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A Stellantis e a gigante chinesa CATL iniciaram oficialmente as obras da nova gigafábrica de baterias LFP em Saragoça, no nordeste da Espanha. A planta, que terá capacidade anual de até 50 GWh, produzirá células de lítio-ferro-fosfato para modelos elétricos da plataforma Smart Car, utilizada por veículos como Citroën e-C3, Fiat Grande Panda elétrico e Opel Frontera.
A construção marca mais um passo da estratégia europeia de reduzir a dependência de fornecedores asiáticos de baterias, ao mesmo tempo em que reforça o vínculo industrial entre o grupo e a líder global do setor.

Foto de: CATL
O projeto faz parte do joint venture Contemporary Star Energy, criado oficialmente em julho após o anúncio feito há um ano. O investimento total chega a 4,1 bilhões de euros, divididos entre Stellantis e CATL.
A cerimônia de início das obras, conduzida por executivos da companhia liderada por Andy Wu, incluiu a instalação de uma cápsula do tempo que permanecerá lacrada até 2045. Segundo a empresa, a planta terá papel central na oferta de veículos elétricos mais acessíveis dentro do grupo europeu, graças ao uso de baterias LFP, tecnologia menos custosa que químicas baseadas em níquel e cobalto.

Foto – CATL no Salão Automóvel de Munique de 2023
A fábrica adotará células em configuração cell-to-body, integração direta à estrutura do veículo que melhora eficiência volumétrica e reduz peso ao dispensar módulos intermediários. A Stellantis utiliza esse tipo de bateria em seus modelos de entrada da plataforma Smart Car, estratégia que tende a ganhar espaço com a expansão da oferta de compactos elétricos na Europa e em outros mercados.
A planta espanhola deverá operar com mais de 80% da energia proveniente de fontes renováveis. Além da redução das emissões logísticas, a instalação promete impulsionar a economia local ao gerar mais de 4.000 empregos diretos, além de milhares de vagas adicionais na cadeia de fornecedores. O projeto também conta com cerca de 300 milhões de euros em apoio financeiro da União Europeia.

A Espanha se posiciona como um novo polo estratégico para baterias na Europa, com outros três projetos em andamento, envolvendo Envision AESC, Volkswagen e InoBat. O governo espanhol reconhece que o país ainda carece de expertise na produção de células, mas aposta no processo de transferência de tecnologia trazido por parceiros chineses, movimento avaliado como essencial para fortalecer a indústria automotiva regional.
A produção das baterias em Figueruelas, município próximo a Saragoça, está prevista para começar no fim de 2026. A Stellantis terá prioridade no fornecimento, incluindo a própria fábrica localizada ao lado do novo complexo. Com a expansão da capacidade local de baterias LFP e a presença crescente de fabricantes chinesas como CATL no continente, a Europa tenta acelerar a criação de uma cadeia produtiva capaz de sustentar sua transição para a mobilidade elétrica.
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Fonte: UOL









