O volume de serviços no Brasil recuou 0,1% em agosto, na comparação com julho, interrompendo a sequência de resultados sem variação expressiva. O desempenho negativo foi influenciado por três das cinco atividades pesquisadas, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da retração mensal, o setor permanece 19,9% acima do patamar de fevereiro de 2020, antes da pandemia, e apenas 0,3% abaixo do recorde da série histórica, registrado em outubro de 2025.
Na comparação com agosto de 2025, o volume de serviços avançou 0,6%, marcando o 29º resultado positivo consecutivo nessa base de comparação. No acumulado de janeiro a agosto, a expansão chegou a 1,7%. Já o crescimento dos últimos 12 meses perdeu ritmo: passou de 2,4% em julho para 2,2% em agosto, sinalizando desaceleração do setor.
Na passagem de julho para agosto, outros serviços apresentaram a maior queda entre as atividades, com retração de 1%. Transportes e serviços auxiliares, além dos serviços profissionais, administrativos e complementares, recuaram 0,2% cada. Os resultados eliminaram, total ou parcialmente, os ganhos registrados no mês anterior. Em contrapartida, os serviços prestados às famílias cresceram 2,1%, acumulando alta de 2,9% em dois meses. O segmento de informação e comunicação ficou estável.
A média móvel trimestral também permaneceu inalterada em agosto. Nesse indicador, outros serviços caíram 0,6%, enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares recuaram 0,3%. O setor de informação e comunicação teve baixa de 0,2%. Os serviços prestados às famílias avançaram 0,5%, e transportes, 0,1%. Na comparação anual, o principal impulso positivo veio de informação e comunicação, com crescimento de 4,3%. O resultado refletiu receitas maiores em telecomunicações, processamento de dados, hospedagem na internet, exibição cinematográfica, desenvolvimento de programas de computador e consultoria em tecnologia da informação.
Os serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram 1,7%, enquanto os serviços prestados às famílias cresceram 4,4%. Entre as atividades que contribuíram para esses resultados estão locação de automóveis, engenharia, publicidade, vigilância e segurança privada, além de restaurantes e serviços de bufê. Do lado negativo, transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio recuaram 2,8% em relação a agosto de 2025. A retração foi associada à redução de receitas no transporte aéreo de passageiros, no transporte rodoviário e ferroviário de cargas, na logística e nos serviços postais. Outros serviços também registraram queda, de 2,5%, pressionados principalmente pelos serviços financeiros auxiliares.









