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A disputa pelo estado sólido esquenta. A Geely, que controla marcas como Volvo, Zeekr, Lynk & Co e Lotus, confirmou que vai concluir em 2026 o primeiro pack completo de bateria de estado sólido desenvolvido internamente. A próxima etapa será instalar o sistema em veículos de teste para validação em condições reais – um passo que leva a tecnologia do discurso para as ruas.
Isso não quer dizer que um Volvo ou Zeekr com bateria sólida chegará às lojas tão cedo. Mas é um sinal claro de que o estado sólido deixou de ser apenas promessa de laboratório e passou a fazer parte do cronograma industrial.

Foto de: Geely
Segundo a empresa, suas células experimentais já atingem densidade energética próxima de 400 Wh/kg, quase o dobro do que vemos hoje nos elétricos à venda. Para o leitor ter dimensão do salto, vale comparar com modelos que circulam no Brasil:
- BYD Dolphin Mini (LFP): ~160 Wh/kg
- BYD Dolphin (LFP): ~170 Wh/kg
- Volvo EX30 (NCM): ~220–240 Wh/kg
- Audi e-tron (NMC): ~250 Wh/kg
- Tesla Model 3 (NCA/NMC): ~260 Wh/kg (varia por versão)
Na prática, uma bateria sólida nesse patamar permitiria o mesmo alcance com quase metade do peso – ou, se preferir, o dobro de autonomia mantendo o tamanho atual do pack.
O que muda é estrutural. Em vez do eletrólito líquido usado hoje, a bateria de estado sólido adota um material sólido entre o ânodo e o cátodo. Isso reduz drasticamente o risco de curto-circuito e incêndio, além de abrir espaço para células mais densas e, em tese, recargas mais rápidas. É por isso que a tecnologia é tratada como o “santo graal” da indústria.

Foto de: Geely
A Geely trabalha nesse campo há anos, com laboratórios próprios e parcerias com fabricantes de células. Em 2025, a empresa consolidou seus projetos sob uma nova divisão de energia e passou a integrar não só o desenvolvimento das células, mas também os sistemas de segurança e validação veicular. Dentro desse pacote, também está uma nova bateria LMFP (lítio-manganês-ferro-fosfato), que promete mais de 15% de densidade em relação às LFP atuais – uma solução intermediária enquanto o estado sólido não chega ao mercado em escala.
A corrida, no entanto, não é só da Geely. Dongfeng, SAIC, Chery e grandes fornecedores como CATL e BYD também têm projetos avançados, mas todos falam em produção limitada a partir de 2027. Os desafios ainda são grandes: o eletrólito sólido é mais difícil de fabricar, mais sensível a variações térmicas e exige processos industriais muito mais precisos.
Mesmo assim, o movimento da Geely coloca o grupo na linha de frente dessa transição. Se os testes de 2026 confirmarem o que os números de laboratório indicam, estamos diante de uma tecnologia capaz de redefinir peso, autonomia, segurança e custo dos carros elétricos na próxima década.
Por enquanto, ela ainda está em fase de prova. Mas, pela primeira vez, essa prova será feita com carros de verdade – e não apenas em bancadas de laboratório.
Fonte: CarNewsChina
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Fonte: UOL









