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Após passar o cargo de CEO da Berkshire Hathaway para Greg Abel em janeiro deste ano, Warren Buffett anunciou nesta sexta-feira, 18 de setembro, sua saída da presidência do conselho de administração, tornando-se presidente emérito da gestora.
Com 96 anos, Buffett permanecerá no conselho, que agora será presidido por seu filho, Howard Buffett.
Em carta aos acionistas, Warren Buffett expressou confiança no futuro da empresa sob a liderança de Abel, elogiando sua capacidade de gestão. Ele também destacou a importância da cultura e valores da Berkshire, que serão preservados por Howard.
Abel reconheceu a influência de Buffett na história empresarial dos EUA e agradeceu a Howard por sua compreensão da empresa.
Desde que assumiu a liderança, Abel tem focado em uma carteira menor, mas mais agressiva, com investimentos significativos em empresas como a Alphabet.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Nove meses depois de passar o bastão de CEO da Berkshire Hathaway para Greg Abel e deixar o dia a dia da gestora, Warren Buffett acaba de dar mais um passo para se afastar da operação que comandou durante seis décadas.
A Berkshire anunciou nesta sexta-feira, 18 de setembro, que Buffett está deixando a presidência do conselho de administração da companhia e sua nomeação como presidente emérito da empresa, com efeito imediato.
Com 96 anos completados recentemente, o “Oráculo de Omaha” permanecerá tendo um assento no board, que, por sua vez, passará a ser presidido por seu filho, Howard Buffett, membro do conselho de administração da gestora desde 1993.
“O tempo sempre vence. No entanto, ele tem sido generoso comigo. Meu deu a oportunidade de ver a Berkshire chegar a um ponto em que estou mais confiante do que nunca quanto ao futuro. A empresa está em excelentes mão e aguardo com entusiasmo seguir sendo acionista ao lado de vocês”, escreveu Buffett em carta aos acionistas.
O megainvestidor americano diz no documento que, após mais de sessenta anos, continua a ter o “melhor emprego do mundo” e afirma que boa parte do seu otimismo em relação ao futuro da Berkshire Hathaway está ligado à gestão de Greg Abel.
“Minhas expectativas em relação a ele eram altíssimas desde o início e ele as superou”, disse. “Ele assumiu plenamente o cargo de CEO em todos os aspectos. Já faz algum tempo que ele toma as decisões importantes e não precisei pensar duas vezes sobre nenhuma delas”.
Com essa visão, Buffett observou que é o momento certo para concluir essa transição. E, nesse processo, também destacou a confiança em seu filho, ao ressaltar que seu período de aprendizado como conselheiro foi mais longo do que ele próprio teve antes de assumir o comando do board.
“O Greg administra a empresa. Howard zelará por sua cultura e seus valores – ambos valem mais do que qualquer item em nosso balanço patrimonial. Pensem no Howard como uma apólice de seguro que os acionistas possuem e esperam nunca precisar acionar”, afirmou.
Em comunicado, Abel retribuiu os elogios de Buffett ao observar que seu impacto na gestora e em seus acionistas não tem paralelo na história empresarial dos Estados Unidos. E também reservou algumas palavras para o filho do investidor.
“Somos gratos a Howard pelo cuidado, pela disciplina e pela profunda compreensão da Berkshire que ele trará para sua nova função”, afirmou o CEO da Berkshire Hathaway.
Além de ocupar um assento no conselho há 34 anos, Howard Buffett atua desde 1999 como presidente e diretor executivo da Howard G. Buffett Foundation. O sucessor de Warren Buffett também integrou conselhos de diversas empresas, entre elas, Coca-Cola, Archer Daniels Midland e Lindsay Corporation.
Ao mesmo tempo, não faltam credenciais no currículo de seu pai. Buffet assumiu o comando da Berkshire Hathaway em 1965 e transformou uma fabricante de produtos têxteis, na época, em dificuldade, em uma das maiores gestoras do mundo.
Essa trajetória alçou Warren Buffett ao status de lenda no mundo dos investimentos. E como parte dessa fama, os eventos anuais da gestora, em Omaha, no estado de Nebraska, eram bastante aguardados por acionistas e admiradores, assim como as suas tradicionais cartas aos acionistas.
Foi justamente no encontro de 2025 que Buffett anunciou que deixaria o posto de CEO da Berkshire Hathaway. Ao fazer essa transição em janeiro deste ano, ele entregou a Abel uma operação com lucro operacional de US$ 44,5 bilhões e um histórico de retorno anual composto de 19,7% para os acionistas.
Já neste ano, como presidente do conselho, ele permaneceu ativo na empresa e permanecia indo ao escritório da companhia todos os dias, segundo o próprio Abel disse em entrevista concedida à CNBC, em março.
Como parte dessa rotina, Buffet também revelou à rede americana em julho que foi a “força motriz” por trás do investimento da Berkshire Hathaway na Alphabet, uma aquisição privada de ações no valor de US$ 10 bilhões. Hoje, a dona do Google é a terceira maior posição do portfólio da gestora, atrás apenas da Apple e da American Express.
Na gestão de Abel, a Berkshire Hathaway vem se concentrando em uma carteira menor – o portfólio saiu de 42 para 29 empresas, em seis meses, porém, mais agressiva em apostas relevantes, como a Alphabet, e mais exposta a frentes como inteligência artificial e infraestrutura, em particular, energia para data centers.
À parte dessas movimentações, o fato é que os investidores ainda aguardam para entender se o novo CEO terá tanto sucesso como Buffet à frente da empresa, cujos papéis registravam queda de 0,27% no premarket da Bolsa de Nova York na manhã dessa sexta-feira.
No ano, as ações da Berkshire Hathaway acumulam alta de 1,3%, avaliando a companhia em US$ 1,09 trilhão.









