O número de palestinos mortos na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva militar israelense ultrapassou a marca de 74 mil, segundo o Ministério da Saúde do território.
O balanço divulgado no fim de semana apontava 74.016 mortos e 175.068 feridos desde 7 de outubro de 2023. Uma atualização posterior elevou o total para 74.018 mortos e 175.079 feridos.
Apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em outubro de 2025 e interrompeu os combates de maior intensidade, ataques israelenses continuaram sendo registrados. As Forças de Defesa de Israel afirmam que as operações são realizadas em resposta a ameaças ou ataques contra suas tropas. Israel e Hamas acusam um ao outro de violar o acordo.
A guerra começou depois que combatentes liderados pelo Hamas atacaram o sul de Israel em 7 de outubro de 2023, matando cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis, e sequestrando 251 reféns. Israel respondeu com uma ampla ofensiva militar na Faixa de Gaza.
Mortes continuaram mesmo após cessar-fogo
Desde que o cessar-fogo entrou em vigor, mais de mil palestinos morreram no território, segundo as autoridades de saúde de Gaza. Sete soldados israelenses também morreram no período, de acordo com dados militares de Israel.
O Ministério da Saúde de Gaza integra a administração liderada pelo Hamas. Seus registros não diferenciam civis de combatentes, mas são usados por agências das Nações Unidas e outras organizações internacionais como referência para acompanhar as vítimas do conflito. O ministério afirma que mulheres e crianças representam aproximadamente metade dos mortos.
Acordo permanece travado
Quase um ano depois do cessar-fogo, vários dos pontos previstos para uma solução mais duradoura permanecem sem avanços significativos.
As forças israelenses continuam controlando mais da metade da Faixa de Gaza, enquanto as negociações sobre a retirada militar e o desarmamento do Hamas não chegaram a um acordo. A reconstrução em grande escala do território também ainda não começou.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirma que as tropas israelenses não deixarão completamente Gaza enquanto o Hamas não entregar suas armas.
O Hamas, por outro lado, acusa Israel de descumprir o cessar-fogo e dificultar a implementação das etapas seguintes do acordo. Israel rejeita a acusação e sustenta que o grupo palestino também vem violando os termos estabelecidos.








