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Além do Brasil, exportações de carros elétricos chineses disparam no México

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A desaceleração gradual do mercado doméstico de veículos elétricos na China está levando as principais montadoras do país a intensificar sua estratégia de exportação – e os números mais recentes mostram que esse movimento ganhou força em 2025. Dados divulgados pelo governo chinês e analisados pela Bloomberg indicam que as exportações de EVs cresceram 87% em novembro na comparação anual, com forte avanço em mercados como México, Europa e também na América Latina, onde o Brasil aparece como um dos principais destinos.

Somente em novembro, a China exportou quase 200 mil veículos elétricos, número que eleva o total embarcado nos 11 primeiros meses de 2025 para pouco menos de 2 milhões de unidades. A Ásia segue como o maior destino dos EVs produzidos no país, mas o crescimento mais acelerado vem ocorrendo fora do continente, especialmente em mercados emergentes e em regiões onde marcas chinesas vêm ampliando rapidamente sua presença.



BYD México

Foto de: BYD

O caso mais emblemático é o México. Em novembro, o país recebeu 19.344 veículos elétricos chineses, um salto de impressionantes 2.367% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado do ano, as exportações para o mercado mexicano já somam 96.194 unidades, crescimento de 150% na comparação anual.

Boa parte desse avanço está ligada à ofensiva da BYD, que lançou uma série de modelos mais acessíveis e rapidamente se tornou a líder do mercado de elétricos no país. A montadora chinesa projeta encerrar 2025 com cerca de 100 mil veículos vendidos no México — mais que o dobro do volume registrado no ano anterior – e avalia a instalação de uma grande fábrica local para atender toda a América Latina.



BYD Sealion 7 no São do Automóvel

BYD Sealion 7 no São do Automóvel

Foto de: Motor1 Brasil

Assim como o México, o Brasil aparece como um dos principais destinos dos carros elétricos chineses na região. Segundo os dados, América Latina e Caribe registraram aumento de 283% nas importações de EVs chineses em novembro, com crescimento acumulado de 65% até o fim do mês. México e Brasil lideram esse movimento regional, impulsionados pela chegada de novas marcas, ampliação do portfólio e maior competitividade de preços.

No caso brasileiro, o avanço das importações ajuda a explicar a rápida expansão de marcas como BYD, GWM, Chery, além da chegada de novos fabricantes chineses ao longo dos últimos dois anos. O movimento também reforça a importância estratégica do país para os planos globais da indústria chinesa de veículos elétricos.



Leapmotor C10 REEV - teste na Europa

Foto de: Stellantis

As exportações para a Europa também seguem em alta, mesmo em um ambiente regulatório mais restritivo. Em novembro, mais de 42 mil veículos elétricos chineses chegaram ao continente, levando o total de 2025 para mais de 600 mil unidades – crescimento de 12% em relação ao ano passado.

Esse avanço ocorre apesar de tarifas de importação que, em alguns casos, ultrapassam 40%, além de ajustes específicos por mercado que fazem com que um mesmo modelo custe mais de 50% acima do preço praticado na China. Reino Unido e Bélgica lideram as importações europeias de EVs chineses, com cerca de 9 mil unidades cada em novembro.

Apesar do aumento das exportações, a maior parte dos veículos elétricos produzidos na China ainda é vendida no mercado interno. Em 2024, o país fabricou cerca de 17 milhões de EVs — aproximadamente 70% de toda a produção global —, mas cerca de 11 milhões dessas unidades não deixaram o território chinês.

Parte desse volume, no entanto, não encontrou compradores imediatos. Em alguns casos, fabricantes registraram veículos em grande escala para inflar números de vendas, e muitos desses carros acabaram sendo revendidos posteriormente como seminovos, inclusive para mercados externos, com descontos.

Embora 2025 marque um ano de forte expansão das exportações chinesas, analistas avaliam que 2026 pode trazer um ritmo mais moderado. Montadoras ocidentais começam a lançar uma nova geração de veículos elétricos mais competitivos, reduzindo parte da vantagem tecnológica e de custo dos modelos chineses.

Ainda assim, o avanço consistente em mercados como Brasil, México e outros países emergentes mostra que a China segue consolidando sua posição como principal polo global da indústria de veículos elétricos — com impacto direto sobre preços, oferta e concorrência também no mercado brasileiro.

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Fonte: UOL

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