A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) concluiu o Estudo de Atendimento à Região Sul do Rio Grande do Sul, que identifica necessidades de expansão da infraestrutura elétrica da região e recomenda um conjunto de obras nos sistemas de transmissão e distribuição.
A rede de transmissão do Sul do Rio Grande do Sul tem papel estratégico para o desenvolvimento econômico da região, pois conecta centros urbanos e atividades industriais e agropecuárias ao Sistema Interligado Nacional. O objetivo é preparar a rede para o crescimento da demanda, ampliar a confiabilidade do fornecimento de energia e criar alternativas de atendimento para os consumidores da região.
Bilhões previstos em investimentos
O conjunto de soluções selecionado representa investimentos estimados em cerca de R$ 3 bilhões, considerando obras na Rede Básica, nas Demais Instalações de Transmissão (DIT) e nos sistemas de distribuição. Desse total, aproximadamente R$ 1,4 bilhão corresponde à Rede Básica, enquanto os demais investimentos estão associados às instalações de transmissão e às redes das distribuidoras locais.
Novos pontos de suprimento vão dar mais flexibilidade ao sistema
Entre as principais recomendações estão novos pontos de suprimento pela Rede Básica em São Gabriel, Universitária, Dom Pedrito, São Lourenço, Piratini e Tabatinga, além da implantação de um novo pátio de 138 kV na Subestação Alegrete 2.
O estudo também recomenda ampliações de capacidade em subestações existentes, substituição de transformadores em final de vida útil, adequações de barramentos e novos seccionamentos de linhas de transmissão.
Resiliência climática passa a influenciar o planejamento das novas obras
Além das necessidades elétricas que motivaram o estudo, o trabalho incorporou uma preocupação que ganhou ainda mais relevância após as enchentes de 2024: a resiliência da infraestrutura de energia diante de eventos climáticos extremos.
Além dos critérios técnicos, econômicos e socioambientais tradicionalmente utilizados, as novas obras passam a considerar de forma mais direta a capacidade da infraestrutura de enfrentar condições climáticas extremas e continuar desempenhando sua função no sistema elétrico.






