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A Vinci Compass está adquirindo o controle da plataforma de educação médica Sanar, que oferece formação a médicos desde a graduação até a especialização. Os fundadores continuarão na gestão da empresa. A transação, realizada pelo fundo Vinci Capital Partners IV, é o quarto investimento do fundo, que já investiu em outras empresas.
A Vinci Compass tem um histórico de investimentos na educação, incluindo a Fanor e a Vitru. A operação é 100% secundária, permitindo a saída de investidores anteriores, mas o valor não foi divulgado.
A Sanar, que começou como um curso preparatório, agora possui quatro unidades de negócios e planeja expandir sua atuação em mais especialidades médicas e geograficamente, utilizando um modelo “asset light”. A empresa é lucrativa e deve faturar R$ 250 milhões em 2026.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A Vinci Compass está comprando o controle da plataforma de educação médica Sanar, que atua na formação e no desenvolvimento de médicos, acompanhando-os desde a graduação até a especialização de alta complexidade. Os fundadores Ubiraci Mercês, Caio Nunes e Maurício Lima seguirão como sócios e à frente da gestão da companhia.
A transação está sendo feita por meio do Vinci Capital Partners IV (VCP IV), fundo de private equity que tem R$ 4 bilhões. Esse é o quarto investimento do veículo, que já investiu também na companhia de locação de equipamentos de TI Arklok, na rede de fast food Outback e na empresa de logística AGI.
“Esse é um setor de que gostamos muito e que tem um crescimento de longo prazo muito relevante. E uma parte dele vem do aumento do número de cursos de graduação nos últimos anos”, diz Carlos Eduardo Martins, sócio da Vinci Compass e co-head de private equity da gestora, ao NeoFeed.
Esse não é o primeiro negócio da Vinci Compass no setor de educação. A gestora possui histórico de investimentos na área, tendo aportado recursos na Fanor (comprada pela Devry em 2009) e na empresa de educação online Vitru. Nesta última, foi sua fundadora, participou de toda a jornada da empresa, desde o financiamento privado até levá-la à bolsa de valores.
A transação é 100% secundária e dá saída a todos os fundos de venture capital que investiram na Sanar – o valor do negócio não foi revelado. Entre os investidores estão DNA Capital, Valor Capital, Vox Capital, Península, Green Rock e Igah Ventures. A última rodada de investimento da companhia havia sido em 2020, quando levantou R$ 60 milhões.
“É um processo natural para uma companhia que está ganhando relevância e passando de fase”, disse Ubiraci Mercês, um dos fundadores da Sanar, ao NeoFeed, referindo-se à entrada da Vinci Compass. “Ela traz experiência em educação e saúde para apoiar nosso crescimento e ampliar nosso impacto na formação médica.”
Em março de 2025, o NeoFeed revelou, com exclusividade, que a Sanar havia contratado o Itaú BBA e que buscava uma nova rodada de mais de R$ 200 milhões. A captação, na época, seria primordialmente primária.
A companhia adquirida pela Vinci Compass surgiu como um curso preparatório para alunos que vão prestar residência médica. Depois, entrou em pós-graduação e, em 2022, adquiriu a Cetrus, um centro de treinamento médico de referência em ultrassonografia e subespecialidades, em um negócio de R$ 166 milhões. Com isso, se tornou uma faculdade.
Atualmente, a Sanar conta com quatro unidades de negócios. A primeira delas é a SanarFlix, plataforma de conteúdo para estudantes de medicina que deu origem à empresa. A segunda é a Sanar Pós, que conta com cursos de pós-graduação lato sensu para médicos.
A Sanar Shopping, seu terceiro braço de negócios, comercializa livros para médicos e profissionais de saúde. E, por fim, a Cetrus, que conta com mais de 150 cursos de especialização, como medicina fetal, ecocardiograma e medicina do exercício e do esporte.
“A tese da Vinci Compass se apoia no crescimento estrutural do mercado de educação médica, impulsionado por um país que já forma cerca de 40 mil novos médicos por ano”, afirma Marco Antonio Franklin, sócio da Vinci Compass.
Fundada em 2014, a Sanar conta com 50 mil médicos em sua base e deve faturar R$ 250 milhões em 2026. Mercês diz que a companhia é lucrativa, gera caixa e tem uma dívida baixa.
Agora, com a Vinci Compass, o plano da Sanar é ganhar relevância em mais especialidades médicas. Hoje, Mercês diz que a companhia é forte em ginecologia, ortopedia e psiquiatria.
A Sanar quer ter também mais abrangência geográfica, chegando a localidades fora dos grandes centros e que precisam de educação médica. Segundo Mercês, a expansão não passa necessariamente pela construção de unidades próprias. A ideia é usar um modelo de “asset light”, apoiado em parcerias com estruturas já existentes.
“Todo o modelo é combinado, usando a melhor estrutura disponível em cada região para entregar a melhor experiência de formação”, diz Mercês.
A Sanar atua em um mercado cada vez mais competitivo. Um dos concorrentes é a Medway, que recebeu um cheque de R$ 75 milhões em 2022, liderado pelo Softbank. Outro rival é o MedGrupo, fundado por Cassio Engel em 1997.
A Afya, que acaba de anunciar uma fusão com a Yduqs, também conta com uma vertical que prepara estudantes de medicina para residência, além de ter desenvolvido uma plataforma tecnológica para atrair profissionais de saúde.
A conclusão da operação está sujeita ao cumprimento das condições precedentes usuais para esse tipo de transação. A Sanar foi assessorada pelo Itaú BBA. A Vinci Compass teve como assessor jurídico o escritório Lefosse.









