Ler o resumo da matéria
Cerca de 20 executivos do Goldman Sachs devem receber bônus em ações que totalizam mais de US$ 500 milhões. O CEO David Solomon será o maior beneficiário, com mais de US$ 100 milhões.
Essas bonificações são resultado de um desempenho superior do banco em relação a concorrentes nos últimos cinco anos.
O pacote de bônus, que inicialmente contemplava apenas os dois principais executivos do banco, foi ampliado após pressão para incluir mais profissionais.
Embora as ações do Goldman tenham registrado uma alta de 0,4% em 2026, o retorno acumulado nos últimos cinco anos foi de cerca de 150%.
Metade do valor dos bônus depende do preço das ações, que já superou as metas necessárias, enquanto a outra metade está ligada ao desempenho em comparação com seis concorrentes, onde o Goldman ficou atrás apenas do BNY Mellon.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
O fim de 2026 deve ser muito mais generoso para alguns dos principais executivos do Goldman Sachs. E a boa notícia para esse grupo seleto virá embalada por um pacote polpudo de bônus especiais que o banco americano deve concluir ainda neste mês de outubro.
Cerca de 20 executivos do alto escalão da instituição estão na fila para receber bonificações em ações que, somadas, ultrapassam a casa de US$ 500 milhões, levando-se em conta o patamar atual dos papéis. As informações foram publicadas pela Bloomberg.
Segundo a agência, o montante figura entre os maiores pagamentos dessa natureza já concedidos pelo Goldman Sachs e é resultado de um período de cinco anos em que o banco superou boa parte de seus concorrentes.
A maior fatia desse bolo será reservada a David Solomon, o CEO do Goldman Sachs, que irá embolsar mais de US$ 100 milhões. A lista também inclui o presidente John Waldron, seu sucessor natural, além de Ashok Varadhan, Dan Dees e Marc Nachmann, heads das principais linhas de negócio do banco.
Muitas empresas de Wall Street implementaram políticas de incentivos especiais para executivos do alto escalão em 2021, durante um período extremamente favorável para o setor, marcado por volumes recordes de negócios, o boom das Special Purpose Acquisition Companies (SPACs) e as ações meme.
Jamie Dimon, CEO do J.P. Morgan, um dos principais concorrentes do Goldman Sachs, é um dos principais beneficiários dessa era de bonança: sua bonificação de longo prazo está avaliada atualmente em aproximadamente US$ 270 milhões.
Já o pacote de bônus de 2021 do Goldman Sachs, concebido inicialmente para contemplar apenas os dois principais executivos do banco, chama a atenção pela abrangência de nomes incluídos.
Segundo Jennifer Zuccarelli, essas bonificações tinham como objetivo alinhar a remuneração às metas de desempenho, garantir a continuidade e reter os melhores talentos. “Não é segredo que nossa empresa teve um desempenho excepcional nos anos seguintes”, disse ela à Bloomberg.
Embora tenham sofrido pouca variação em 2026 – com alta acumulada de 0,4% e o banco avaliado em US$ 256,9 bilhões – as ações do Goldman Sachs geraram um retorno de cerca de 150% nos últimos cinco anos, incluindo dividendos reinvestidos.
O banco divulgou apenas as concessões individuais para alguns de seus executivos e o valor final será determinado quando o período de avaliação de desempenho de cinco anos se encerrar neste mês.
Em outubro de 2021, quando o pacote em questão foi instituído, Solomon e seus pares vinham enfrentando uma pressão crescente para recompensar outros profissionais da alta liderança, de perfil mais júnior, e, ao mesmo tempo, buscavam turbinar suas próprias remunerações.
Na época, o bônus conjunto de Solomon e Waldron estava avaliado em aproximadamente US$ 50 milhões, uma quantia “modesta” quando comparada ao setor de private equity e os planos de incentivo de outras empresas americanas.
Ainda assim, a justificativa dada pelo conselho do Goldman Sachs para o benefício – uma “guerra por talentos” – irritou os funcionários, que ressaltaram que o mesmo board havia deduzido US$ 10 milhões do salário de Solomon no início daquele ano, em função do escândalo de suborno do banco 1MDB.
Nesse contexto, o conselho decidiu expandir o programa, incluindo um grupo maior de beneficiados, após ser questionado por acionistas sobre o motivo de apenas Solomon e Waldron terem a chance de receber tais bônus.
Perto de fechar essa conta, metade do valor total das bonificações depende do preço das ações alcançar determinadas metas. O patamar dos papéis do Goldman Sachs superou substancialmente o limite necessário para acionar o pagamento mínimo referente a essa metade da concessão.
O valor restante está ligado ao desempenho do banco na comparação com seis concorrentes identificados pela empresa ao final desse período de cinco anos. Nesse ranking, o Goldman Sachs foi superado apenas pelo BNY Mellon.
Nesse intervalo de cinco anos, o BNY Mellon obteve um retorno de 174%, enquanto o Goldman Sachs registrou 146%. Morgan Stanley e J.P. Morgan vieram na sequência, registrando, respectivamente, 122% e 120%, com o Citigroup fechando esse “Top Five”, com 114%.









