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Netflix tenta reescrever o roteiro para recuperar o público e frear queda das ações


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A Netflix enfrenta desafios para manter o engajamento do público nos EUA e encontrar novos sucessos, levando a uma reestruturação que inclui mudanças na liderança e cortes de cerca de 1 mil funcionários.

Recentemente, a empresa substituiu a responsável pela área de conteúdo e o chefe da divisão de filmes. Apesar de um crescimento de receita de 13% no segundo trimestre, a Netflix não registrou crescimento líquido de assinantes nos EUA em 2026 até setembro.

O co-CEO Ted Sarandos expressou preocupação com a diminuição do tempo que os americanos passam na plataforma e a falta de novas séries de sucesso. A empresa está reorientando investimentos para seu núcleo de filmes e séries, buscando produções mais baratas. A contratação de Peter Rice, ex-executivo da Disney, visa fortalecer a programação.

A Netflix também considera permitir que assinantes contratem outros serviços de streaming pelo aplicativo. A previsão de crescimento da receita permanece entre 13% e 14% até 2026.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A Netflix continua financeiramente forte, com crescimento de receita nos mercados internacionais e baixa taxa de cancelamento de assinaturas.

No entanto, o desafio de manter o público engajado nos Estados Unidos e encontrar novos sucessos capazes de sustentar o crescimento está motivando uma ampla reestruturação na companhia de streaming, com mudanças na liderança criativa e o corte de cerca de 1 mil funcionários.

Segundo informações do The Wall Street Journal (WSJ), na semana passada, a Netflix substituiu Bela Bajaria, então responsável pela área de conteúdo, poucas horas depois de anunciar os cortes de pessoal. Na segunda-feira, 19 de outubro, Dan Lin, chefe da divisão de filmes, também deixou o cargo.

As mudanças indicam uma revisão da estratégia criativa da empresa, que busca renovar sua programação e recuperar o ritmo de engajamento. Segundo dados da consultoria Antenna citados pelo WSJ, a Netflix não registrou crescimento líquido de assinantes nos Estados Unidos em nenhum mês de 2026 até setembro. A companhia, porém, contestou a metodologia utilizada pela consultoria.

A situação preocupa o co-CEO da Netflix, Ted Sarandos. Segundo fontes ouvidas pelo WSJ, o executivo vinha reclamando internamente havia meses que os americanos estavam passando menos tempo na plataforma e que o serviço tinha poucas séries novas capazes de se tornar grandes sucessos.

Ele também teria dito a colegas que quer fortalecer a oferta principal da empresa, formada por séries e filmes, após uma série de experimentos que incluiu iniciativas como videogames e podcasts.

Os resultados dessa diversificação, porém, são desiguais. Enquanto eventos esportivos têm apresentado bons níveis de audiência, apenas 3,5% dos assinantes jogam os games da plataforma mensalmente. A divisão está cerca de 10% abaixo das metas de alcance e engajamento estabelecidas para 2026, segundo um documento interno citado pelo WSJ.

O desafio ocorre apesar de a companhia continuar apresentando crescimento de receita. No segundo trimestre, a Netflix registrou alta de 13% na receita, para US$ 12,6 bilhões, e margem operacional de 33%, dentro das projeções da empresa.

A taxa de cancelamento de assinaturas nos Estados Unidos continua sendo a mais baixa do setor, de apenas 2,1% em setembro, segundo dados da Antenna citados pelo WSJ. Os resultados do terceiro trimestre estão previstos para serem divulgados nesta terça-feira, 20 de outubro, após o fechamento do mercado americano.

Assim como outras companhias de mídia, a Netflix vem enfrentando uma concorrência cada vez maior pela atenção do público, especialmente com o avanço do YouTube e do TikTok.

Além disso, a percepção dos investidores sobre a empresa mudou desde que a Netflix lançou, no ano passado, sua oferta malsucedida pelos estúdios de cinema e televisão da Warner Bros. Discovery e pela HBO Max, arrematada pela Paramount.

Os investidores interpretaram a iniciativa como um sinal de fraqueza de uma companhia cujos executivos afirmavam, havia muito tempo, que a estratégia era construir o negócio, e não comprar concorrentes.

Desde então, as ações acumulam queda de 44,6% em relação ao nível de um ano atrás, período próximo ao início das negociações para a aquisição. O valor de mercado da Netflix soma US$ 285,6 bilhões.

Diante desse cenário, a companhia começou a reorientar os investimentos para seu negócio principal, formado por filmes e séries. A estratégia também envolve buscar formatos de produção mais baratos, capazes de ampliar o catálogo sem exigir os mesmos recursos de grandes produções roteirizadas.

Para substituir Bajaria, a Netflix anunciou na quinta-feira, 15 de outubro, a contratação de Peter Rice, executivo veterano da Disney e da Fox, com ampla experiência em cinema, televisão e esportes. Rice deve começar nesta semana e ficará responsável por um orçamento global de cerca de US$ 20 bilhões, destinado a séries roteirizadas e não roteirizadas, filmes e eventos ao vivo, incluindo transmissões esportivas.

As mudanças promovidas pela Netflix fazem parte de um plano de reestruturação batizado internamente de “Project Meridian”. Segundo o WSJ, a empresa chegou a discutir cortes de até 10% dos postos de trabalho, mas decidiu reduzir aproximadamente 6% de sua força de trabalho global após conversas com os responsáveis pelas divisões.

A empresa também discutiu a possibilidade de transformar sua plataforma em um ambiente que permita aos assinantes contratar outros serviços de streaming diretamente pelo aplicativo, além de incluir canais ao vivo. Na França, a Netflix já começou a oferecer aos assinantes acesso à programação da emissora TF1, que inclui noticiários.

Apesar dos desafios, a empresa mantém a previsão de crescimento da receita entre 13% e 14% em 2026 e de margem operacional de 31,5%.



Fonte: NeoFeed

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