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A maioria dos 20 governadores eleitos no primeiro turno das eleições de 2026 é de direita ou centro-direita, com pelo menos 15 representando o campo conservador, refletindo uma intensificação da onda à direita influenciada pelo bolsonarismo. Flávio Bolsonaro (PL) superou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial, que foi para o segundo turno.
Exceto por alguns governadores nordestinos, a maioria é declaradamente de direita. Reeleições confirmaram líderes conservadores, como Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo e Jorginho Melo (PL) em Santa Catarina. Novos governadores da direita, como Cleitinho Azevedo (PL) em Minas Gerais e Sergio Moro (PL) no Paraná, também foram eleitos.
No Nordeste, JHC (PSB) em Alagoas e outros governadores do Centrão foram eleitos, enquanto apenas três governadores de esquerda foram reeleitos.
No segundo turno, a maioria dos candidatos mais votados é da direita, como Celina Leão (PP) no DF e Douglas Ruas (PL) no Rio de Janeiro.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Brasília – A esmagadora maioria dos 20 governadores eleitos no primeiro turno das eleições de 2026 é de direita ou de centro-direita. Ao menos 15 pertencem ao campo conservador e refletem a onda à direita, influenciada pelo bolsonarismo nas últimas eleições e que dessa vez se intensificou. E isso deverá influenciar as decisões que serão tomadas em Brasília nos próximos quatro anos.
Com exceção de alguns governadores da região Nordeste, maior reduto eleitoral de Lula e da esquerda, todo o restante é declaradamente de direita ou no mínimo flerta com o arco de partidos desse campo político.
Houve reeleições que confirmaram esse grupo político à frente de seus Estados, como no caso do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, que não deu chances a Fernando Haddad (SP), ex-ministro da Fazenda de Lula e ex-prefeito da capital; o bolsonarista Jorginho Melo (PL), de Santa Catarina; e Eduardo Riedel (PP), do Mato Grosso do Sul.
E as urnas também mostraram a força de novos governadores eleitos como nomes da direita que estrearam na disputa eleitoral em seus Estados com vitórias expressivas já no primeiro turno: os senadores Cleitinho Azevedo (PL) em Minas Gerais, que venceu Patrus Ananias (PT), tradicional político mineiro; e Sergio Moro (PL), no Paraná; o deputado federal Zucco (PL), no Rio Grande do Sul; e o ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), no Espírito Santo, nome ascendente da direita local.
E mesmo que a exceção natural para a onda direitista nesse primeiro turno seja no Nordeste, ainda assim, há governadores nordestinos eleitos neste domingo, 4 de outubro, que também são inclinados à direita. É o caso de JHC, governador eleito de Alagoas, que desbancou o ex-governador Renan Filho (MDB).
Prefeito da capital Maceió até este ano, JHC é aliado do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), que se elegeu o senador mais votado do Estado, derrotando seu maior adversário político, o ainda senador Renan Calheiros (MDB), pai de Renan Filho e da base aliada de Lula no Congresso.
Mesmo eleitos com coligações que incluíram até partidos de esquerda, dado o contexto político nordestino, também houve governadores de partidos do chamado Centrão, que por vezes tem uma atuação classificada como centro-direita. Como é o caso de Eduardo Braide (PSD), no Maranhão; Lucas Ribeiro (PP), na Paraíba; e até Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco, que evita rótulos mas foi eleita da primeira vez pelo PSDB.
Os únicos governadores de esquerda eleitos no Nordeste foram os petistas Jerônimo Rodrigues (Bahia), Elmano Freitas (Ceará) e Rafael Fonteles (Piauí). Todos eles foram reeleitos.
Entre os outros eleitos na primeira etapa das eleições, encerrada neste domingo, também estão vice-governadores que conseguiram ser validados nas urnas e se garantiram como sucessores naturais no Estado: Daniel Vilela (MDB), novo governador de Goiás e sucessor de Ronaldo Caiado (PSD), que se licenciou do cargo para disputar a Presidência da República, saindo derrotado. E o empresário Otaviano Pivetta (Republicanos), no Mato Grosso, maior polo agropecuário do País – ela é vice do atual governador Mauro Mendes (União).
Segundo turno
Até nos Estados onde as disputas avançaram para o segundo turno, a maioria dos candidatos mais bem votados no primeiro round estão à direita. Como é o caso de Celina Leão (PP), governadora do DF, que tenta se manter no cargo, mas dessa vez como eleita na cabeça de chapa.
Aliada de Michele Bolsonaro (PL), eleita a senadora mais bem votada do DF, ela foi vice-governadora por dois mandatos, durante a gestão de Ibaneis Rocha (MDB), que saiu este ano com a pretensão de disputar o Senado mas desistiu após o escândalo do Banco Master envolvendo o BRB, banco público de Brasília, que é controlado pelo governo distrital. Ela agora enfrentará o petista Leandro Grass em mais uma etapa da eleição, mas teve 49,93% dos votos, quase tendo sido eleita.
Outra curiosidade eleitoral que teve um candidato de direita à frente, mas também seguirá para o segundo turno se deu no Rio de Janeiro. Douglas Ruas (PL) ficou na frente de Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio no primeiro turno, que era apontado com leve favoritismo nas pesquisas de intenção de voto.









