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José Seripieri Filho, o Júnior, decidiu não vender a Amil para a Advent e Bain Capital, encerrando negociações que movimentavam o mercado. A negativa foi comunicada aos funcionários em 10 de setembro, após uma decisão tomada no dia anterior.
Fontes indicam que Júnior nunca se comprometeu com as tratativas, participando apenas de uma reunião, enquanto a CFO Grace Tourinho liderava as negociações. A venda, avaliada em R$ 16 bilhões, enfrentava entraves, incluindo a necessidade de financiamento e garantias sobre possíveis passivos.
Júnior, que reverteu prejuízos em lucros e zerou a dívida da Amil, também relutava em deixar a operação, preferindo manter o controle do negócio. A receita anual da empresa alcançou R$ 44 bilhões, com um lucro projetado de R$ 2,6 bilhões para 2026.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
O negócio da venda da Amil para a Advent e a Bain Capital foi encerrado e José Seripieri Filho, o Júnior, deu a negativa para a transação que vinha movimentando o mercado pelo seu tamanho e pelo impacto que teria no setor de saúde. A decisão teria sido tomada na quarta-feira, 9 de setembro, e comunicada aos funcionários da Amil na manhã desta quinta-feira, 10 de setembro.
Fontes a par das negociações disseram ao NeoFeed que “o Júnior nunca se engajou, de fato, nas tratativas para a venda”. “Nesses meses de negociação, ele participou apenas de uma reunião. No fundo, ele não queria vender”, diz um profissional sabia das conversas. Quem estava liderando as negociações e mais engajada era a CFO e conselheira da Amil, Grace Tourinho.
Na semana passada, o NeoFeed publicou que a venda não era tão certa como se comentava e que tinham vários entraves para que, de fato, acontecesse. Além da busca de bancos que topassem financiar o negócio de, no mínimo, R$ 16 bilhões, havia o fator Júnior.
A Bain queria garantias de que a Amil não teria infringido regras nos países em que ela opera. A gestora também queria cláusulas de que, se aparecesse algum passivo após a compra, Júnior teria de assumir. Como o empresário havia comprado a Amil da United Health no risco, ele também queria que fosse assim na venda.
Outro ponto que estava pegava é que ele teria de sair da operação e, quem o conhece, sabe que Júnior gosta de estar no comando. “Hoje, no mercado de saúde, existem dois grandes players, o Júnior e o Jorge Moll (da Rede D’Or). Tem uma questão pessoal de sair do negócio”, disse uma fonte que estava a par do negócio na ocasião.
Ele também virou o jogo em pouco tempo, revertendo prejuízo em lucro. A receita anual da companhia alcançou R$ 44 bilhões – R$ 16 bilhões a mais do que quando Júnior comprou a empresa, em 2023. O endividamento foi zerado e o lucro esperado para 2026 é de R$ 2,6 bilhões.









