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O governo do Estado de São Paulo anunciou o reajuste do teto de valor para a isenção do IPVA de veículos movidos a hidrogênio e híbridos no exercício de 2026. O limite passará dos atuais R$ 250 mil para R$ 261.154,45, conforme atualização prevista na lei que determina a correção anual do valor com base no IPCA.
Na prática, o ajuste apenas recompõe a inflação acumulada no período, sem ampliar o alcance do benefício. Ainda assim, ele garante que modelos que já se enquadravam na regra não sejam automaticamente excluídos por reajustes de preços praticados pelas montadoras.
A Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo (Sefaz-SP) reforça que o novo teto valerá exclusivamente para veículos que atendam aos critérios técnicos definidos em lei, tanto no caso dos modelos a hidrogênio quanto dos híbridos.
Para usufruir da isenção total do IPVA em 2026, o valor do veículo não pode ultrapassar R$ 261.154,45. No caso dos automóveis movidos exclusivamente a hidrogênio, a isenção segue integral, desde que respeitado o limite de preço.

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Fonte: Motor1.com
Já para os híbridos, as exigências são mais específicas. O modelo precisa combinar motor elétrico e motor a combustão, sendo obrigatória a compatibilidade do propulsor térmico com etanol – seja flex ou dedicado. Além disso, o sistema elétrico deve contar com motor de potência mínima de 40 kW e bateria com tensão igual ou superior a 150 volts.
Esses critérios, adotados desde a reformulação da política paulista, deixam de fora híbridos leves e sistemas de eletrificação mais simples, concentrando o benefício em veículos com maior participação do conjunto elétrico na tração – ainda que, na prática, o alcance fique restrito aos híbridos flex, como os da Toyota. Modelos HEV a gasolina e todos os PHEVs não se enquadram na isenção.

Apesar do reajuste do teto, o anúncio vem acompanhado de um ponto-chave: 2026 será o último ano de isenção total do IPVA para veículos híbridos e a hidrogênio em São Paulo.
A partir de 2027, entra em vigor o cronograma de retomada gradual da cobrança do imposto, aprovado anteriormente pelo Estado. O calendário prevê uma reintrodução escalonada da alíquota até que ela atinja o patamar cheio, de 4%, em 2030.
O cronograma definido é o seguinte:
- 2027: cobrança de 1%
- 2028: cobrança de 2%
- 2029: cobrança de 3%
- 2030 em diante: alíquota integral de 4%
Para o mercado, o reajuste do teto tem pouco efeito no curto prazo, já que acompanha apenas a inflação. O ponto mais relevante é o horizonte de encerramento da isenção, que passa a pesar no custo total de propriedade desses veículos nos próximos anos.
Com preços médios elevados e margens cada vez mais pressionadas, especialmente nos híbridos importados, a retomada do IPVA tende a influenciar estratégias de precificação, versões oferecidas e até decisões de nacionalização de alguns modelos.
Crédito: Sefaz-SP / ABVE
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Fonte: UOL









