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Foguete elétrico: Musk propõe fusão entre SpaceX e Tesla para criar gigante de US$ 3,6 trilhões


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As ações da SpaceX subiram 10% após a divulgação de um crescimento de receita de 161% no terceiro trimestre, totalizando US$ 14,6 bilhões. Elon Musk anunciou a formação de comitês especiais para discutir uma possível fusão entre SpaceX e Tesla, que poderia criar um conglomerado avaliado em US$ 3,6 trilhões. Musk, que não participa das discussões internas, destacou que a fusão enfrentaria obstáculos regulatórios significativos.

A SpaceX já opera 1,7 gigawatt de capacidade computacional e planeja expandir para 20 gigawatts até 2027. A fusão, se concretizada, integraria foguetes, satélites, serviços de internet, chatbots, robôs e veículos elétricos, refletindo a convergência entre IA e tecnologia. Apesar dos riscos regulatórios, o mercado reagiu positivamente, evidenciando uma aposta na intersecção entre inteligência artificial, transporte e exploração espacial.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

As ações da gigante de tecnologia espacial SpaceX saltaram 10% antes da abertura do mercado em Nova York nesta quarta-feira, 21 de outubro, após a companhia divulgar um crescimento explosivo de receita no terceiro trimestre e Elon Musk sinalizar que SpaceX e Tesla, empresas das quais é o CEO, podem ser fundidas em um único conglomerado tecnológico. A Tesla também reagiu ao anúncio, com alta inicial de 1,8% no pré-mercado.

A SpaceX, que estreou na Nasdaq em junho protagonizando a maior oferta pública inicial (IPO) da história, de US$ 75 bilhões, informou uma receita de US$ 14,6 bilhões no terceiro trimestre, avanço de 161% em relação ao ano anterior. O resultado surpreendeu analistas e reforçou a percepção de que a empresa está acelerando sua expansão em múltiplas frentes — de lançamentos orbitais à infraestrutura de inteligência artificial.

Mas o que realmente impulsionou os papéis das duas empresas foi o anúncio de Musk de que comitês especiais da SpaceX e da Tesla foram formados para discutir uma possível fusão. “Os comitês especiais ainda não chegaram a um acordo sobre os termos de qualquer transação e não há garantia de que chegarão, mas acredito que a combinação das empresas tenha muito mérito”, disse Musk.

O empresário  afirmou ainda que, por ser “uma parte conflitante”, não participa das discussões internas e que qualquer decisão dependerá da aprovação dos acionistas. Ele reforçou que não há garantia de que as empresas chegarão a um acordo — a fusão deve enfrentar obstáculos regulatórios, segundo analistas.

Mas, se concretizada, a união criaria um conglomerado avaliado em US$ 3,6 trilhões, reunindo foguetes, satélites, serviços de internet, chatbots, redes sociais, robôs e veículos elétricos — uma estrutura inédita na história corporativa moderna.

A fusão não seria o primeiro movimento de integração entre empresas de Musk. Ele já liderou a incorporação da SolarCity pela Tesla em 2016 e, neste ano, promoveu a fusão da startup de inteligência artificial xAI com a SpaceX. Musk possui participações substanciais nas duas companhias e poder de voto majoritário na SpaceX, graças às ações com supervoto.

Sob sua liderança, SpaceX e Tesla vêm convergindo rapidamente. Em março, Musk anunciou a criação da Terafab, uma joint venture entre as duas empresas para construir uma gigantesca fábrica de semicondutores no Texas, com custo estimado de US$ 119 bilhões. A planta produzirá chips para veículos autônomos, robôs humanoides e data centers orbitais dedicados à inteligência artificial.

Segundo Musk, “há muito a ganhar com a cooperação no desenvolvimento de software superinteligente, design de chips, o projeto Terafab, além, é claro, de robótica e transporte de carga para a órbita”.

A colaboração também se estende ao novo Roadster, um carro esportivo “voador” equipado com propulsores a gás frio desenvolvidos pela SpaceX. O veículo foi apresentado na semana passada realizando piruetas e saltos, demonstrando a integração entre engenharia aeroespacial e automotiva.

Além disso, o modelo de IA Grok, criado por Musk, é oferecido gratuitamente em diversos veículos da Tesla. A SpaceX comprou quase US$ 1 bilhão em baterias Megapack e picapes Cybertruck da montadora — incluindo US$ 131 milhões em unidades da picape, que enfrenta vendas lentas. A Tesla tornou-se acionista da SpaceX após seu investimento de US$ 2 bilhões na xAI ser convertido em ações da empresa espacial.

Uma fonte próxima à Tesla afirmou ao jornal britânico Financial Times que uma fusão criaria “uma empresa verticalmente integrada, capaz de levar poder computacional ao mundo da IA física”. Segundo essa pessoa, “isso já está acontecendo”.

Singularidade da IA

Durante a teleconferência, Musk enfatizou que a inteligência artificial é sua prioridade absoluta. Ele afirmou que a fusão faz sentido porque “estamos praticamente na singularidade da superinteligência” — o ponto em que a IA ultrapassa a inteligência humana.

O executivo revelou planos ambiciosos para infraestrutura computacional. A SpaceX deve alcançar 3 gigawatts de capacidade até o fim deste ano e 13 gigawatts até o fim de 2027, podendo chegar a 20 gigawatts. Com o custo de pouco mais de US$ 50 por watt, uma capacidade de 20 GW poderia gerar até US$ 1 trilhão por ano caso toda a potência fosse alugada — valor que se alinha ao limite superior das projeções de receita anual da empresa combinada.

Musk afirmou que a SpaceX já opera 1,7 gigawatt de capacidade computacional e que a empresa espera quase dobrar seus investimentos de capital no próximo trimestre, segundo o diretor financeiro Bret Johnsen.

A fusão, porém, enfrentaria obstáculos regulatórios significativos. Autoridades dos Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e China provavelmente analisariam o acordo com rigor, dada a escala sem precedentes da operação.

A China representa o maior desafio. A Tesla opera sua maior fábrica em Xangai e obteve US$ 21 bilhões em receita no país no ano passado, enquanto a SpaceX é contratada de defesa dos EUA e fornece serviços considerados sensíveis, como o Starlink. Pesquisadores militares chineses já classificaram o serviço como uma ameaça estratégica.

Analistas avaliam que a Tesla poderia ser obrigada a isolar sua operação chinesa ou até transferir o controle a um consórcio local, em um arranjo semelhante ao que ocorreu com o TikTok nos EUA. Nos Estados Unidos, fontes próximas à Tesla afirmam que Musk considera crucial concluir o acordo antes do fim do mandato de Donald Trump, avaliando que o ambiente regulatório atual seria mais favorável.

A SpaceX tem sido alvo de críticas por parte de autoridades europeias e legisladores americanos devido a interrupções relatadas pelos militares ucranianos durante o uso das redes de comunicação via satélite da empresa, utilizadas pelos militares em campo de batalha.

Na terça-feira, 20, o jornal The Wall Street Journal noticiou que Musk ordenou uma desaceleração na produção de uma versão militar do Starlink. Em uma publicação anterior no X, Musk afirmou que era o governo dos EUA, e não a SpaceX, que controlava essa versão militar, o Starshield.

O desempenho da SpaceX no terceiro trimestre, porém, reforça o momento de expansão. Além da receita recorde, a empresa avançou em projetos estratégicos como o Starship, o maior foguete já construído, e ampliou sua constelação de satélites Starlink. O Roadster, desenvolvido em parceria com a Tesla, também foi destacado como exemplo da integração crescente entre as duas companhias.

Analistas da Visible Alpha estimam que a empresa combinada empregaria mais de 155 mil pessoas e geraria US$ 153 bilhões em receita neste ano. No entanto, o fluxo de caixa livre seria negativo em pelo menos US$ 54 bilhões, refletindo os investimentos agressivos em IA, semicondutores e infraestrutura espacial.

Apesar dos riscos, o mercado reagiu com entusiasmo ao anúncio de Musk. A possível fusão entre SpaceX e Tesla representa não apenas uma reestruturação corporativa, mas uma aposta monumental na convergência entre inteligência artificial, transporte, energia e exploração espacial — uma visão que, para Musk, é essencial para alcançar a próxima fronteira tecnológica da humanidade.



Fonte: NeoFeed

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