A receita líquida consolidada da Klabin totalizou R$ 5,6 bilhões no terceiro trimestre, incremento de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo principalmente a captura de preços em celulose, efeitos do mix de vendas de papéis e a alocação estratégica de volumes entre os diferentes segmentos e regiões de atuação da companhia (veja os principais indicadores do ano e do trimestre na tabela ao final desta reportagem).
De acordo com a Klabin, esses fatores foram parcialmente compensados pela valorização do real frente ao dólar no período. A empresa aponta em seu relatório trimestral que o intervalo entre julho e setembro se deu dentro de um contexto marcado pela apreciação do real frente ao dólar e por pressões inflacionárias em custos decorrentes do cenário geopolítico global, além das ações de mitigação para o fenômeno El Niño.
No segmento de celulose, a combinação entre fibra curta, fibra longa e fluff, associada à gestão ativa do mix de vendas, permitiu capturar oportunidades entre diferentes produtos, regiões e mercados, contribuindo para a preservação da rentabilidade e para o crescimento da receita do segmento, mesmo diante dos efeitos da valorização do real frente ao dólar no período. O volume comercializado totalizou 403 mil toneladas, em linha com o terceiro trimestre do ano passado.
Em papéis, o crescimento das vendas de cartões (mais 20 mil toneladas), suportado pela evolução operacional da máquina MP28 e pela demanda em mercados estratégicos, mais do que compensou os impactos da parada de manutenção programada de Otacílio Costa (SC) sobre as vendas de kraftliner. O volume comercializado do segmento totalizou 379 mil toneladas, também em linha com o mesmo intervalo de 2025. No negócio de embalagens, a companhia manteve receita estável mesmo diante de uma elevada base de comparação, refletindo a captura de repasses de preços e volume contratado. O volume comercializado foi de 283 mil toneladas, uma redução de 3% na comparação com o mesmo período do ano passado.
No acumulado anual, a Klabin investiu R$ 2,2 bilhões em suas operações, 24% acima do valor apresentado no mesmo período de 2025. Do montante total investido, R$ 846 milhões foram destinados majoritariamente para a silvicultura, representando um alta de 32% em relação ao mesmo período do ano passado, em função do aumento do volume de plantio. Adicionalmente, R$ 827 milhões foram destinados à continuidade operacional das fábricas, com um aumento de 30% em relação a 2025. O montante investido em projetos especiais (R$ 66 milhões) apresentou redução de 64% na comparação com o mesmo período do ano anterior devido aos maiores investimentos no Projeto Figueira ao longo de 2025. Além disso, a companhia investiu R$ 511 milhões na modernização da caldeira de recuperação da unidade de Monte Alegre no período.
500 MAIORES DO SUL
A Klabin é a sétima maior empresa da região e também a terceira maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui).









