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Quando se discute a transição para a mobilidade elétrica no Brasil, a narrativa mais comum é a da economia: menos gastos com combustível, manutenção reduzida e a promessa de menor custo operacional. No entanto, um novo recorte do estudo Global EV Driver Survey 2025 revela que a realidade do motorista brasileiro é mais complexa e motivada por fatores que vão além do bolso.
O levantamento global que inclui dados dos motoristas brasileiros aponta que o custo operacional reduzido foi uma motivação determinante para 55% dos entrevistados. Embora seja um índice relevante, ele é superado por dois outros fatores.

As principais razões que levaram o motorista brasileiro a migrar para um carro elétrico são o impacto ambiental positivo, citado por 68% dos participantes, e a valorização da tecnologia embarcada e do conforto, citada por 59%.
Este dado sugere que o consumidor de EVs no Brasil, muitas vezes um early adopter devido ao alto preço de entrada dos modelos, não está apenas fazendo uma conta de economia de combustível. Ele está, primariamente, buscando:
- Propósito: Contribuir para a redução de emissões e demonstrar compromisso com a sustentabilidade.
- Experiência: Desfrutar de um veículo com recursos avançados, como sistemas de assistência à condução, conectividade de ponta e, principalmente, a qualidade de condução silenciosa e o torque instantâneo.

A inversão das prioridades (meio ambiente e tecnologia à frente da economia) ajuda a explicar o alto índice de satisfação do brasileiro. Se a expectativa estivesse focada apenas no custo, as frustrações com a infraestrutura de recarga ou o preço de compra poderiam gerar mais insatisfação.

Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com
Contudo, ao priorizar a tecnologia (59%) e a experiência (silêncio e conforto), o proprietário de carro elétrico no país se mostra um motorista que valoriza o valor intrínseco do produto. Essa percepção é reforçada pelo dado de que 92% comprariam outro elétrico, evidenciando que a satisfação está ligada à inovação e ao sentimento de modernidade que o veículo proporciona.
Para as montadoras, a conclusão é clara: a estratégia de vendas no Brasil deve ir além da calculadora. O sucesso a longo prazo depende da capacidade de entregar tecnologia de ponta e reforçar o posicionamento de sustentabilidade, atraindo um consumidor que é tanto consciente quanto ávido por inovação.
Fonte: Global EV
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Fonte: UOL









