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O banco Inter reestrutura sua liderança, com João Vitor Menin como CEO global e a promoção de Alexandre Riccio a COO global, além da contratação de Francisco Santos como Chief Growth Officer. Essa mudança visa fortalecer a execução da estratégia e acelerar o crescimento, especialmente no Brasil, que é considerado o mercado prioritário.
Riccio, com 13 anos de experiência no Inter, terá a missão de replicar o modelo operacional em outros países, enquanto Santos, ex-CEO da Midway, focará na expansão e monetização dos negócios no Brasil. Menin destaca o potencial do mercado brasileiro, onde o Inter possui 9% de participação no PIX, mas apenas 2% a 3% em outras áreas.
As mudanças ocorrem após a adoção da estratégia “Rule of 50”, que combina crescimento e rentabilidade. O Inter conta atualmente com 45 milhões de clientes e um valor de mercado de US$ 3,4 bilhões.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Pouco mais de dois anos após anunciar uma estrutura com dois CEOs, na qual Alexandre Riccio comandava o Brasil e João Vitor Menin era o presidente global, o banco Inter está reestruturando o seu comando.
Na nova estrutura, que acaba de ser anunciada, Menin fica à frente da operação como CEO global. Mas dois novos cargos de vice-presidentes sêniores são criados e passam a se reportar diretamente a ele com o objetivo de fortalecer a execução da estratégia, aumentar a agilidade na tomada de decisões a acelerar o crescimento.
“Existe uma máxima no futebol de que em time que está ganhando não se mexe. No Inter, estamos ganhando, as coisas vão bem, mas temos sempre vontade de querer fazer mais”, afirma João Vitor Menin, o CEO global do Inter&CO, ao NeoFeed.
Alexandre Riccio, que está há 13 anos no Inter, passa a ser Chief Operating Officer global e vice-chairman do conselho de administração. Sua nova missão é replicar o playbook operacional do banco digital para outros países. Hoje, o Inter está nos EUA e na Argentina e tem planos de se expandir internacionalmente para outros países da região.
Ao mesmo tempo, o Inter recrutou Francisco Santos, que era CEO da Midway, a operação de serviços financeiros do grupo Guararapes, para assumir o cargo de vice-presidente executivo e Chief Growth Officer, com foco exclusivo no Brasil. O cargo de CEO Brasil, no entanto, deixa de existir.
“Procurávamos uma pessoa que tivesse uma bagagem muito grande no mercado, que conhecesse a indústria bancária tradicional e a mais digital e que sempre lidou com o varejo, com milhões de clientes, como era o caso dele lá na Riachuelo”, diz Menin.
À frente da Midway, Santos, que vai assumir a posição no Inter em novembro, liderou a transformação da companhia em uma plataforma rentável e de alto crescimento. Ele também tem passagens por diversos players do segmento financeiro, como PicPay, Cielo, Itaú Unibanco, Santander e BTG Pactual.
No Inter, ele coordenará a expansão do negócio no Brasil, com o objetivo de fortalecer o relacionamento com os clientes e acelerar a monetização por meio da expansão dos negócios de crédito e de serviços.
Menin reforça que o Brasil segue sendo o mercado prioritário do Inter e que a contratação de Santos tem foco direto em acelerar o crescimento no País. “É o nosso principal mercado, a nossa ‘vaca leiteira’ e temos um potencial enorme”, diz o CEO global do Inter&CO.
Como exemplo desse potencial, Menin cita o fato de o Inter ter um “share” de 9% no PIX, mas contar com apenas 2% a 3% em outras áreas, como cartão e crédito imobiliário e consignado.
Santos soma-se a Riccio, executivo que foi descrito por Menin como alguém que “conhece o Inter de dentro para fora e de fora para dentro como ninguém” e que ajudará a replicar nos demais países “o know-how e os padrões de eficiência construídos ao longo da trajetória da instituição”.
“É uma dupla de ataque de primeiríssima linha, com foco forte na parte operacional com o Alexandre (Riccio) e em growth com o Francisco (Santos)”, diz Menin.
O novo COO do Inter passará também a integrar o conselho de administração. A justificativa apresentada é que ele servirá como elo entre o board e a operação do banco, aproximando as discussões estratégicas da execução do dia a dia.
As mudanças na estrutura organizacional acontecem pouco depois de o banco digital apresentar sua estratégia baseada no conceito de “Rule of 50”, que passou a orientar a companhia na busca por geração de valor a partir da combinação entre crescimento e rentabilidade.
A estratégia batizada de “Rule of 50” é uma evolução da “Rule of 40”, adotada por empresas de tecnologia dos EUA. Na “Rule of 40”, a soma do crescimento anual da receita com a rentabilidade deve superar 40%. No caso do Inter, a régua sobe para 50%, combinando crescimento percentual da receita com o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE).
Atualmente, o Inter conta com 45 milhões de clientes e administra R$ 180 bilhões em recursos de clientes. Seu valor de mercado está em US$ 3,4 bilhões. Neste ano, os papéis, negociados na Nasdaq, caem pouco mais de 8%.
No segundo trimestre de 2026, o banco digital da família Menin alcançou seu 13º trimestre de lucro, atingindo R$ 421 milhões, alta de 34% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A receita líquida do Inter somou R$ 2,6 bilhões no segundo trimestre deste ano. O índice de eficiência, por sua vez, chegou a 42%, e o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 16,3%. A margem financeira (NIM) superou pela primeira vez o patamar de 10%, fechando o período em 10,1%.









