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A Eli Lilly anunciou resultados promissores do EloraTZP, um medicamento combinado de eloralintida e tirzepatida, que mostrou uma perda média de 23,3% do peso corporal em 48 semanas.
O estudo, apresentado na reunião da European Association for the Study of Diabetes, envolveu 367 adultos com obesidade ou sobrepeso e diabetes tipo 2.
A tirzepatida, já conhecida como Mounjaro, resultou em uma redução média de 14,8% do peso. A combinação de medicamentos visa atuar em diferentes mecanismos relacionados à saciedade e controle da glicose.
Wall Street reagiu positivamente, com analistas prevendo que o EloraTZP possa gerar US$ 13,6 bilhões em receita até 2032.
A Lilly planeja iniciar ensaios clínicos de fase final do EloraTZP em 2026, enquanto compete com a Novo Nordisk no mercado de emagrecimento, que deve atingir até US$ 150 bilhões anualmente até o final da década.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A farmacêutica americana Eli Lilly, dona do Mounjaro, caneta emagrecedora que desbancou o rival Ozempic, prepara seu novo blockbuster para ganhar ainda mais espaço no mercado global. A aposta está nos resultados promissores de um estudo que analisa a eficácia de um medicamento combinado entre a eloralintida e a tirzepatida.
O estudo foi anunciado pela companhia na quarta-feira, 30 de setembro. No comunicado, a Lilly dá detalhes sobre os primeiros resultados do EloraTZP, que é a combinação dos princípios ativos.
Na dose mais alta testada pela farmacêutica, a combinação levou a uma perda média de 23,3% do peso corporal em 48 semanas (11 meses). Entre os participantes que receberam apenas tirzepatida (Mounjaro no Brasil, mas com o nome comercial de Zepbound nos Estados Unidos) 15 mg, a redução média foi de 14,8%.
Inicialmente, o mercado financeiro reagiu com otimismo ao anúncio da farmacêutica americana. No início do pregão de quarta, 30, as ações da companhia registraram alta de 2,6% na Nyse, mas depois estabilizaram. Por volta de 12h (horário local), os papéis subiam 0,4%.
Os resultados foram apresentados durante a reunião anual da European Association for the Study of Diabetes (EASD), em Milão. O estudo envolveu 367 adultos com obesidade ou sobrepeso e diabetes tipo 2, nos Estados Unidos e na Argentina.
A diferença de 8,5 pontos percentuais entre os dois grupos é o principal resultado do estudo. Mas a estratégia da Lilly vai além de simplesmente aumentar a dose de tirzepatida. A companhia está tentando combinar dois medicamentos que atuam sobre mecanismos diferentes relacionados à saciedade, à ingestão de alimentos e ao controle da glicose.
A tirzepatida ativa simultaneamente os receptores dos hormônios GIP e GLP-1. Já a eloralintida é um agonista seletivo do receptor de amilina, um hormônio produzido naturalmente pelo organismo depois das refeições e relacionado à sensação de saciedade.
A Lilly, hoje líder global no mercado de medicamentos para perda de peso, também está testando a eloralintida como medicamento isolado em estudos separados de fase final. Nesse caminho, Wall Street tem se mostrado bastante otimista em relação ao potencial do medicamento.
Ao Wall Street Journal, o analista David Risinger, da Leerink Partners, afirmou que espera que ele se torne um “megassucesso” que possa gerar US$ 13,6 bilhões em receita global em 2032 para a companhia.
Antes da divulgação dos resultados, Geoff Meacham, do Citi, afirmou que uma perda de peso superior a 18% já representaria uma “vitória incontestável” para a empresa.
O presidente da divisão de saúde cardiometabólica da Lilly, Kenneth Custer, disse à Reuters que esperava que o medicamento combinado oferecesse “o melhor equilíbrio entre eficácia, segurança e tolerabilidade”, dentro do portfólio de medicamentos para obesidade.
Ele observou que o tratamento produziu uma perda de peso significativa em pacientes com diabetes, um grupo que historicamente enfrenta maiores desafios no controle do peso.
Os resultados aumentam a competitividade na disputa entre a Lilly e a Novo Nordisk (que agora passou a adotar a marca Novo) pela fatia do mercado global de emagrecimento, que, segundo analistas, deverá atingir entre US$ 100 bilhões e US$ 150 bilhões anualmente até o final da década.
A Novo está a caminho de lançar o primeiro medicamento combinado para obesidade, o CagriSema, no início de 2027. As expectativas para esse medicamento sofreram um revés em fevereiro, quando ele ficou aquém da tirzepatida em altas doses da Lilly em um estudo comparativo direto, apesar de ter alcançado uma redução média de peso de 23% ao longo de 84 semanas.
O bom desempenho da companhia dinamarquesa registrou um auge em 2021, quando Ozempic e Wegovy lideravam o mercado de emagrecimento, o que fez a empresa alcançar a marca de mais valiosa da Europa, em 2023.
A empresa afirmou que planeja iniciar os ensaios clínicos de fase final do EloraTZP no quarto trimestre de 2026.
“A obesidade e o diabetes tipo 2 estão interligados, e estamos observando o potencial benefício de direcionar múltiplas vias hormonais para tratar ambos”, disse Liana Billings, pesquisadora principal do estudo.
No acumulado de 2026, as ações da farmacêutica americana na Bolsa de Nova York registram valorização de 10,5%. Em 12 meses, a alta é de 55,6%. A Eli Lilly tem valor de mercado de US$ 1,1 trilhão.









