Negócios

Daniel Vorcaro é preso e Banco Central liquida o Banco Master

[ad_1]

Ler o resumo da matéria

Daniel Vorcaro foi preso tentando fugir para Malta em seu jato particular, sendo interceptado pela Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga crimes como gestão fraudulenta e organização criminosa por parte de instituições financeiras.

Em seguida, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e da Master S.A. Corretora de Câmbio, nomeando a EFB Regimes Especiais de Empresas como liquidante.

O banco vinha adotando estratégia agressiva de captação, pagando até 140% do CDI em CDBs, e acumulava R$ 62,2 bilhões em depósitos elegíveis ao FGC em março, o que dificultava soluções de mercado. Tentativas de venda, inclusive para o BRB e Grupo Fictor, fracassaram devido a riscos operacionais e falta de comprovação de viabilidade financeira.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Na noite de segunda-feira, 17 de novembro, o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, dirigia-se ao aeroporto de Guarulhos, onde embarcaria em seu jato Falcon 7X, numa suposta tentativa de fuga do País em direção a Malta, segundo apurou o NeoFeed. Ao chegar ao terminal executivo, encontrou o aeroporto com 15 agentes da Polícia Federal, que o prenderam por volta das 22h30.

Esse foi o início da derrocada do Banco Master. Na manhã de terça-feira, 18 de novembro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição, apenas um dia após o Grupo Fictor anunciar sua compra, prometendo um aporte de R$ 3 bilhões provenientes de um consórcio de investidores árabes.

Assinado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o termo também determina a liquidação judicial da Master S.A. Corretora de Câmbio. A EFB Regimes Especiais de Empresas foi nomeada como liquidante, com amplos poderes de administração e liquidação.

A prisão de Vorcaro faz parte da Operação Compliance Zero, que combate a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional. Estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.

Advogados do banqueiro Daniel Vorcaro negaram, à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, que ele estivesse fugindo do país. De acordo com eles, Vorcaro estava embarcando para os Emirados Árabes Unidos para assinar o contrato de venda do banco para investidores.

daniel vorcaro esfera
Daniel Vorcaro, do Banco Master

A PF cumpre também cinco mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal. O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi também afastado do comando do banco estadual de Brasília pelo prazo de 60 dias.

A decisão de prisão de Daniel Vorcaro e da liquidação do Banco Master ocorre após duas tentativas frustradas de se encontrar uma solução de mercado à instituição financeira, que havia se alavancado com uma estratégia agressiva de captação.

O banco chegou a pagar 140% do CDI em seus CDBs. E fechou 2024 com um volume de depósitos de aproximadamente R$ 50 bilhões, o que, na prática, representava quase a metade da liquidez do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), de R$ 107,8 bilhões no período.

Esse número, atualmente, é maior. Dados do sistema IFData, do Banco Central, mostram que o Master tinha R$ 62,2 bilhões em depósitos elegíveis à cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em março deste ano.

Em entrevista ao NeoFeed, antes da liquidação extrajudicial do Banco Master, os sócios do Grupo Fictor, Phillippe Rubini, sócio e responsável pelas Relações Corporativas da Fictor Holding, Rafael Paixão, CSO do grupo, haviam dito que ficaram com a maior parte dos CDBs do Banco Master.

Eles também acrescentaram que o negócio, que havia sido comunicado ao Banco Central, que precisava dar a sua aprovação, estava condicionada às vendas do Will Bank e Banco Master de Investimento.

A tentativa de comprar o Banco Master pelo grupo Fictor não foi a única frustrada. Em março deste ano, o BRB anunciou a intenção de adquirir 58% do capital do Master. A operação, avaliada em cerca de R$ 1,5 bilhão, chegou a receber sinal verde do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e apoio político da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

O Banco Central, no entanto, barrou a transação, alegando falta de comprovação da viabilidade econômico-financeira do negócio e riscos operacionais relevantes em setembro deste ano.

Na ocasião, o mercado financeiro acreditava que era questão de tempo até uma liquidação extrajudicial do Banco Master, que estava ficando sem alternativas para resolver sua questão de liquidez.

[ad_2]

Fonte: NeoFeed

Administrador

About Author

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Newsletter

    Cadastre seu e-mail e receba notícias e novidades em primeira mão!