Uma grande manifestação no centro de Brasília mostrou o apoio de estudantes ao presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os manifestantes saíram da frente da Biblioteca Nacional, onde principalmente jovens subiram em um trio elétrico, defendendo o fim da escala 6×1 (em discussão no Senado), os programas sociais do governo, a educação gratuita e o Sistema Único de Saúde (SUS), além de se posicionarem contra as privatizações.
[Legenda]© Valter Campanato/Agência Brasil
Durante a caminhada pela Esplanada dos Ministérios, a multidão viu projetadas na cúpula do Museu Nacional da República as palavras “Estudantes pela democracia”.
Durante o ato, iniciado no final da tarde, os estudantes e apoiadores cantaram o tempo inteiro e destacaram a importância dos programas do atual governo em suas vidas.
Nas mãos dos participantes, cartazes de agradecimento ao presidente. Alguns manifestantes destacaram que seria impossível chegar ao ensino superior sem o Programa Universidade para Todos (Prouni).
“Hoje eu curso enfermagem graças a essa iniciativa. Sou uma jovem da periferia aqui de Sobradinho, a primeira da minha família na faculdade”, disse Ana Luiza Moraes, de 20 anos, moradora de Sobradinho.
Ao lado dela, a amiga Natiele Rodrigues, de 19 anos, que mora na mesma região, afirmou que era necessário que os jovens se manifestassem mais para lutar por programas como o Prouni e pela democracia.
Próximo ao grupo, a comerciante autônoma Michele Andrade, de 22 anos, moradora de Ceilândia, vendia água e refrigerante e estava entusiasmada com o ato.
“Não consegui chegar a uma faculdade, mas sei que nós, mulheres, precisamos nos defender. O presidente falou coisas importantes na defesa da gente.”
Outra jovem que caminhou na manifestação, a estudante de psicologia Ana Clara Queiroz, de 19 anos, acredita que as mulheres, as pessoas LGBT e os pobres estão mais interessados na reeleição de Lula por acreditarem que existem mais políticas públicas voltadas a esses grupos.
“Eu, como mulher, negra e LGBT, tenho medo de direitos serem retirados”, disse a universitária.
Ao lado dela, a amiga Isabela Rodrigues, de 20 anos, que faz cursinho para tentar ingressar em medicina veterinária, entende que os jovens despertaram para a importância de votar neste ano.
“Chegamos com mais ânimo agora. Principalmente nós que somos pobres”, afirmou.










