Falar sobre saúde sexual nem sempre é simples. Por isso, promover conversas seguras, privadas e livres de estigmas sobre a importância de seguir estratégias eficazes de prevenção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) é essencial para esse cuidado (2).
Cuidar da saúde sexual não limita a liberdade. Ao contrário, amplia a autonomia para fazer escolhas, estabelecer os próprios limites e viver a sexualidade com mais segurança (1). Isso vale para pessoas de todas as idades, rendas, identidades, orientações sexuais e estilos de vida (1).
Conhecer algumas das principais formas de prevenção ajuda cada pessoa a escolher as abordagens mais adequadas para sua saúde sexual e seu contexto de vida (1) (2).
Os números mostram a importância de tratar o assunto com responsabilidade. Entre 2010 e meados de 2024, o Brasil registrou mais de 1,5 milhão de casos de sífilis adquirida (3). Em 2023, a taxa de detecção chegou a 113,8 ocorrências por 100 mil habitantes, o maior patamar da série analisada pelo Ministério da Saúde (3).
A hepatite B, que está associada a maior risco de infecção entre pessoas sexualmente ativas (4), somou 302.351 casos confirmados no país entre 2000 e 2024 (2) (4). Já o HPV, uma infecção sexualmente transmissível muito comum, pode afetar significativamente a saúde sexual e requer medidas preventivas adequadas conforme preconizado nas diretrizes de atenção integral (1) (2). Enquanto a sífilis é uma infecção bacteriana tratável com antibióticos (2), a hepatite B e o HPV são infecções que contam com imunizantes específicos (1) (4).
Já para o HIV , embora os avanços no tratamento tenham garantido qualidade de vida (5) e reduzido as novas infecções em nível global (6), a transmissão do vírus continua ocorrendo ativamente (6) (7). Em 2024, cerca de 1,3 milhão de pessoas adquiriram o HIV no mundo (6). Os dados reforçam a importância de manter a prevenção e o cuidado relacionados ao HIV como prioridade contínua em saúde pública (5).
“A prevenção combinada começa quando a pessoa consegue avaliar o próprio risco de maneira objetiva, sem culpa e sem estigma”, afirma o infectologista Álvaro Costa – CRM: 108207/SP -, do Hospital das Clínicas e subinvestigador da Unidade de Pesquisa do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids-SP. “A conversa com um profissional de saúde permite construir uma estratégia compatível com sua rotina, seus vínculos e suas escolhas.”
Na prática, a prevenção pode combinar diferentes formas de cuidado. Seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde, a prevenção combinada articula medidas comportamentais e estruturais, como o uso de preservativos, a testagem regular para HIV e outras ISTs, a vacinação contra as hepatites A e B e contra o HPV, o diagnóstico e o tratamento adequado das infecções, além da profilaxia pós-exposição (PEP) e da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) (1) (2).
A PEP é uma medida de urgência adotada após uma possível exposição ao HIV, já a PrEP é utilizada de forma preventiva antes de eventuais exposições de risco (1).
Entre as modalidades de PrEP, a profilaxia oral diária está disponível gratuitamente no SUS e requer o uso correto e contínuo do esquema prescrito, além de acompanhamento clínico regular de saúde (1). Ademais, a Anvisa aprovou a primeira PrEP injetável de longa duração no Brasil, administrada a cada dois meses (5).
A modalidade injetável amplia as possibilidades terapêuticas e de cuidado, oferecendo uma alternativa ao uso diário da PrEP oral, sem substituí-la, mas adaptando-se às necessidades de cada indivíduo (1), (5).
É importante ressaltar que a PrEP, seja em sua versão oral ou injetável, previne especificamente a infecção pelo HIV (1) (2) (8). Ela não confere proteção contra sífilis, hepatites virais, HPV ou outras ISTs (1) (2). Por essa razão, deve ser compreendida estritamente como uma das ferramentas integradas da prevenção combinada, e não como uma solução isolada (1) (2).
Para que essa abordagem aconteça de forma efetiva, o acolhimento humanizado é tão fundamental quanto a informação técnica (1). A saúde sexual envolve aspectos íntimos da vida, e toda pessoa tem direito de buscar orientação e acompanhamento (1).
Privacidade, nesse contexto, não significa ocultação ou preconceito. Significa preservar a intimidade e criar um ambiente de confiança mútua no qual seja possível dialogar com franqueza, livre de culpas, rótulos ou julgamentos clínicos (1).
Durante a consulta, o profissional de saúde capacitado pode compreender o contexto social e comportamental de cada indivíduo, orientar os exames laboratoriais indicados, verificar o cartão vacinal, avaliar o histórico de exposições e detalhar os benefícios e limites de cada método preventivo (1) (2).
A autonomia individual também depende do acesso direto a informações qualificadas e baseadas em evidências. Fontes confiáveis ajudam a esclarecer dúvidas, desconstruir falsas percepções e evidenciar que a busca por prevenção é uma conduta natural de autocuidado.
Com esse objetivo, a biofarmacêutica GSK desenvolveu a campanha Seu Lado P, que visa promover o acesso a médicos preparados para conduzir conversas seguras, privadas e livres de estigmas, conectando informação e comportamento sobre a relevância de seguir estratégias eficazes de prevenção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), reforçando que existem múltiplos métodos disponíveis para que cada indivíduo escolha o que melhor se alinha às suas necessidades e à sua rotina.
A página oficial da iniciativa disponibiliza um canal on-line para conectar o público a médicos especialistas. Para encontrar um profissional próximo de você que compreenda a sua realidade, acesse: Seu Lado P.
REFERÊNCIAS
- BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para profilaxia pré-exposição (PrEP) oral à infecção pelo HIV. Brasília: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: Acesso em: 26 jun. 2026.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Brasília: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: Acesso em: 15 set. 2026.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico. Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Sífilis 2024. Número Especial | Out. 2024. Disponível em: Acesso em: 08 jul. 2026.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Boletim Epidemiológico: Hepatites Virais. Número Especial. Brasília: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: Acesso em: 08 jul. 2026.
- BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Anvisa aprova novo medicamento para prevenção do HIV. Brasília, DF, 12 jun. 2023. Disponível em: Acesso em: 23 jun. 2026.
- UNAIDS. Fatos e números: estatísticas globais sobre o HIV. Brasília: UNAIDS Brasil, 2024. Disponível em: Acesso em: 15 set. 2026.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Boletim Epidemiológico: HIV e Aids. Número Especial. Brasília: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: Acesso em: 15 set. 2026.
Cabotegravir. Bula do produto.
Material dirigido ao público em geral. Por favor, consulte seu médico.
NP-BR-HVX-WCNT-260005 – OUTUBRO/2026








