A General Motors e a Samsung SDI encerraram a joint venture criada para produzir baterias de veículos elétricos em uma nova fábrica que está sendo construída em Indiana, nos Estados Unidos.
A fabricante sul-coreana informou que comprou a participação de 49,99% da GM na joint venture SynergyCells, de US$ 3,5 bilhões, diante das mudanças no mercado ocorridas desde que a parceria foi firmada, em 2024, “incluindo o crescimento da demanda por veículos elétricos abaixo do esperado”.
Foto de: Samsung
Após a mudança de propriedade, a futura fábrica, que deve entrar em operação no próximo ano, será a primeira unidade de produção de baterias operada de forma independente pela Samsung SDI na América do Norte.
O acordo inicial entre as duas empresas previa que a fábrica de Indiana produziria células prismáticas ricas em níquel para os futuros carros elétricos da GM. Esse formato é diferente das células do tipo pouch utilizadas atualmente pela montadora.
Agora, porém, a Samsung SDI afirmou que começará a produzir baterias para sistemas de armazenamento de energia (ESS, na sigla em inglês), aproveitando o rápido crescimento desse mercado nos Estados Unidos.
“Embora estejamos levando em consideração as recentes mudanças do mercado, a decisão de adquirir a participação tem como objetivo dar continuidade à parceria estratégica com a GM”, afirmou um executivo da Samsung SDI.
“Continuaremos comprometidos com um futuro eletrificado junto com nossa parceira, enquanto utilizamos a fábrica para responder de forma proativa ao rápido crescimento do mercado de ESS nos Estados Unidos.”
Apesar do fim da joint venture, Samsung SDI e GM assinaram um novo acordo para desenvolver em conjunto uma célula de bateria prismática de próxima geração, destinada a possíveis aplicações futuras em veículos elétricos.

A fabricante de baterias acrescentou que a nova fábrica de Indiana poderá produzir as células prismáticas desenvolvidas em conjunto com a GM.
Isso significa que a General Motors aparentemente recuou do desenvolvimento de células prismáticas ricas em níquel. Ao mesmo tempo, a montadora continua investindo no desenvolvimento de células prismáticas de lítio-manganês-rico (LMR) em parceria com a LG Energy Solution.

Foto de: InsideEVs
As células LMR são mais baratas do que as tradicionais células de níquel-manganês-cobalto (NMC) e têm potencial para custar menos até mesmo do que as células de lítio-ferro-fosfato (LFP).
Em comparação com as células do tipo pouch, as células prismáticas podem ser empilhadas com mais facilidade e integradas a arquiteturas como cell-to-pack e cell-to-body. Nesses conceitos, a bateria deixa de utilizar diversos módulos formados por células individuais, o que pode aumentar a densidade energética e reduzir os custos.
Em 2024, a General Motors vendeu sua participação na fábrica de células de bateria em Lansing, Michigan, para a LG Energy Solution. Apesar disso, a montadora ainda opera várias instalações de produção de baterias nos Estados Unidos.









