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Motiva vende operação de aeroportos em negócio de R$ 11,5 bilhões

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O grupo Motiva assinou a venda de 100% de sua operação de 20 aeroportos, incluindo 17 no Brasil, para a subsidiária da ASUR, por R$ 11,5 bilhões, sendo R$ 5 bilhões em equity e R$ 6,5 bilhões referentes à alienação das ações da CPC Holding. A conclusão do negócio depende de aprovações regulatórias e está prevista para 2026, período no qual a Motiva seguirá operando normalmente e cumprindo contratos e investimentos.

O processo atraiu mais de 20 grupos internacionais, superando expectativas. Os recursos serão destinados à redução do endividamento, podendo diminuir a alavancagem consolidada para menos de 3 vezes e ampliar a capacidade para investir em novas concessões de rodovias, trens e metrôs. Em 12 meses, a receita líquida da Motiva Aeroportos foi de R$ 2,96 bilhões, com Ebitda de R$ 1,52 bilhão e margem de 51%. O movimento sucede outras desmobilizações recentes do grupo.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Grupo brasileiro de infraestrutura de mobilidade, a Motiva (ex-CCR) anunciou na noite de terça-feira, 18 de novembro, a venda de 100% da sua operação de 20 aeroportos, como parte de uma negociação que já vinha em andamento há alguns meses, mas cuja conclusão era aguardada, de fato, para 2026.

O acordo foi fechado com a Aeropuerto de Cancún S.A de C.V, uma subsidiária do Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR), que opera nove aeroportos no México e outros sete na América Latina. A transação envolveu o valor total de R$ 11,5 bilhões.

Dentro desse montante, R$ 5 bilhões são em equity pelas participações acionárias detidas pela Motiva nesses ativos. Os R$ 6,5 bilhões restantes se referem à alienação de 100% das ações detidas pela companhia na CPC Holding, veículo que consolida suas cotas nos 20 aeroportos, sendo 17 deles no Brasil.

De acordo com a empresa, o processo competitivo internacional, que foi anunciado em maio deste ano, atraiu o interesse de mais de 20 grupos europeus, latino-americanos e asiáticos, superando as expectativas da companhia.

A Motiva prevê que a venda seja concluída em 2026, após a aprovação dos órgãos reguladores e de concorrência. Até lá, a empresa seguirá liderando a operação, mantendo o quadro atual de funcionários e assegurando o cumprimento integral dos contratos vigentes e investimentos previstos.

A presente Transação está alinhada com o Plano Estratégico da Motiva, viabilizando destravamento de valor e simplificação do seu portfólio, e conferindo maior flexibilidade estratégica para um crescimento rentável e seletivo nos segmentos de rodovias e trilhos no Brasil.

A Motiva contou com assessoria financeira do Lazard e do Itaú BBA e assessoria jurídica do Pinheiro Neto Advogados na Transação.

No comunicado, a empresa ressaltou que o desinvestimento marca mais um avanço em sua estratégia de simplificação do portfólio, anunciada em seu plano estratégico Ambição 2035, que tem como motores o crescimento “rentável, seletivo e sinérgico” e de seus negócios e a eficiência operacional.

“Ao avançarmos na reciclagem de capital e simplificarmos o nosso portfólio, ampliamos a nossa capacidade de investimento nos segmentos estratégicos para nossa companhia, em especial de rodovias e trilhos”, afirmou, na nota, Miguel Setas, CEO da Motiva.

A empresa destacou que os recursos da operação serão utilizados para a redução do endividamento da holding. O grupo fechou o terceiro trimestre com uma dívida líquida de R$ 5,6 bilhões, contra R$ 3,6 bilhões um ano antes. Nessa mesma base, a alavancagem saiu de 3,1 vezes para 3,6 vezes.

Segundo a companhia, com a conclusão do negócio, a alavancagem consolidada cairia para menos de 3 vezes, o que ampliaria sua capacidade financeira para fazer frente ao pipeline de R$ 160 bilhões em oportunidades mapeadas para os próximos anos em concessões rodoviárias, de trens e metrôs no Brasil.

Nos 12 meses encerrados em setembro de 2025, a Motiva Aeroportos, operação alvo da transação anunciada hoje, apurou uma receita líquida de R$ 2,96 bilhões e um Ebitda de R$ 1,52 bilhão, com margem de 51%.

O desinvestimento, por sua vez, dá sequência a outras movimentações feitas pelo grupo desde 2023. Esse pacote incluiu, por exemplo, a desmobilização da operação de Barcas (RJ) e a otimização contratual da BR-163/MS, hoje Motiva Pantanal.

As ações da Motiva encerraram o pregão de terça, 18, com ligeira queda de 0,06%, cotadas a R$ 15,90, dando à empresa um valor de mercado de R$ 31,9 bilhões.

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Fonte: NeoFeed

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