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Dona da Shopee lança divisão de computação em nuvem e avalia IPO de sua fintech


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A holding Sea, controladora da Shopee, lançou uma nova unidade de negócios de computação em nuvem chamada Sea Cloud, focada em empresas e inteligência artificial. O CEO Forrest Li destacou que a plataforma foi desenvolvida ao longo de uma década e é essencial para impulsionar aplicações de IA.

A empresa também está considerando abrir o capital da Monee, sua divisão de serviços financeiros, que tem se destacado como o negócio de crescimento mais rápido da Sea, com uma receita de US$ 1,4 bilhão entre abril e junho de 2026.

Apesar do crescimento, as ações da holding caíram cerca de 31% em 2026, em meio à concorrência crescente no Sudeste Asiático e no Brasil, onde competidores como Mercado Livre e Amazon também expandem suas operações.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Holding de Cingapura controladora da Shopee com atuação no e-commerce e em games, por meio da Garena, a Sea está ampliando seus tentáculos com o lançamento de uma unidade de negócios de computação em nuvem chamada Sea Cloud, com foco em empresas e inteligência artificial (IA).

Esse novo passo foi tema de um memorando interno assinado por Forrest Li, CEO da holding. No documento, obtido pelo The Wall Street Journal, o executivo também revela que o grupo está avaliando a abertura de capital da Monee, divisão de serviços financeiros que é o terceiro pilar da sua operação.

Segundo Li, a plataforma em nuvem que passará a ser ofertada a clientes foi construída ao longo de uma década e impulsionou os três principais negócios da empresa com um nível de custo e confiabilidade que a empresa não poderia ter “adquirido de mais ninguém”.

Ele também afirmou que o grupo reconstruiu essa plataforma para impulsionar aplicações de IA em toda a operação. “Levar uma ideia de IA do papel à produção dentro da nossa empresa agora é dramaticamente mais rápido do que era há dois anos”, escreveu.

O executivo fez referência ainda ao início da operação da Shopee, quando o grupo priorizou a experiência em dispositivos móveis, algo que ainda engatinhava na época, enquanto boa parte dos rivais ainda pensava em sites. “Acreditamos que a IA representa esse momento novamente”.

Com essa orientação, além de integrar a IA em suas operações, a holding vem lançando aplicativos com essa tecnologia embarcada e fechou acordos recentes com players como a OpenAI em seu negócio de comércio eletrônico.

Ao mesmo tempo, Li ressaltou que a Monee está se aproximando de uma posição em que poderá operar de forma independente. “Abrir o capital poderia dar à empresa os recursos e o espaço para ir mais longe e mais rápido do que consegue hoje”, destacou.

A velocidade já tem ditado o ritmo da divisão de serviços financeiros. Com presença no sudeste asiático e na América Latina, a unidade vem se consolidando como o negócio de crescimento mais rápido da Sea nos últimos trimestres.

Entre abril e junho de 2026, o braço de fintech da Sea reportou uma receita de US$ 1,4 bilhão, o que representou um crescimento de 58,9% sobre o mesmo intervalo, um ano antes. No período, a receita total da holding cresceu 48,1%, para US$ 7,8 bilhões.

O memorando enviado a funcionários nesta terça-feira marcou o nono aniversário da listagem da Sea na Bolsa de Nova York. Em 20 de outubro de 2017, a holding captou US$ 884 milhões em sua abertura de capital.

“Nossos três negócios são bem dimensionados, lucrativos e seguem crescendo. Nada disso teria sido possível sem a abertura de capital”, escreveu Li. “O IPO nos deu recursos, credibilidade e permitiu que mais pessoas contribuíssem – e participassem – do que estávamos construindo”.

O fato é que as novas movimentações da Sea acontecem num momento em que as ações da holding vêm em trajetória de queda. Em 2026, os papéis da companhia, avaliada em US$ 54,1 bilhões, registram um recuo próximo de 31%.

Uma concorrência mais acirrada está por trás dessa retração no mercado de capitais. Primeiro, no Sudeste Asiático, um mercado que também está atraindo o interesse e os investimentos de rivais no e-commerce como o TikTok Shop, da ByteDance, e o Lazada, do Alibaba.

Essa disputa também tem reflexos no mercado brasileiro, envolvendo players como Mercado Livre, Amazon e Magazine Luiza. E vem abrindo espaço, inclusive, para algumas aproximações entre esses players.

Na semana passada, por exemplo, o Magazine Luiza anunciou que passaria a vender produtos na plataforma da Shopee. Antes, a varejista já tinha fechado acordos similares com a Amazon e o Mercado Livre.

Em contrapartida, todas essas companhias têm seus braços e negócios além do e-commerce. O Magalu, por exemplo, lançou sua divisão de oferta de computação em nuvem no fim de 2023. Hoje, a unidade já tem mais de 1,7 mil clientes ativos.

Da mesma forma, a Amazon tem presença forte nesse espaço com a AWS, seu braço de infraestrutura e serviços de tecnologia. Em agosto, o Alibaba acirrou essa competição ao anunciar a chegada oficial de sua divisão de computação em nuvem ao Brasil.

Já no que diz respeito aos serviços financeiros ofertados por plataformas de e-commerce, quem está na dianteira é o Mercado Livre, com o Mercado Pago. Alguns dados mostram, no entanto, que a Sea também está avançando nesse espaço.

Um relatório do BTG Pactual mostrou que a Shopee, por meio da Monee, ostentava uma carteira consolidada de cerca de R$ 8 bilhões no Brasil em agosto. O montante representou um crescimento de 208% em relação ao volume registrado doze meses antes.



Fonte: NeoFeed

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