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Tesla amplia o mapa europeu de seu sistema de direção autônoma supervisionada


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A Tesla obteve aprovação para comercializar seu sistema de direção autônoma supervisionada (FSD) na Croácia, tornando-se o oitavo país da UE a autorizar o software. Essa aprovação é um passo importante na estratégia de Elon Musk para consolidar o FSD como um produto central e expandir no mercado europeu, que é rigoroso em segurança veicular. O FSD é um sistema de assistência ao motorista de nível 2, que exige atenção constante do condutor.

A Tesla já realizou mais de 1,8 milhão de quilômetros de testes na Europa, com uma taxa de acidentes 4,1 vezes menor que a condução manual. A votação da UE sobre a liberação do FSD foi adiada para dezembro, e uma rejeição poderia banir o software. A Europa é vista como um teste crucial para a Tesla se tornar uma empresa de inteligência artificial, com o modelo de assinatura do FSD gerando receita recorrente. Apesar de um ano difícil no mercado financeiro, a empresa registrou crescimento de receita, mas com lucros operacionais em queda.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A montadora americana Tesla anunciou na terça-feira, 29 de setembro, a aprovação para comercializar seu sistema de direção autônoma supervisionada (full self-driving, FSD na sigla em inglês) de seus carros elétricos na Croácia, tornando-se o oitavo país da União Europeia a autorizar o software.

O anúncio é mais um passo decisivo na estratégia da empresa de Elon Musk para consolidar o FSD como produto central de sua expansão global — e, sobretudo, como porta de entrada para o mercado europeu, o mais regulado e exigente do mundo em segurança veicular.

O FSD supervisionado é classificado como um sistema de assistência ao motorista de nível 2: ele conduz, acelera, freia, muda de faixa, faz conversões e segue rotas, mas exige atenção constante do motorista. A tecnologia é baseada em uma rede neural treinada com dados da frota global, que percorre mais de 320 milhões de quilômetros por dia.

O FSD supervisionado da Tesla não é idêntico ao sistema usado em robotáxis, como da Waymo (da Alphabet), de nível 4 e verdadeiramente autônomo — a Tesla ainda não opera robotáxis comerciais em larga escala. O serviço anunciado em Austin, em 2025, é experimental, mas este ano já expandiu para outras cinco cidades do Texas e da Califórnia.

Hoje, cerca de 1,5 milhão de americanos pagam US$ 100 por mês pelo serviço FSD supervisionado da Tesla, segundo dados da empresa, o que permite estimar uma receita anual da comercialização do software nos EUA na casa de US$ 1,8 bilhão.

Na Europa, o software é vendido exclusivamente por assinatura desde maio, com valores próximos a € 99 mensais em mercados onde já foi lançado. A Tesla afirma ter realizado mais de 1,8 milhão de quilômetros de testes nos países do bloco europeu e 230 mil cenários simulados em seis cidades, com taxa de aprovação acima de 99%.

Em países como Bélgica, o FSD passou por 5.000 km de testes antes da liberação. A montadora afirma que sua taxa de acidentes é 4,1 vezes menor do que a da condução manual na UE, segundo dados citados pelo Barclays.

A autorização croata chega em um momento sensível: embora vários países já tenham reconhecido a aprovação provisória concedida pela autoridade reguladora holandesa RDW, a União Europeia ainda não decidiu se o FSD poderá ser liberado em todo o bloco.

A votação, inicialmente esperada para outubro, foi adiada e deve ocorrer apenas em dezembro, após novas discussões técnicas. Suécia e França mantêm objeções formais, especialmente sobre a função de compensação de velocidade, que permite ao sistema operar acima do limite detectado.

Uma rejeição pela UE implicaria banimento do FSD após seis meses; uma aprovação, por outro lado, abriria um mercado de 450 milhões de consumidores.

A Croácia, com 3,9 milhões de habitantes, representa menos de 1% da população da UE, mas seu sinal verde tem peso político. O país havia indicado que aguardaria o debate europeu antes de tomar uma decisão, alegando falta de documentação e dúvidas sobre segurança.

A mudança repentina — 19 dias após afirmar que não aceitaria a homologação holandesa — reforça a pressão sobre o bloco, que já viu República Tcheca, Eslovênia, Lituânia, Estônia, Dinamarca e Bélgica aderirem ao modelo holandês.

No total, os oito países que aprovaram o FSD representam menos de 13% da população europeia, mas criam um corredor regulatório que a Tesla explora com velocidade. O Comitê Técnico de Veículos Motorizados da UE exige maioria qualificada para aprovar o FSD em todo o bloco — 15 países representando 65% da população.

Peso estratégico

Para a Tesla, a Europa é mais do que um mercado: é o teste definitivo de sua ambição de se tornar uma empresa de inteligência artificial, e não apenas uma montadora de veículos elétricos. O FSD é o produto que sustenta essa narrativa.

O modelo de assinatura é crucial para a Tesla porque transforma o FSD em receita recorrente — uma característica típica de empresas de software e IA, não de montadoras. Musk tem repetido publicamente que o FSD é “o ativo mais valioso da Tesla” e que a empresa está “silenciosamente se tornando uma companhia de inteligência artificial”, apoiada por sua rede neural, pelo treinamento massivo em supercomputadores e pela promessa de robotáxis.

Com oito países aprovando o FSD e a votação europeia se aproximando, a Tesla entra em uma fase decisiva. Se a UE der sinal verde, a empresa poderá lançar o FSD em toda a Europa em 2027, acelerando sua transição para um modelo de negócios baseado em software, assinaturas e IA. Se a UE rejeitar, o FSD será banido após seis meses — um golpe significativo para a estratégia global de Musk.

A expectativa crescente ocorre com a Tesla enfrentando um ano difícil no mercado financeiro. As ações acumulam queda de cerca de 21% em 2026 e 19% nos últimos 12 meses. O motivo é uma combinação de fatores: desaceleração das vendas de veículos elétricos, competição acirrada na China, margens pressionadas por cortes de preços e expectativas frustradas sobre a velocidade de implantação dos robotáxis.

Mesmo com números ruins, a montadora registrou US$ 28,236 bilhões de receita no segundo trimestre, crescimento de 26% ano a ano – numa mostra da estratégia de Musk de apostar alto no segmento.

O lucro operacional no trimestre, de US$ 398 milhões — queda de 57% ano a ano — reforça o custo elevado da aposta, com lucros pressionados por investimentos massivos em IA, robotáxis, Optimus e infraestrutura. No acumulado do ano, a Tesla entregou 838 mil veículos.



Fonte: NeoFeed

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