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A participação da GWM na CES 2026, em Las Vegas, funcionou menos como palco de anúncios pontuais e mais como uma vitrine de uma estratégia já em andamento. Ao divulgar seu White Paper Global de Investimentos em Tecnologia, a montadora chinesa deixou claro que a próxima fase de sua eletrificação passa por uma integração mais profunda entre arquitetura veicular, software e, sobretudo, tecnologia de baterias.
Mais do que o discurso sobre inteligência artificial ou conectividade, o que chama atenção é a base industrial por trás desse movimento. Um dos pilares dessa estratégia é a Svolt Energy, empresa de baterias criada a partir de um spin-off da própria GWM em 2018 e que hoje ocupa papel central no desenvolvimento tecnológico do grupo.
Durante seu sexto Battery Day, realizado na China praticamente em paralelo à CES, a Svolt revelou avanços concretos que ajudam a entender o que a GWM pretende levar aos carros de produção a partir de 2026. O principal deles é a tecnologia de recarga por pulsos de oscilação iônica de 3,5ª geração, que promete reduzir em cerca de 25% o tempo total de recarga sem aumento nos custos do sistema.
Diferentemente de soluções baseadas em novas químicas ou mudanças profundas na estrutura das células, o avanço está no método de carregamento. O sistema combina ajuste inteligente de corrente com pausas controladas, permitindo uma redistribuição mais uniforme dos íons de lítio durante a recarga. Na prática, isso melhora a eficiência do processo, reduz o estresse interno da bateria e contribui para maior durabilidade ao longo dos ciclos.

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Fonte: InsideEVs
Segundo a Svolt, a tecnologia já passou por mais de 20 mil horas de testes e começará a ser aplicada em modelos de produção em massa no terceiro trimestre de 2026, embora ainda não tenham sido divulgados os fabricantes ou veículos que estrearão o sistema.
Esse avanço se conecta diretamente a outro destaque apresentado pela GWM na CES: a bateria prismática semissólida de 140 Ah. A solução utiliza eletrólito semissólido e um processo avançado de transferência de revestimento, capaz de elevar a segurança térmica e interromper rapidamente a condução elétrica interna em situações críticas. A bateria também marca a aplicação da terceira geração de ânodos de silício, com ganhos em densidade energética e vida útil.

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Fonte: GWM
A aposta em baterias semissólidas vai além desse primeiro produto. A Svolt confirmou que iniciará em 2026 a produção em volume de baterias com densidade energética em torno de 270 Wh/kg, além de uma versão de médio teor de níquel, com 245 Wh/kg, cuja produção em massa está prevista para outubro do mesmo ano. Para efeito de comparação, baterias LFP usadas hoje em elétricos compactos e médios conhecidos do mercado brasileiro, como BYD Dolphin e GWM Ora 03, operam em densidades na faixa de 140 a 160 Wh/kg, o que ajuda a dimensionar o salto proposto pela nova tecnologia.
Para a GWM, esse conjunto de avanços amplia sua ofensiva de eletrificação baseada em múltiplas soluções. Enquanto desenvolve elétricos puros com a marca Ora, a empresa segue investindo em sistemas híbridos como o Hi4, que combina motores elétricos e a combustão de forma inteligente, além de manter projetos em áreas como hidrogênio.
No Brasil, parte dessa abordagem já se reflete em modelos como Haval H6, Wey 07 e Tank 300. Embora a GWM não confirme quais dessas novas baterias ou tecnologias de recarga chegarão ao mercado local, o cronograma de produção indica que não se trata de conceitos distantes.
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Fonte: UOL









