Brasil

Anvisa aprova novo medicamento para tratar lúpus


O medicamento Gazyva (obinutuzumabe), indicado para alguns casos de câncer, poderá ser utilizado também no tratamento do lúpus. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova indicação da substância para pacientes adultos com lúpus ativo moderado a grave, positivos para autoanticorpos e que já utilizam o tratamento padrão.

Em nota, a Anvisa informou que o obinutuzumabe é um anticorpo monoclonal humanizado que promove a eliminação intensa e prolongada dos linfócitos B, células que desempenham papel central nos processos imunológicos anormais responsáveis pelo desenvolvimento do lúpus.

A doença, segundo a agência, é uma condição autoimune, crônica e potencialmente grave, caracterizada pela produção desregulada de autoanticorpos que provocam inflamações em diferentes órgãos e sistemas do corpo.

Entre as áreas mais afetadas estão a pele, as articulações, os rins, o sistema sanguíneo e o sistema nervoso central.

“Os benefícios demonstrados da nova indicação incluem redução da atividade da doença, menor ocorrência de exacerbações e redução sustentada da exposição a corticosteroides”, destacou a Anvisa.

A agência ressaltou ainda que, apesar da disponibilidade de terapias convencionais e biológicas para o tratamento do lúpus, uma parcela significativa dos pacientes continua apresentando atividade persistente da doença.

“Essas pessoas sofrem com surtos recorrentes ou se tornam dependentes do uso contínuo de corticosteroides, medicamentos que carregam efeitos colaterais importantes a longo prazo”, explicou.

Quais são os riscos e as complicações do lúpus?

O Ministério da Saúde alerta que, quando não tratado adequadamente, o lúpus pode provocar complicações graves em diferentes órgãos e tecidos, podendo, em situações mais severas, levar à morte.

As principais complicações podem afetar:

Rins: o comprometimento renal está entre as complicações mais graves do lúpus. Em casos avançados, pode provocar insuficiência renal, uma das principais causas de morte relacionadas à doença nos primeiros anos após o diagnóstico. Entre os sintomas possíveis estão inchaço, alterações na urina, náuseas, vômitos, falta de ar e, em situações mais graves, dor no peito e coceira generalizada.

Cérebro: quando o sistema nervoso central é afetado, o paciente pode apresentar dores de cabeça, confusão mental, tontura, alterações de comportamento, alucinações, convulsões e até acidentes vasculares cerebrais (AVC).

Vasos sanguíneos: o lúpus pode provocar anemia, alterações na coagulação, aumento do risco de sangramentos e inflamação dos vasos sanguíneos, condição conhecida como vasculite.

Pulmões: uma das complicações possíveis é a pleurisia, inflamação da membrana que reveste os pulmões e a parte interna da caixa torácica. O problema pode causar dor intensa durante a respiração.

Coração: em alguns casos, a doença pode provocar inflamação do músculo cardíaco, da membrana que envolve o coração ou dos vasos sanguíneos, aumentando o risco de complicações cardiovasculares, incluindo infarto.

O lúpus não tem cura definitiva, mas pode ser controlado com acompanhamento médico e tratamento adequado. A escolha dos medicamentos depende da gravidade da doença, dos órgãos afetados e das condições clínicas de cada paciente.

A nova indicação do Gazyva amplia as opções terapêuticas disponíveis para determinados pacientes, mas sua utilização deverá ocorrer mediante avaliação e prescrição médica especializada.

o tratamento da doença, existe uma parcela significativa de pacientes que permanece em estágio ativo constante.

Segundo o Ministério da Saúde, trata-se da primeira vacina do mundo contra essa espécie do parasita, responsável pela maioria dos casos no Brasil –em 2025, foram 118.037 registros.

Folhapress | 22:48 – 14/10/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

Administrador

About Author

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Newsletter

    Cadastre seu e-mail e receba notícias e novidades em primeira mão!