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A Eletra aproveitou a realização da COP30, em Belém, para divulgar a chamada Carta de Belém pela Eletromobilidade, documento em que a fabricante brasileira de ônibus elétricos defende que o transporte sustentável seja tratado como estratégia industrial para o Brasil e para a América Latina. O texto, assinado pela presidente Milena Braga Romano, argumenta que a eletrificação do transporte urbano deve integrar a agenda de “neoindustrialização” debatida pelo governo federal.
No documento, a empresa afirma que a eletromobilidade reúne benefícios sociais, econômicos e ambientais, sobretudo em países cuja matriz elétrica é majoritariamente limpa, como o Brasil. Para a Eletra, investir em infraestrutura de recarga, redes de distribuição e frota elétrica urbana é uma oportunidade de fortalecer a indústria local e ampliar a participação do país na cadeia global de veículos elétricos.

Foto de: Electra
A carta também estabelece um contraste com o papel dos biocombustíveis. Segundo a empresa, soluções como etanol e biodiesel continuam relevantes em longas distâncias e aplicações pesadas, mas “não podem servir de pretexto para adiar a expansão do transporte elétrico urbano”. O texto cita ainda riscos de perda de competitividade caso os países latino-americanos não acelerem investimentos no setor.
Parte das conclusões apresentadas pela Eletra se apoia em estudos do C40 – Grandes Cidades para Liderança do Clima, divulgados pelo Ministério das Cidades durante a COP30. O levantamento indica que substituir 1.000 ônibus a diesel por elétricos pode evitar a morte de três pessoas por ano por problemas de saúde relacionados à poluição, além de reduzir em até 77% as emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida.

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O C40 também aponta que, embora os ônibus elétricos ainda tenham custo inicial mais alto, apresentam manutenção até 25% mais barata, maior vida útil e operação mais eficiente. Segundo o estudo, o maior conforto — com menos ruído e vibração — também pode ajudar a reter usuários do transporte público.
A Eletra defende que esses fatores criam oportunidades para a indústria da região e para a oferta de empregos mais qualificados, inclusive em áreas de produção de baterias, sistemas de tração e serviços especializados. A empresa argumenta que, ao expandir a eletromobilidade, países latino-americanos poderiam se posicionar como exportadores de produtos de maior valor agregado.
O documento encerra com um apelo por aceleração dos investimentos, afirmando que a região “corre o risco de ficar para trás” caso não avance na eletrificação do transporte urbano.
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Fonte: UOL









