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“Modo IA” de buscas no Google provoca queda de receita e gera perda bilionária na Alphabet


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A Alphabet, proprietária do Google, perdeu US$ 500 bilhões em valor de mercado após reportar um fluxo de caixa livre negativo de US$ 9,1 bilhões no terceiro trimestre e uma desaceleração no crescimento de sua receita publicitária.

As ações da empresa caíram 11,5%, o que pode resultar na segunda maior perda diária da história de Wall Street. O aumento dos gastos com inteligência artificial, que superaram US$ 50 bilhões, e a preocupação com a canibalização do seu negócio de busca tradicional por consultas em “modo IA” impactaram negativamente os lucros.

Apesar de um crescimento de 25% na receita total, o lucro líquido caiu 25%, muito abaixo das expectativas. Em contraste, a Microsoft teve um desempenho positivo, destacando-se pela disciplina de caixa.

A Alphabet planeja levantar US$ 85 bilhões em sua primeira emissão de ações em mais de 20 anos para financiar seus investimentos.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A Alphabet, dona do Google, está sofrendo os efeitos da inteligência artificial no seu buscador. Na Nasdaq, as ações da companhia registravam queda de 11,5% por volta de 11h30 (horário local) de quinta-feira, 29 de outubro, o que gerava uma perda recorde de US$ 500 bilhões de valor de mercado.

O recuo no valor de seus papéis ocorreu após a companhia registrar uma queima grande de caixa e revelar que as buscas pelo “modo IA” estavam impactando negativamente os lucros de seu principal negócio de publicidade.

Se a queda persistir até o fechamento do pregão, ela representará a segunda maior perda diária de valor de mercado da história de Wall Street, atrás apenas da queda de US$ 593 bilhões sofrida pela Nvidia em janeiro de 2025.

O fluxo de caixa da gigante de tecnologia registrou, no terceiro trimestre, um fluxo de caixa livre negativo de US$ 9,1 bilhões. Enquanto isso, a empresa aumentou seus gastos com inteligência artificial no período, ultrapassando US$ 50 bilhões.

O resultado superou o que previam os analistas e representou apenas o segundo trimestre de fluxo de caixa negativo desde que o Google abriu seu capital, em 2004.

Também ocorre em um momento em que os investidores estão cada vez mais preocupados se o histórico boom de investimentos em inteligência artificial dará retorno.

Especialistas do mercado financeiro também destacaram a fraqueza do principal negócio de publicidade da busca do Google nos resultados do terceiro trimestre, divulgados pela Alphabet depois do fechamento do mercado, na quarta-feira, 28 de outubro.

A receita da maior divisão da companhia aumentou 12% na comparação anual, para US$ 63,4 bilhões, abaixo da estimativa de US$ 64,9 bilhões e desacelerando em relação ao ritmo de crescimento anual de quase 20% registrado no início do ano.

Philipp Schindler, diretor de negócios do Google, admitiu que as consultas feitas no “modo IA”, que fornecem respostas em texto conversacional em vez de uma lista de links, estavam prejudicando a busca tradicional e levando a uma menor monetização por meio de anúncios.

“É na busca que está a preocupação”, diz David Wagner, chefe de ações da Aptus Capital Advisors, ao Financial Times.

“Em um mercado preocupado com a possibilidade de os chatbots de IA canibalizarem seu principal negócio, os investidores precisam ver uma aceleração, e não uma desaceleração”, completa o executivo.

Os investimentos em inteligência artificial, que motivaram o grande volume de queima de caixa, cresceram para US$ 51,3 bilhões no trimestre, ante US$ 44,9 bilhões no segundo trimestre.

A CFO da Alphabet, Anat Ashkenazi, afirma que o capex poderá chegar a US$ 205 bilhões neste ano, o que indica que os gastos no quarto trimestre poderiam alcançar US$ 73,1 bilhões.

O Google revelou que assumiu compromissos futuros superiores a US$ 1 trilhão para compras e locações de data centers, equipamentos, energia e outras obrigações.

Para financiar essa onda de gastos, a Alphabet anunciou, em junho, planos de levantar cerca de US$ 85 bilhões em sua primeira emissão de ações em mais de duas décadas, o que representaria uma forte reversão, após anos de recompras de seus próprios papéis.

Em contraste com o desempenho da Alphabet, a Microsoft teve uma recepção positiva do mercado na quarta-feira, com suas ações subindo 4%. Isso ocorreu depois de um forte crescimento de sua unidade de computação em nuvem Azure ajudou a empresa a superar as estimativas de receita e lucro.

Embora o capex tenha subido para US$ 45,2 bilhões, a companhia ainda registrou US$ 18,6 bilhões em fluxo de caixa livre.

No entanto, nesta quinta-feira, 29, as ações da Microsoft, também operam em baixa, impactados pelo desempenho da concorrente, com queda de 1,3% às 11h30 (horário local), após terem iniciado o pregão em alta de 1%.

“Os mercados estão calibrando cuidadosamente o equilíbrio entre capex e fluxo de caixa livre”, disse Dec Mullarkey, diretor-gerente da gestora de ativos SLC Management, segundo o FT.

“A Microsoft se destaca pela disciplina de caixa, ao mesmo tempo em que entrega crescimento. O Google ficou aquém, e espera-se que o fluxo de caixa seja um peso ao longo do próximo ano.”

A receita da Alphabet aumentou 25%, para US$ 127,6 bilhões, no trimestre, também ficando ligeiramente abaixo da média das previsões dos analistas compiladas pela FactSet.

O lucro líquido caiu 25%, para US$ 26,2 bilhões, em comparação com o mesmo período do ano anterior, muito abaixo dos US$ 37,3 bilhões esperados pelos analistas. Esse número foi afetado por mudanças no valor dos investimentos da Alphabet, que incluem uma participação na SpaceX.

Compensando a perspectiva negativa na área de busca, o negócio de computação em nuvem da Alphabet dobrou suas vendas, para US$ 30,7 bilhões, beneficiado pela forte demanda dos clientes por seus próprios serviços de IA, além da venda de capacidade computacional para concorrentes, como a startup Anthropic.

O Google tem promovido sua estratégia de IA como uma importante vantagem competitiva. A empresa desenvolve seus próprios chips, data centers e modelos de fronteira, que então são disponibilizados a bilhões de consumidores fiéis por meio de seus aplicativos e serviços já estabelecidos.

No acumulado de 2026, as ações GOOGL na Nasdaq registram desvalorização de 8%. No período de 12 meses, porém, registra alta de 4,8%. A Alphabet tem valor de mercado de US$ 3,5 trilhões.



Fonte: NeoFeed

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