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A conta dos protestos nas ruas de Paris chegou para o Carrefour


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Os conflitos recentes em Paris, originados por protestos estudantis, impactaram negativamente o Carrefour, resultando em uma queda de 13,8% nas ações da empresa.

O CEO Alexandre Bompard destacou que cerca de 50 lojas foram afetadas, com saques e danos significativos.

O Carrefour estima um impacto de € 200 milhões em receitas operacionais até 2026 e anunciou uma redução em seus investimentos na França, diminuindo a previsão de despesas de capital de € 1,7 bilhão para € 1,6 bilhão.

A diminuição do fluxo de clientes e o aumento dos custos com segurança foram fatores determinantes para os cortes.

Apesar de um crescimento de 2,3% nas vendas no terceiro trimestre, a confiança do consumidor está abalada, especialmente com os altos preços dos combustíveis.

A empresa agora espera um crescimento “estável a leve” nos lucros ajustados por ação em 2026, após ter previsto um crescimento mais robusto anteriormente.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Os recentes conflitos na França provocados a partir de protestos de estudantes deverão trazer um impacto relevante para a receita de uma das principais redes varejistas do país, o grupo Carrefour.

Segundo a companhia, os protestos estavam dificultando suas operações em áreas urbanas da capital francesa. Na terça-feira, 21 de outubro, as ações da companhia na bolsa de Paris registravam queda de 13,8%, por volta de 17h40 (horário local).

O CEO Alexandre Bompard falou sobre a grande incerteza em relação aos gastos do consumidor no período que antecede o final do ano, crucial para o varejo.

“O Carrefour foi direta e fortemente afetado. Cerca de 50 de nossas lojas foram atingidas no primeiro dia, muitas foram saqueadas e os danos são consideráveis”, afirmou à Reuters.

A estimativa é que o impacto total possa chegar a € 200 milhões em receitas operacionais no resultado de 2026. Como resultado, o Carrefour afirmou que investiria menos na França, reduzindo sua previsão de despesas de capital para o ano, de € 1,7 bilhão para € 1,6 bilhão.

A diminuição do fluxo de clientes, a redução do horário de funcionamento devido ao toque de recolher e o aumento dos custos com segurança foram os principais fatores que levaram aos cortes previstos.

O Carrefour gera aproximadamente metade de suas vendas na França, o que torna o grupo particularmente vulnerável a qualquer interrupção prolongada em seu mercado doméstico.

Por causa desses episódios, o grupo francês também reduziu suas metas de lucratividade, prevendo a elevação da queda nas vendas.

O grupo afirmou que agora espera um aumento de até 15 pontos-base na sua margem de lucro operacional recorrente este ano. Anteriormente, a previsão era de um crescimento superior a 25 pontos-base.

Analistas disseram que a revisão em baixa levantou dúvidas sobre se os desafios do grupo estavam restritos à França.

Em nota, o J.P. Morgan afirmou que a atualização destacou “uma falta de impulso subjacente” nos principais mercados do Carrefour, apontando para volumes fracos na França, Espanha e Brasil.

O banco acrescentou que a revisão em baixa das projeções pareceu mais abrangente do que a administração indicou. Os analistas lembraram que a empresa não havia reduzido suas perspectivas durante os protestos dos chamados “coletes amarelos”, entre 2018 e 2019.

De qualquer forma, a companhia registrou crescimento nas vendas no terceiro trimestre. Segundo a empresa, foram reportados € 22,69 bilhões em receita, o equivalente a US$ 25,44 bilhões. A alta foi de 2,3%, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

As vendas na França, mercado doméstico do Carrefour, cresceram 1,2% em termos comparáveis, atingindo € 11,90 bilhões.

A rede de supermercados afirmou que agora espera um crescimento “estável a leve” nos lucros ajustados por ação em 2026, após ter previsto anteriormente um crescimento na casa de um dígito alto. Também prevê uma leve queda no fluxo de caixa livre em comparação com 2025.

A questão é que as manifestações estão prejudicando a confiança do consumidor, que já estava fraca devido aos altos preços dos combustíveis no país, e reduzindo o fluxo de clientes nas lojas do Carrefour justamente no início do importante período de vendas, que é o quarto trimestre.

“Os custos diretos somam várias dezenas de milhões de euros, de mercadorias roubadas ou destruídas, lojas danificadas, equipamentos danificados, e ainda há as lojas que fomos obrigados a fechar”, disse o CFO Matthieu Malige, também segundo a Reuters.

“Nas próximas semanas, continuaremos a ser impactados, pois algumas lojas terão que fechar mais cedo devido aos toques de recolher e, de forma mais ampla, acreditamos que estamos em uma nova situação marcada por profunda incerteza para nossos clientes”, complementou.

No acumulado de 2026, as ações da companhia em Paris registram queda de 2,5%. Em 12 meses, no entanto, a valorização é de 4,8%. O valor de mercado do Carrefour é de € 10,3 bilhões.



Fonte: NeoFeed

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