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Clínica SiM, investida de Monashees, Temasek e Votorantim, cria holding para ir além do Nordeste


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Rede de saúde acessível do Nordeste, A Clínica SiM realizou sua primeira aquisição em setembro de 2025 ao comprar a SuperClínica, e agora anuncia a criação da FLUA, holding que integrará ambas as operações e prevê avançar com novos M&As.

Com um investimento de mais de R$ 100 milhões nos próximos três anos, a FLUA visa expandir sua presença além do Nordeste, com a ambição de alcançar R$ 500 milhões em receita. A holding já atendeu mais de dois milhões de pacientes e oferece planos acessíveis de consultas e exames.

O CEO Eduardo Adrião destaca que a FLUA não se posiciona como um plano de saúde, mas como uma alternativa acessível para quem não possui cobertura.

A estratégia inclui aquisições em outras regiões do Brasil, com foco em clínicas nas capitais, e a ampliação de serviços, como cirurgias e exames de imagem. A tecnologia e a digitalização também são prioridades para melhorar a experiência do paciente.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Rede de saúde acessível do Nordeste, a Clínica SiM fez o primeiro M&A da sua história em setembro de 2025, com a compra da SuperClínica. Desde então, a empresa usou a aquisição e a integração da sua conterrânea como um laboratório. E o resultado desses testes está sendo divulgado agora.

A empresa está anunciando a criação da FLUA, holding que passará a abrigar as operações da Clínica SiM e da SuperClínica, presentes nos estados do Ceará, Pernambuco, Bahia e Maranhão. E que abre espaço para a incorporação de novas marcas de clínicas populares, inclusive, fora de “casa”.

O movimento é parte de um plano de investimentos de mais de R$ 100 milhões para os próximos três anos. E cuja fórmula, além de novas aquisições, passa pelas frentes de expansão orgânica, ampliação do portfólio e tecnologia.

“Nós aprendemos muito com essa integração e isso nos permite pensar em dar novos passos de consolidação”, diz Eduardo Adrião, CEO da FLUA, ao NeoFeed.

“Nossa ambição é chegar a R$ 500 milhões de receita em até três anos. E isso fatalmente vai nos levar a pensar além do Nordeste”, complementa.

O marco inicial em direção a essa meta é uma operação com 23 clínicas que projeta fechar este ano com uma receita de R$ 200 milhões, ante R$ 125 milhões em 2025. Outros números obtidos a partir da soma da Clínica SiM e da SuperClínica ajudam a entender de onde a FLUA está partindo.

A holding já atendeu mais de dois milhões de pacientes únicos e tem uma média mensal de 75 mil. São cerca de 300 mil vidas cobertas em seu programa de assinaturas, que oferece consultas e exames a preços mais acessíveis, além de descontos em parceiros, com planos mensais de R$ 29,90 a R$ 79,90.

Adrião ressalta que o grupo não quer ser percebido como um plano de saúde, e sim, como uma opção mais acessível para consumidores de menor poder aquisitivo nas áreas de atenção primária e secundária. E recorre a alguns números para sustentar o potencial dessa tese.

“Hoje, três em cada quatro brasileiros não têm um plano de saúde”, diz o CEO. “E isso é ainda mais forte no Nordeste, onde a penetração dessas coberturas é de cerca de 15%”.

Para dar peso institucional e governança a essa próxima fase, quem está se juntando à FLUA é Paulo Chapchap, profissional com uma longa ficha de serviços prestados no mercado de saúde, o que inclui uma passagem de 28 anos no Sírio-Libanês, hospital que comandou entre 2016 e 2021.

Chapchap passará a integrar o conselho da holding, que reserva assentos ainda para Denis Cruz, o fundador da Clínica SiM, e para representantes dos investidores da operação – entre eles, a Monashees, a BeWater e a 23S Capital, joint venture entre Temasek e Votorantim.

Dos M&As às pequenas cirurgias

O crescimento inorgânico deve ser o destino de boa parte dos investimentos projetados pelo grupo. O ponto central dessa estratégia será manter as marcas adquiridas, que serão plugadas em uma operação que já conta com um backoffice 100% integrado em áreas como financeiro e administrativo.

A via dos M&As começou a ser traçada com foco no Nordeste, onde a FLUA já tem mais de 50 ativos mapeados e busca aquisições próximas às suas operações atuais, o que pode incluir a entrada em outros estados da região. Em paralelo, o grupo foi “obrigado” a ampliar ainda mais esse horizonte.

“Esse modelo que estamos propondo acabou chamando a atenção de outros operadores e nós começamos a ser abordados por clínicas de fora do Nordeste”, afirma Adrião. “Então, nós começamos a construir um pipeline para outras regiões do Brasil. Temos olhado o País como um todo”.

Embora não abra mais detalhes, ele diz que a FLUA já tem conversas, em diferentes estágios, com clínicas das outras quatro regiões do País. Nessa vertente, o foco estará em ativos com operação nas capitais – a oferta de telemedicina será o braço do grupo para avançar em cidades do interior.

Das negociações às assinaturas de acordos, o volume de aquisições também ditará o ritmo e o roteiro de crescimento orgânico do grupo. Hoje, a holding já tem definidas as aberturas de mais duas unidades em 2027, sendo uma no Recife (PE), da Clínica SiM, e outra em São Luís (MA), com a SuperClínica.

A orientação aqui seguirá dois nortes: primeiro, reforçar a presença nas praças em que as duas marcas já atuam; e, segundo, avançar com unidades erguidas do zero nas regiões nas quais a holding fizer aquisições. “Nós podemos acelerar o crescimento com essas marcas locais”, diz Adrião.

Há outros componentes para atrair essas marcas. Em tecnologia, o plano é seguir avançando em frentes como a digitalização da jornada dos pacientes e o uso de agentes de inteligência artificial (IA) para auxiliar seu corpo clínico nos diagnósticos.

Em uma segunda ponta, a FLUA também vem ampliando sua oferta de serviços. Depois de criar um centro de exames de imagem e incorporar essa modalidade ao seu portfólio no Ceará, o plano é repetir esse movimento em Pernambuco e no Maranhão.

O grupo também começou a testar pequenos procedimentos em suas unidades, como cirurgias ortopédicas e oftalmológicas. E está tocando um piloto com cirurgias em áreas como urologia e ginecologia, de menor complexidade, no Uniclinic, hospital da família de Deniz Cruz em Fortaleza.

Uma terceira via será reforçar as linhas de cuidado. De olho no fenômeno das canetas emagrecedoras, um primeiro exemplo é a Vida Leve, que oferece um número de consultas com endocrinologistas, nutricionistas e psicólogos, além de um pacote de exames para acompanhar a evolução do tratamento.



Fonte: NeoFeed

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