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Rogério Xavier, da SPX Capital, ganha uma nova tribuna e alerta para o custo da dívida global


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Rogério Xavier, sócio-fundador da SPX Capital, lançou uma página no Substack para compartilhar suas impressões sobre o mercado global.

Em sua primeira publicação, ele discute a crescente disputa pelo capital e a importância do “investidor marginal”, que influencia os preços e cujas exigências de remuneração são cruciais em um cenário de alta dívida e déficits fiscais.

Na segunda publicação, Xavier analisa o mercado americano, alertando que a demanda por Treasuries pode vir de investidores privados sensíveis a preço, o que pode elevar os custos de financiamento. Ele promete abordar o impacto desse fenômeno no Brasil em um próximo texto.

A nova plataforma surge em um momento de reorganização da SPX, que enfrenta desafios de performance e redução de ativos sob gestão, atualmente em R$ 48 bilhões.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Rogério Xavier, sócio-fundador da SPX Capital e um dos principais gestores de recursos do país, está em plena forma intelectual. Ele voltou a publicar suas impressões sobre o futuro do mercado financeiro, mas, desta vez, em uma nova plataforma.

Xavier lançou uma página no Substack, plataforma de newsletters para escritores independentes. Por lá, escreve para uma audiência de 155 inscritos (um deles, Felipe Miranda, fundador e ex-CEO da Empiricus). Em menos de um mês, publicou dois textos.

Em sua primeira publicação, Xavier argumenta que o mundo está em uma fase de maior disputa pelo capital. Nesse cenário, o grande desafio é entender quanto os investidores marginais (aqueles que, “na margem”, definem os preços) vão exigir como remuneração.

Em sua visão, o tema ganha mais relevância no cenário atual, em que o estoque da dívida é elevado, os déficits fiscais permanecem estruturalmente altos, as necessidades de refinanciamento aumentam e os governos precisam recorrer continuamente ao mercado.

“O investidor marginal está se tornando uma das variáveis ​​mais importantes na macroeconomia global. Dedicamos um tempo enorme a mensurar o estoque de dívida. Talvez devêssemos dedicar mais tempo a estudar quem comprará o próximo título”, afirma em seu texto.

Na publicação seguinte, Xavier aprofunda a tese observando o mercado americano. O gestor aponta que o custo de financiamento dos Estados Unidos pode subir se a demanda por Treasuries vier, cada vez mais, de investidores privados sensíveis a preço em vez de compradores estruturais como os bancos centrais.

Xavier lembra ainda que esse não é um desafio exclusivo dos EUA – e promete detalhar seus efeitos no Brasil em uma nova publicação. “Quero examinar como o comportamento do investidor marginal interage com a trajetória fiscal do Brasil e determina o preço, o prazo e as condições pelas quais o país pode financiar sua dívida”.

A página do Substack vem em boa hora para os investidores que estavam “órfãos” dos conselhos de Xavier – o gestor não tem perfil no LinkedIn e tem aparecido menos em eventos do setor, onde costumava ser um dos nomes mais aguardados. Até mesmo as cartas do gestor, que eram divulgadas mensalmente pela SPX, não estão mais disponíveis no site da gestora.

O momento coincide com uma reorganização da SPX Capital, iniciada em maio deste ano, após uma queda de performance nos fundos da gestora. O segmento multimercado tem sido um dos principais prejudicados da combinação de juros altos prolongados, rentabilidade fraca frente ao CDI e os custos elevados de administração – e a SPX não saiu ilesa.

Os principais fundos da casa ficaram abaixo do CDI em 2025 e caminham para repetir a tendência este ano. O Raptor acumula 0,25% de rentabilidade e o Nimitz, 4,15%, contra um CDI de 9,33% no período.

Uma das principais mudanças com a reorganização foi a criação da função de chief investment officer (CIO), ocupada por Bruno Pandolfi, um dos fundadores da gestora.

Segundo fontes ouvidas pelo NeoFeed na época, a SPX também decidiu reduzir o risco e a equipe do book administrado por Xavier, que vinha crescendo, mas com baixa performance. Em entrevista à Bloomberg, publicada em junho deste ano, o gestor reconheceu que tinha parte da culpa pelos baixos retornos da gestora.

A gestora tem atualmente R$ 48 bilhões sob gestão, cerca de R$ 6,7 bilhões a menos que os R$ 54,7 apurados em maio deste ano, quando a reestruturação começou.



Fonte: NeoFeed

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