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A CVS, uma das maiores varejistas farmacêuticas dos EUA, anunciou sua divisão em duas empresas até 2028: uma focada em seguros de saúde e benefícios farmacêuticos, que incluirá a Aetna, e outra dedicada às farmácias e varejo.
A nova CVS Pharmacy operará cerca de 9 mil farmácias e clínicas médicas, além de serviços de entrega de medicamentos.
A decisão de desmembrar a empresa foi influenciada por pressões políticas e regulatórias, com o CEO David Joyner afirmando que a separação permitirá inovações mais rápidas. As ações da CVS caíram 12,8% após o anúncio.
A CVS gerou mais de US$ 400 bilhões em receita no ano passado, posicionando-se como a sétima maior empresa de capital aberto dos EUA em faturamento.
Analistas acreditam que a divisão pode desbloquear o potencial de crescimento das duas verticais, reconhecendo que a sinergia entre farmácias e gestão de benefícios foi superestimada.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A gigante farmacêutica americana CVS vai se dividir em duas empresas. A companhia anunciou que vai se desmembrar até 2028 em CVS Pharmacy, para operar as lojas de varejo e farmácias, e CVS Health, que abrigará a Aetna, o braço de seguros de saúde, e o negócio de benefícios farmacêuticos. Ambas terão capital aberto.
A vertical varejista terá em seu guarda-chuva cerca de 9 mil farmácias do conglomerado americano, clínicas médicas dentro de lojas uma operação de distribuição que inclui entrega de medicamentos pelos correios.
Na Bolsa dos Estados Unidos, o movimento anunciado pela companhia não foi bem recebido. Na quarta-feira, 4 de novembro, data do comunicado ao mercado, as ações da CVS na bolsa de Nova York operavam em queda de 12,8% às 16h (horário local).
A CVS Health e seus principais concorrentes, como a UnitedHealth Group e a Cigna, têm sido alvo constante de críticas por parte de legisladores democratas e republicanos, além de órgãos reguladores, devido ao domínio sobre praticamente todos os aspectos dos serviços de saúde para os consumidores.
Farmácias menores alegaram que as gigantes do setor favoreciam suas próprias drogarias na hora de determinar quais lojas os pacientes poderiam usar e quanto as unidades receberiam de reembolso dos remédios de prescrição médica.
O CEO da CVS Health, David Joyner, afirmou que a pressão política e regulatória foi um dos fatores externos avaliados para a decisão de dividir a empresa, segundo o The New York Times.
Durante teleconferência com analistas, Joyner afirmou que ter duas empresas de capital aberto separadas permitirá que os negócios distintos “inovem e avancem mais rapidamente”.
Com a cisão, Joyner vai liderar a empresa de seguros e benefícios farmacêuticos. Outro executivo da CVS, Prem Shah, estará à frente da divisão de farmácia.
No ano passado, a CVS Health gerou mais de US$ 400 bilhões em receita. Isso a colocou em sétimo lugar entre as empresas de capital aberto dos Estados Unidos em faturamento, de acordo com a plataforma FactSet.
A separação planejada encerraria uma era de enorme crescimento, que começou há quase 20 anos, quando a CVS, a rede de drogarias, se uniu à Caremark, a administradora de benefícios farmacêuticos contratada por empregadores e programas governamentais.
Em 2018, a CVS se uniu à Aetna, uma das maiores seguradoras de saúde do país. No mesmo ano, a Cigna comprou a Express Scripts, uma gestora de benefícios farmacêuticos.
Para analistas, a divisão pode ajudar a destravar os negócios, principalmente do ponto de vista regulatório, e acelerar a expansão das duas verticais.
“A separação é um reconhecimento tardio de que as sinergias entre a farmácia CVS e a Caremark foram superestimadas desde o início”, disse o consultor Adam Fein.
E complementa: “Possuir uma rede de farmácias pouco contribuiu para fortalecer a posição de mercado da Caremark ou torná-la uma gestora de benefícios farmacêuticos (PBM) mais competitiva.”
Arielle Trzcinski, analista da consultoria Forrester, afirmou: “Agora, a CVS Health está efetivamente reconhecendo que maior nem sempre é melhor.”
Os resultados do terceiro trimestre da empresa superaram as expectativas dos analistas de Wall Street. A CVS reportou receita de US$ 108,4 bilhões no terceiro trimestre, um aumento de cerca de 5% em relação aos US$ 102,9 bilhões registrados nos mesmos três meses do ano anterior, e superando a estimativa da FactSet de US$ 104,8 bilhões.
O índice de cobertura de benefícios médicos, uma métrica importante que mostra quanto as seguradoras de saúde estão pagando por assistência médica, ficou em 91,3%, superando a previsão de 92,3%. Quanto menor o índice, melhor para a empresa.
No acumulado de 2026, as ações da companhia na NYSE registram alta de 0,42%. Em 12 meses, a valorização é de 2%. O valor de mercado da CVS é de US$ 102,4 bilhões.









