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O BTG Pactual lançou o portfólio completo da BTG Pay, que inclui um cartão de crédito B2B, máquinas de pagamento e soluções de split payment.
O banco busca se diferenciar em um mercado com mais de 300 players, oferecendo produtos e serviços que, em sua visão, não estão disponíveis atualmente.
A proposta é trazer a fluidez dos pagamentos B2C para transações B2B, permitindo maior flexibilidade nas condições de pagamento.
Com essa abordagem, o BTG Pactual visa capturar uma fatia de um mercado de R$ 50,5 trilhões, que inclui transações via boleto, TED e Pix.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Prestes a completar um ano do anúncio da sua entrada no mercado de adquirência, período em que se concentrou no desenvolvimento gradual dessa oferta, o BTG Pactual está saindo dos bastidores e mostrando o conjunto “dessa obra” ao mercado.
Na sexta-feira, 11 de setembro, o banco divulgou o lançamento do portfólio completo da BTG Pay, plataforma que reúne um cartão de crédito B2B, máquina de pagamentos, link de pagamento e uma solução de split payment, além de outros produtos e serviços financeiros para empresas.
A estreia em um espaço já bastante concorrido, e num prazo que pode ser considerado tardio por muitos, sugere muitos questionamentos. Mas o banco deixou claro suas intenções e trouxe dois argumentos para justificar essa nova empreitada.
“A primeira razão foi ter o cardápio completo. Muitos clientes não conseguiam colocar todo o seu financeiro conosco porque não tínhamos esse produto”, disse Rogério Stallone, sócio de crédito corporativo e responsável pelo BTG Pactual Empresas, área que está encampando essa oferta.
“E, sendo bem honesto, o mercado já tem mais de 300 players de adquirência. Nossa ideia não é ser mais um”, afirmou o executivo. “Não vamos ser um adquirente normal. Vamos oferecer produtos e serviços que, hoje, não estão disponíveis no mercado”.
Na tradução desse discurso, a premissa do BTG para avançar num terreno tão disputado é levar a fluidez típica dos pagamentos no varejo, o chamado B2C, para as transações entre empresas.
O cartão BTG Pay, por exemplo, vai trazer maior flexibilidade para que compradores e vendedores negociem prazos e condições de pagamento – à vista ou parcelados. Esses parâmetros, assim como o limite dessas transações, poderão variar de acordo com o perfil de cada cliente.
Para chegar a esse modelo, o BTG estruturou um arranjo fechado, no qual os cartões levam a bandeira BTG Pay e só serão aceitos na maquininha do próprio banco. Ao mesmo tempo, esse portfólio é reforçado por outros recursos, automatizados e integrados à plataforma, como conciliação, pagamentos e recebimentos em lote.
“Queremos resolver essas quatro grandes dores: receber, pagar, conciliar e se financiar numa única experiência”, disse Gabriel Motomura, co-head do BTG Pactual Empresas. “Nossa ideia é fazer a fila andar mais rápido e, no fim do dia, gerar mais vendas para essas empresas”.
Com essa abordagem, o plano do BTG é também consolidar uma alternativa mais ágil e menos burocrática que as opções hoje mais adotadas nas transações B2B, como boletos, duplicatas e TEDs. E, ao mesmo tempo, com mais flexibilidade, especialmente nas condições de pagamento, que o Pix.
Ao apostar na migração de parte dessas transações para o modelo que está propondo agora com a BTG Pay, o banco entende que está abrindo caminho para capturar uma fatia de um mercado de aproximadamente R$ 50,5 trilhões, que, até então, o banco não acessava.
Segundo Motomura, essa conta é a soma dos R$ 4,5 trilhões movimentados pelo mercado de adquirência, os R$ 11 trilhões das transações via boleto entre empresas, e os R$ 35 trilhões de pagamentos B2B feitos por meio de TED ou Pix.
Com o plano de abocanhar parte desse bolo, o BTG Pactual começou a tirar esse projeto do papel em julho de 2025, com a compra da fintech Justa. Três meses depois, o banco anunciou sua entrada no segmento, ainda em uma fase de soft launch.
Após esse período, os executivos não revelam quantas empresas já aderiram a essas ofertas. E embora a plataforma esteja sendo empacotada pelo BTG Pactual Empresas, braço centrado em pequenas e médias empresas, a dupla diz que o pacote vale para companhias de todos os portes.
“No caso da maquininha, os grandes mercados são o varejo e os serviços”, disse Stallone, que preferiu não revelar metas e projeções sobre a evolução da plataforma. “Já no lado do cartão, vemos mais tração em indústrias, empresas de grande porte e setores como o agronegócio”.
Alguns outros dados do BTG Pactual Empresas trazem, porém, um pouco do universo que o banco pode explorar para avançar nessa arena. Criada em 2019, a área atende empresas com até R$ 300 milhões de faturamento e tem clientes em mais de 95% das cidades brasileiras.
Em um outro indicador, da carteira de crédito de R$ 2,2 bilhões no fim de 2019, quando ainda não tinha um ano completo de operação, a divisão saltou para um volume de R$ 32,1 bilhões em 2025.









