponibilidade apenas em lojas especializadas em veículos elétricos da Yamaha em Tóquio e Osaka. A restrição não é casual: o veículo depende de uma infraestrutura de troca de baterias que ainda está concentrada nessas duas regiões.

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A adoção da bateria da Honda é reflexo direto do consórcio formado em 2019 por Honda, Yamaha, Kawasaki e Suzuki, que tinha como objetivo desenvolver um padrão único de baterias intercambiáveis. O processo não resultou em um novo projeto, mas sim na escolha do padrão já existente da Honda, que até então era utilizado apenas em produtos específicos, como a scooter Honda e:BEV e soluções empresariais para entregas.
Esse padrão ganhou viabilidade com a criação da Gachaco, uma empresa de compartilhamento de baterias fundada pelas quatro montadoras japonesas em parceria com a gigante de energia ENEOS. Com o Jog E, a Yamaha se torna a primeira grande fabricante a lançar um produto de consumo plenamente dependente do sistema criado em conjunto.

Foto de: Yamaha
Um dos pontos mais relevantes do Jog E não está na motorização, ainda não divulgada, mas no modelo de negócio. Em vez de ser vendido com bateria, o scooter será comercializado como “carroceria”, e o usuário deverá assinar um dos planos de assinatura de bateria da Gachaco, que permite retirar, usar e trocar módulos em estações espalhadas pelas cidades.
Atualmente, a Gachaco opera 42 pontos de troca em Tóquio, 7 em Osaka e 2 em Saitama — volume ainda pequeno quando comparado às milhares de estações da taiwanesa Gogoro, referência mundial nesse formato, mas suficiente para uma operação inicial focada em áreas densas e com alta circulação.
A Yamaha afirma que baterias e carregadores para compra definitiva serão oferecidos apenas na segunda metade de 2026, permitindo que consumidores que não desejam assinatura possam recarregar em casa.
Voltado totalmente ao uso diário, o Jog E promete aceleração suave para o tráfego urbano constante, ergonomia familiar aos usuários de scooters Yamaha e visual simples com toques de design típicos de produtos elétricos da marca. Ele será vendido nas cores cinza escuro e cinza claro.
O preço inicial será de 159.500 ienes (cerca de R$ 5.500), excluindo assinatura da bateria, seguro, registro e outras taxas.
A Yamaha afirma que o Jog E é parte do seu plano de neutralidade de carbono até 2050, ajudando a reduzir emissões no Escopo 3 Categoria 11, ou seja, aquelas geradas pelo uso dos produtos pela própria base de clientes. Além disso, a adoção de um padrão de baterias compatível entre fabricantes fortalece a possibilidade de expansão da Gachaco e pode beneficiar operadores de frota, entregadores e soluções de mobilidade compartilhada.
Apesar de não haver perspectivas de uso do sistema Gachaco fora do Japão no curto prazo, a estratégia traz pontos de atenção para o mercado brasileiro. O modelo de veículos sem bateria + assinatura de uso, já aplicado por Gogoro em larga escala, costuma ser apontado como solução mais adequada para motos de uso intensivo, como entregas e compartilhamento, justamente um dos maiores mercados latino-americanos.
Se fabricantes adotarem padrões similares no futuro, o Brasil poderia absorver soluções do tipo em serviços corporativos ou frotas, especialmente em grandes capitais — mas dependeria de investimentos em infraestrutura que, hoje, ainda não existem.
Fonte: Electrek
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Fonte: UOL









