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O Santander Brasil, sob a nova liderança de Gilson Finkelsztain, enfrenta desafios significativos para recuperar a rentabilidade.
No terceiro trimestre, o banco registrou queda de 28% no lucro líquido recorrente, para R$ 2,885 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido também caiu, a 11,9%, refletindo a pressão nas margens devido à redução da exposição a operações de crédito arriscadas.
Finkelsztain planeja realizar “ajustes finos” na operação, mantendo o foco em clientes de alta renda e grandes empresas, enquanto busca aumentar a eficiência operacional por meio de digitalização e automação.
A recuperação gradual da rentabilidade é esperada, apesar da pressão sobre os spreads e a inadimplência crescente.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Em seu primeiro balanço sob o comando de Gilson Finkelsztain, anunciado como novo CEO em março, o Santander Brasil registrou uma queda no lucro líquido recorrente e no retorno sobre o patrimônio (ROE).
Nesta quarta-feira, 28 de outubro, Finkelsztain afirmou que pretende preservar os avanços já realizados, promovendo “ajustes finos” na operação para acelerar a geração de valor.
“Esse trimestre marca o início de um novo ciclo de gestão no Santander Brasil. A gente partiu de uma base estratégica clara e de avanços importantes já realizados. Obviamente, há continuidade nos principais pilares, mas continuidade não significa inércia”, afirmou durante teleconferência com investidores. “Não tem uma grande mudança de estratégia ou mudança de rumo.”
O Santander encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido gerencial recorrente de R$ 2,885 bilhões, queda de 28% em relação ao mesmo período do ano passado e de 4,3% na comparação com o segundo trimestre. A média das projeções coletadas pela Bloomberg apontava para um lucro de R$ 3,1 bilhões.
O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 11,9% no terceiro trimestre, ante 12,5% no segundo trimestre e 17,5% um ano antes, uma deterioração de 5,6 pontos percentuais em 12 meses.
Os números mostram o tamanho do desafio de Finkelsztain, que assumiu o comando do Santander Brasil no fim de julho com a missão de recuperar a capacidade de geração de resultados de uma instituição cujas margens vêm sendo pressionadas, no curto prazo, pela redução da exposição a operações de crédito mais arriscadas.
Nesse sentido, Finkelsztain disse que pretende manter o foco em segmentos de menor risco, especialmente clientes de alta renda e grandes empresas, reduzindo a exposição a clientes de baixa renda e a operações sem garantias, em busca de uma relação mais equilibrada entre risco e retorno.
Uma das prioridades é recuperar a participação de mercado do Santander entre clientes de alta renda e grandes empresas, além de ampliar sua atuação em operações de banco de investimento, sem abandonar a disciplina na alocação de capital, estratégia que Finkelsztain considera “vitoriosa no longo prazo”.
“Recuperar market share é um desses objetivos nestes segmentos, onde a gente vai dedicar um pouco mais de capital”, disse.
Outra frente importante é aprofundar o relacionamento com os clientes, ampliando a chamada principalidade, para que o Santander seja cada vez mais utilizado como banco principal.
Finkelsztain também pretende avançar na eficiência operacional, com maior digitalização, automação e simplificação de processos, aproveitando a estrutura global do Grupo Santander. O executivo, que retornou ao banco depois de quase 15 anos, afirmou ter encontrado uma instituição mais integrada globalmente, com uma equipe experiente e uma estratégia bem definida.
A expectativa é de uma recuperação gradual da rentabilidade. A mudança na composição da carteira, em meio a um cenário macroeconômico desafiador, vem pressionando a margem financeira, enquanto os benefícios esperados sobre a inadimplência e as provisões ainda não aparecem integralmente.
No terceiro trimestre, a margem financeira bruta recuou 1,6% em 12 meses e 2,5% na comparação trimestral, para R$ 14,9 bilhões. A margem com clientes, principal componente dessa linha, totalizou R$ 15,9 bilhões, retração de 4,2% na comparação anual e de 1,3% frente ao trimestre anterior.
Já as despesas líquidas com provisões para devedores duvidosos (PDD) somaram R$ 7,4 bilhões, crescimento de 14,4% em relação ao mesmo período de 2025, embora tenham recuado 2,5% na comparação trimestral.
O índice de inadimplência acima de 90 dias chegou a 3,4%, ante 3,3% no segundo trimestre e 2,8% um ano antes. Entre pessoas físicas, o indicador avançou para 5,5%, ante 5,1% no trimestre anterior e 4,2% no terceiro trimestre de 2025.
Para Finkelsztain, o desafio será conciliar o crescimento das receitas com a melhora da qualidade da carteira, mesmo que a migração para clientes de menor risco continue pressionando os spreads no curto prazo.
“O próximo passo, obviamente, é converter essa base em uma recuperação gradual e sustentável da rentabilidade, com muita consistência na execução”, disse. “Em detrimento de um curto prazo em que a gente tem uma queda de spread, por exemplo, a gente vislumbra mais transacionalidade, mais proximidade com clientes no longo prazo.”
Por volta das 12h, as units do Santander recuavam 4,48%, a R$ 24,71. No ano, os papéis acumulam queda de 26,7%, com o valor de mercado somando R$ 93,3 bilhões.









