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Pela primeira vez no Brasil, um carro 100% elétrico terminou o mês como o modelo mais vendido no varejo nacional. Em fevereiro, o BYD Dolphin Mini emplacou nada menos que 4.094 unidades nas concessionárias e assumiu a liderança do canal, segundo números divulgados pela própria BYD
O dado é relevante porque o varejo continua sendo o ambiente que melhor reflete a decisão direta do consumidor. Em um mercado ainda bastante dependente da venda direta, que respondeu por 45,3% dos emplacamentos totais no mês segundo a Bright Consulting, a liderança no showroom tem peso estrutural.

Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com
No consolidado geral, considerando todos os canais, o Dolphin Mini somou 4.874 unidades em fevereiro, conforme levantamento da K-Lume. Isso significa que o modelo respondeu por mais da metade dos 8.658 elétricos a bateria vendidos no período. A diferença é que, desta vez, o desempenho não ficou restrito ao recorte de eletrificados.
A liderança no varejo insere o compacto elétrico diretamente na disputa com compactos e SUVs a combustão de alto volume, algo que até pouco tempo atrás parecia impensável no mercado brasileiro. Não se trata apenas de um recorde dentro do segmento, mas de uma mudança de escala.
No ranking geral, considerando todos os tipos de propulsão e vendas diretas/varejo, o Dolphin Mini ficou em 11º lugar, posição inédita para um carro elétrico no país.

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Fonte: Mario Villaescusa / Motor1.com
No ranking de elétricos, a vantagem sobre o segundo colocado BYD Dolphin, que registrou 1.193 unidades, foi ampla. Modelos como o Leapmotor C10 e o Chevrolet Captiva EV começam a ganhar espaço, enquanto o Geely EX2, que poderia ser um rival, perdeu ritmo após meses de crescimento acelerado e agora enfrenta restrições de oferta.
Dois anos após seu lançamento no país, o Dolphin Mini já acumula mais de 62 mil unidades vendidas no mercado brasileiro, de longe, o carro elétrico com maior volume de vendas em nosso mercado.
A produção nacional da BYD na fábrica de Camaçari (BA) iniciada no fim de 2025 ampliou disponibilidade e reduziu incertezas logísticas, mas o que fevereiro sugere vai além de um ciclo comercial favorável. Pela primeira vez, o carro elétrico deixou de disputar espaço apenas dentro da própria categoria e passou a liderar o principal canal do mercado automotivo nacional.
Isso abre uma nova perspectiva, onde se enxerga potencial muito maior nos elétricos de entrada, revelando que carros mais equipados, mais eficientes e com melhor nível de tecnologia na mesma faixa de preço de modelos tradicionais flex podem crescer muito junto ao público.
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Fonte: UOL









