Mercado Financeiro

Empresa gaúcha RIC Charge prepara expansão R$ 13 milhões


A expansão da mobilidade elétrica começa a transformar a infraestrutura urbana das grandes cidades e a criar uma nova demanda por espaços de recarga rápida. Em Porto Alegre, a RIC Charge aposta em um modelo que combina eletropostos de alta potência, conveniência, tecnologia e serviços de apoio para motoristas de aplicativos.

A empresa gaúcha, que nasceu no setor de energia solar, já cadastrou cerca de mil motoristas de aplicativos em oito meses de operação e está estruturando uma rede de hubs de recarga na capital.

O plano é encerrar 2026 com seis unidades em Porto Alegre e iniciar, a partir de janeiro de 2027, a expansão para a Região Metropolitana, começando por Novo Hamburgo chegando a 13 eletropostos em 2027.

A implantação de cada hub demanda investimento médio de aproximadamente R$ 1 milhão, considerando infraestrutura elétrica, carregadores, obras civis, pavimentação, cobertura, estrutura de conveniência, instalação e projetos.

A infraestrutura elétrica representa uma parcela relevante desse valor.

Uma subestação de aproximadamente 300 kW pode custar entre R$ 120 mil e R$ 130 mil, enquanto equipamentos de carregamento de maior capacidade podem representar de R$ 350 mil a R$ 380

“Existe uma dor muito grande: o pessoal que roda não tem serviço de apoio. Não tem um lugar onde esquentar uma comida, passar uma água no carro, aspirar o carro, descansar ou assistir televisão”

Lonathan Cunha, CEO da RIC Charge

A RIC Charge já possui seis endereços contratados em Porto Alegre, dos quais dois estão em operação. A empresa trabalha com a perspectiva de implantação de aproximadamente uma nova unidade a cada 45 dias durante a próxima fase de expansão.

Motoristas de aplicativos normalmente recebem entre 60 kW e 70 kW durante a recarga

Os hubs são projetados para operar com carregadores inteligentes capazes de atender até oito veículos simultaneamente, com potência total que pode chegar a 300 kW, dependendo da configuração da unidade e da capacidade dos veículos conectados.

De acordo com a empresa, motoristas de aplicativos normalmente recebem entre 60 kW e 70 kW durante a recarga. Em condições típicas, o tempo de permanência fica próximo de 40 minutos.

Em veículos com baterias menores, uma carga de aproximadamente 15% a 80% pode ser realizada em cerca de 30 minutos. Quando a bateria está praticamente descarregada, o período pode chegar a aproximadamente uma hora.

Cada unidade foi dimensionada para realizar até 240 atendimentos por dia. A utilização atual está em torno de 100 atendimentos diários por unidade, segundo a companhia.



Fonte: Amanhã

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