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Chinesa Oraimo desembarca no Brasil e quer fugir da briga com Apple, Samsung e Xiaomi


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A Oraimo, braço de acessórios inteligentes da Transsion Holdings, desembarcou no Brasil com um portfólio de cerca de 50 produtos, incluindo smartwatches e fones de ouvido. A marca, que já está presente em mais de 60 países, busca explorar o mercado brasileiro como base para expansão na América Latina, mirando um público de 50 milhões de consumidores.

A estratégia é focar no “custo-benefício”, evitando a concorrência direta com grandes marcas estabelecidas, e oferecendo preços competitivos, como smartwatches entre R$ 190 e R$ 320.

Inicialmente, os produtos estarão disponíveis em marketplaces como Mercado Livre e Shopee, com planos de lançar um e-commerce próprio.

A meta é alcançar 20% de market share em cinco a dez anos, com um time local enxuto que pode crescer conforme a marca se estabelece.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Desde 2006, quando foi fundada, a chinesa Transsion Holdings abriu mão do seu mercado doméstico. E, ao olhar além da Grande Muralha, o grupo chegou longe. A empresa, por exemplo, domina o mercado africano de celulares, com uma fatia de cerca de 50%, e figura entre os principais players do setor no sudeste asiático.

Essa mesma orientação guiou os passos da Oraimo, o braço de acessórios inteligentes da holding. Criada em 2014 e com um portfólio que inclui desde fones de ouvido e smartwatches até barbeadores, a marca já está presente em mais de 60 países, com uma base de mais de 200 milhões de usuários.

Agora, a Oraimo está expandindo essas fronteiras ao desembarcar oficialmente no Brasil. E, nessa chegada, já mira o mercado local como uma conexão para acrescentar outras escalas ao seu mapa de operações.

“O Brasil é um mercado gigantesco e esse é um lançamento estratégico”, diz Walter Neto, que está à frente da operação local e se reportará diretamente à matriz chinesa. “A ideia é usar o País como base para uma expansão ainda maior para a América Latina e, eventualmente, toda a região de Américas”.

Neto confessa que não conhecia a Oraimo, tampouco a Transsion, até ser procurado no início deste ano como um dos possíveis candidatos a assumir o posto. Ele ressalta, porém, que se surpreendeu ao pesquisar mais sobre o grupo.

Listada desde 2019 na Bolsa de Xangai, a Transsion Holdings está avaliada em 64 bilhões de yuans (cerca de US$ 9,5 bilhões). Em 2025, a companhia reportou uma receita de aproximadamente US$ 9,4 bilhões e um lucro líquido de US$ 373 milhões.

No Brasil, o grupo já marcava presença por meio de produtos como a Infinix, uma de suas três marcas de celulares, ao lado da Tecno e da Itel. E que, desde 2021, está presente nas prateleiras do País por meio de uma parceria com a Positivo Tecnologia.

Parte agora dessa conta, a operação local da Oraimo está sendo iniciada com a oferta de cerca de 50 produtos distribuídos nas quatro categorias de atuação da marca: áudio, vestíveis, energia e cuidados pessoais. Isso inclui relógios inteligentes, fones, cabos, power banks e barbeadores, entre outros itens.

“Nosso alvo é o consumidor que faz o que chamamos de compras inteligentes, ou seja, que olha o custo-benefício”, diz Neto. “E, nesse sentido, a estimativa de que o nosso mercado endereçável no Brasil é de pouco mais de 50 milhões de pessoas.”

De olho nesse público, o plano da Oraimo é fugir da disputa com os grandes players, donos de marcas fortes e bem estabelecidas em cada uma dessas categorias. E, para isso, o plano é encontrar justamente um equilíbrio entre preço e qualidade, fincando os pés nas categorias de entrada e intermediária.

Isso está bem claro – e até exacerbado – nos valores praticados pela companhia nesse desembarque. Em smartwatches, por exemplo, a faixa varia de R$ 190 a R$ 320, preços que estão bem abaixo de rivais como as americanas Garmin e Apple, a sul-coreana Samsung e mesmo chinesas, como a Xiaomi.

Ao mesmo tempo, a Oraimo escolheu um atalho para estrear nesse páreo. Inicialmente, o portfólio da marca estará disponível apenas em três marketplaces: Mercado Livre, Shopee e TikTok Shop. Ainda nesse ano, a companhia também colocará no ar seu e-commerce próprio.

“Não estamos negligenciando outros canais. Mas escolhemos começar pelo online e por essas plataformas pela velocidade para colocar em prática nossos planos”, diz Neto. Ele conta que a marca também já negocia com distribuidores para chegar ao varejo físico, se possível, ainda em 2026.

Nesse início de operação, o digital também dará o tom das estratégias de divulgação da marca. Nessa direção, a Oraimo já está desenvolvendo, por exemplo, ações com influenciadores. À medida que o portfólio chegue ao varejo offline, o plano é estender as iniciativas a ativações nos pontos de venda.

A aposta nessas vias também se reflete em um time local, a princípio, mais enxuto, formado por cerca de dez profissionais. A estratégia, porém, é crescer essa equipe conforme a marca ganhar fôlego e terreno no País. E a visão é de longo prazo.

“A meta é alcançar 20% do market share do mercado brasileiro de acessórios inteligentes num intervalo de cinco a dez anos”, diz Neto. Antes de perseguir esses números, ele já tem viagens marcadas para dois países da região – não revelados – que podem ser as próximas paradas da Oraimo ainda nesse ano.



Fonte: NeoFeed

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