O Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas, celebrado em 15 de setembro, chama a atenção para um grupo de cânceres que afetam o sistema linfático e podem apresentar características muito diferentes entre si.
Apesar de muitas vezes ser citado como uma única doença, o termo linfoma reúne dezenas de subtipos de câncer do sangue. Eles têm em comum a origem nos linfócitos, células do sistema imunológico responsáveis por ajudar o organismo a combater infecções.
Segundo especialistas do American Oncology Institute, o linfoma ocorre quando essas células sofrem alterações e passam a se multiplicar de maneira descontrolada.
Quais são os principais tipos de linfoma?
Os linfomas são divididos principalmente em dois grandes grupos: linfoma de Hodgkin e linfomas não Hodgkin.
O linfoma de Hodgkin é caracterizado pela presença de uma célula anormal chamada célula de Reed-Sternberg.
Já os linfomas não Hodgkin formam um grupo mais amplo, que reúne diversos subtipos com comportamentos, velocidades de crescimento e tratamentos diferentes.
Com tanta diversidade, especialistas alertam que informações generalizadas sobre a doença podem levar a conclusões equivocadas. Veja cinco mitos comuns sobre o linfoma.
1. Linfoma é uma única doença rara
Mito.
Linfoma é um termo usado para descrever mais de 70 tipos de câncer que se desenvolvem no sistema linfático.
Esses tumores são agrupados em linfoma de Hodgkin e linfomas não Hodgkin, mas cada categoria reúne diferentes subtipos, com características próprias e respostas distintas ao tratamento.
Por isso, diagnóstico, prognóstico e escolha da terapia dependem da identificação precisa do tipo de linfoma.
2. Linfonodos aumentados sempre significam linfoma
Mito.
O aumento de linfonodos, popularmente chamados de ínguas, pode ser um dos sinais de linfoma, principalmente quando aparece no pescoço, nas axilas ou na virilha.
No entanto, esse achado também é muito comum em infecções virais, bacterianas e outras condições benignas.
Linfonodos que permanecem aumentados por várias semanas, crescem progressivamente ou aparecem acompanhados de outros sintomas devem ser avaliados por um médico.
3. Linfoma é sempre fatal
Mito.
O diagnóstico de qualquer câncer exige acompanhamento médico, mas os avanços no tratamento mudaram significativamente o prognóstico de muitos pacientes com linfoma.
Alguns tipos apresentam altas taxas de resposta e de cura, especialmente quando diagnosticados e tratados adequadamente.
O resultado depende de fatores como subtipo da doença, estágio, idade, condições gerais de saúde e resposta ao tratamento.
4. Quem tem linfoma sempre parece doente
Mito.
Nem todas as pessoas com linfoma apresentam sinais visíveis de doença, principalmente nos estágios iniciais.
Alguns pacientes podem manter suas atividades normalmente e apresentar sintomas discretos, que podem ser confundidos com problemas menos graves.
Entre os sinais que podem ocorrer estão aumento persistente dos linfonodos, cansaço, febre sem causa aparente, suor noturno intenso, perda de peso inexplicada e coceira.
Esses sintomas, isoladamente, não confirmam a doença e também podem ocorrer em outras condições.
5. Linfoma é contagioso
Mito.
O linfoma não pode ser transmitido de uma pessoa para outra.
A doença surge a partir de alterações nas próprias células do organismo e não funciona como uma infecção provocada por vírus ou bactérias.
Embora algumas infecções possam estar associadas a maior risco de determinados tipos de linfoma, isso não significa que o câncer em si seja contagioso.
Diagnóstico depende de avaliação médica
A presença de um linfonodo aumentado ou de outros sintomas não significa necessariamente câncer. Quando há suspeita de linfoma, a investigação pode envolver exames de imagem, exames de sangue e, principalmente, biópsia do tecido afetado.
A identificação correta do subtipo é fundamental para definir o tratamento mais adequado, já que existem linfomas de evolução lenta e outros mais agressivos, que exigem abordagens diferentes.









