Você provavelmente já ouviu falar do ômega-3, mas sabe quais são os benefícios dessa gordura para a saúde? Encontrado principalmente em peixes, sementes e oleaginosas, esse nutriente desempenha um papel importante no funcionamento do organismo e deve fazer parte de uma alimentação equilibrada.
Em artigo publicado no site Health, a nutricionista Jamie Johnson explicou que o ômega-3 é considerado uma gordura essencial porque o organismo não consegue produzir quantidades suficientes de todos os tipos necessários.
“São gorduras essenciais que precisam ser obtidas por meio da alimentação ou de suplementos. Ajudam a manter a saúde do coração e a reduzir a inflamação, mas o corpo não consegue produzir a quantidade suficiente dessas gorduras essenciais por conta própria”, explicou a especialista.
Cinco benefícios do ômega-3 para a saúde
1. Contribui para a saúde do coração
Um dos principais benefícios do ômega-3 está relacionado à saúde cardiovascular. Segundo a nutricionista, essas gorduras podem ajudar a reduzir os níveis de triglicerídeos no sangue e, em determinadas condições, contribuir para o controle da pressão arterial.
“Podem reduzir a inflamação, os níveis de lipídios no sangue e a pressão arterial. A suplementação também pode ajudar a melhorar o fluxo sanguíneo, aumentar os níveis de colesterol e manter uma frequência cardíaca saudável”, afirmou.
Os efeitos variam conforme a dose e o perfil de saúde de cada pessoa. A suplementação não substitui tratamentos para doenças cardiovasculares.
2. Ajuda no funcionamento do cérebro
O ômega-3 também participa da formação e do funcionamento das células cerebrais, especialmente por meio do DHA, um dos seus principais componentes.
“Os ômega-3 desempenham um papel importante no desenvolvimento e funcionamento do cérebro. A suplementação pode melhorar a memória e a atenção em adultos mais velhos e crianças”, explicou Johnson.
Embora essas gorduras sejam importantes para o sistema nervoso, os estudos sobre os benefícios dos suplementos para a memória e a atenção ainda apresentam resultados variados.
3. Pode contribuir para a saúde mental
Outro possível benefício está relacionado à saúde mental. Algumas pesquisas sugerem que determinados suplementos de ômega-3, especialmente os ricos em EPA, podem ajudar a reduzir sintomas depressivos em algumas pessoas.
“Os ômega-3 podem ajudar a melhorar os sintomas da depressão. Mesmo os suplementos mostraram que podem ser bastante vantajosos”, destacou a nutricionista.
Apesar dos resultados promissores, os suplementos não substituem o acompanhamento médico ou psicológico nem os tratamentos indicados para a depressão.
4. Pode ajudar a reduzir processos inflamatórios
O ômega-3 participa da produção de substâncias que regulam a resposta inflamatória do organismo.
Segundo Johnson, a suplementação pode contribuir para o alívio de determinados sintomas em pessoas com doenças inflamatórias, como a artrite reumatoide.
“Os suplementos de ômega-3 podem diminuir os sintomas em pessoas com doenças inflamatórias como artrite reumatoide e doença inflamatória intestinal”, afirmou.
No entanto, os resultados dependem da doença e da resposta individual, e as evidências não são igualmente consistentes para todas as condições inflamatórias.
5. É importante para o desenvolvimento do bebê durante a gravidez
O DHA, um tipo de ômega-3, desempenha um papel fundamental no desenvolvimento do cérebro e da retina do feto.
“Desempenham um papel importante no desenvolvimento cerebral. Especialistas recomendam que grávidas façam suplementação com ômega-3 para ajudar no desenvolvimento fetal”, explicou a especialista.
Durante a gestação, o consumo adequado desse nutriente é importante, mas a necessidade de suplementação deve ser avaliada por um profissional de saúde.
Quais alimentos são ricos em ômega-3?
Entre as principais fontes alimentares de ômega-3 estão peixes gordurosos, como salmão, sardinha, cavala e arenque. Esses alimentos fornecem EPA e DHA, formas de ômega-3 utilizadas diretamente pelo organismo.
Sementes de chia, linhaça e nozes também são boas fontes, mas oferecem principalmente ALA, uma forma vegetal que o corpo consegue converter em EPA e DHA apenas em pequenas quantidades.








