Mercado Financeiro

Indústria nacional recua 0,8% em setembro



A produção industrial teve queda de 0,8% na comparação com agosto, permanecendo com o comportamento predominantemente negativo desde maio deste ano. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira (5), pelo IBGE.

Com esses resultados, a indústria avança 0,4% no índice acumulado do ano de 2026, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, nove dos 25 ramos, 32 dos 80 grupos e 40,8% dos 789 produtos pesquisados.

Entre as atividades, na comparação com agosto, as influências negativas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,2%) e produtos alimentícios (-1,7%).

“A menor produção do álcool etílico e dos derivados do petróleo foram os itens que mais impactaram na construção do resultado negativo mais intenso observado neste mês. Vale destacar que essas atividades foram pressionadas pela redução no processamento da cana-de-açúcar, refletindo, em grande parte, os impactos provocados pelo maior volume de chuvas”

André Macedo, gerente da pesquisa

Por outro lado, o crescimento nas indústrias extrativas (1,7%) exerceu a principal influência positiva na média da indústria e interrompeu quatro meses consecutivos de taxas negativas.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com agosto, bens de capital (-1,9%) foi a que apontou a queda mais elevada e intensificou a perda já em agosto (-0,1%). Bens de consumo semi e não duráveis (-1,2%) e de bens intermediários (-0,7%) também assinalaram taxas negativas neste mês. O segmento de bens de consumo duráveis (0,7%) mostrou o único resultado positivo em setembro de 2026 e eliminou parte do recuo de 1,3% verificado no mês anterior.

Já na comparação com setembro do ano anterior, o setor industrial recuou 2,5% em setembro de 2026, com resultados negativos em três das quatro grandes categorias econômicas, 18 dos 25 ramos, 52 dos 80 grupos e 59,3% dos 789 produtos pesquisados.

Entre as atividades, as principais influências negativas no total da indústria foram registradas por produtos alimentícios (-5,9%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,3%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-17,0%) e máquinas e equipamentos (-8,9%).

Entre as sete atividades que apontaram avanço na produção, indústrias extrativas (4,4%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (7,3%) exerceram as maiores influências.

Ainda na comparação com setembro do ano anterior, bens de consumo semi e não duráveis (-6,3%) e bens de capital (-4,9%) assinalaram os recuos mais elevados entre as grandes categorias econômicas, em setembro de 2026. O setor de bens intermediários (-1,3%) também registrou taxa negativa. Por outro lado, o segmento de bens de consumo duráveis (3,8%) registrou o único resultado positivo.



Fonte: Amanhã

Administrador

About Author

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Newsletter

    Cadastre seu e-mail e receba notícias e novidades em primeira mão!