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Criada pela JBS em 2022 com um investimento de R$ 400 milhões, a Genu-in transforma peptídeos de colágeno e gelatina de pele bovina em ingredientes para indústrias de alimentos e saúde.
Agora, a empresa está lançando a Genu-in Solutions, uma unidade white label que oferece um portfólio completo para empresas, desde a formulação até a distribuição de produtos.
A Genu-in é a única no Brasil com colágeno aprovado pela Anvisa para comunicar benefícios de firmeza e elasticidade da pele.
O mercado de alimentos e produtos fortificados com proteína deve movimentar US$ 101,62 bilhões até 2030, com um crescimento anual de 6,2%.
A empresa já exporta para mais de 20 países e desenvolve produtos como snacks e bebidas. Com uma equipe de 250 profissionais e uma planta em Presidente Epitácio, a Genu-in Solutions visa democratizar o acesso a colágeno, atendendo empresas de diferentes tamanhos e potencializando a operação da JBS.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Criada pela JBS em 2022, como parte do menu da JBS Novos Negócios, a Genu-in nasceu com um aporte de R$ 400 milhões e uma tese: transformar os peptídeos de colágeno e gelatina, produzidos a partir da pele de bovinos da cadeia do próprio grupo, em ingredientes para as indústrias de alimentos e de saúde.
Depois de avançar com essa fórmula, a companhia está mirando um escopo mais amplo, ao anunciar a criação da Genu-in Solutions, unidade de negócios cuja ideia é ir muito além da inclusão dessas proteínas como um atributo nutricional nos produtos de terceiros.
Com um modelo white label, a nova divisão aposta na oferta de um cardápio completo para as empresas, que vai desde a concepção, formulação, desenvolvimento, fabricação e avaliação regulatória de produtos, até a distribuição e a elaboração da estratégia de divulgação desses lançamentos.
“Temos visto uma curva exponencial da demanda por esse tipo de produto, mas, ao mesmo tempo, existe toda uma via-crúcis a cumprir para entrar nesse mercado”, diz Ricardo Gelain, presidente da JBS Novos Negócios, ao NeoFeed. “Então, nosso plano é resolver tudo: da fabricação à distribuição”.
Em um exemplo desse percurso, uma das principais etapas desse trajeto foi concluída pela Genu-in em março deste ano. Após estudos clínicos e um processo de nove meses, o colágeno da empresa com uso específico para a pele teve sua eficácia atestada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Na prática, com esse aval, a companhia é a única empresa no mercado brasileiro que pode comunicar benefícios como firmeza e elasticidade da pele nos rótulos de produtos que levam essa proteína em suas formulações.
Esse é um dos atalhos para a Genu-in atrair clientes em sua nova unidade. E, ao mesmo tempo, uma das credenciais para que a companhia amplie seu acesso a um mercado de projeções bilionárias. Para dar a dimensão dessa oportunidade, Gelain cita um estudo da Grand View Research.
Segundo a consultoria americana, o mercado de alimentos e produtos fortificados com proteína deve movimentar US$ 101,62 bilhões globalmente em 2030. Até lá, a taxa de crescimento anual composta (CAGR, na sigla em inglês) é de 6,2%.
De olho nessas cifras, o apetite da empresa não se restringe ao Brasil. Nesse roteiro, além de estar plugada na JBS, uma gigante avaliada em US$ 13 bilhões e cujo mapa de operações cobre boa parte do globo, a própria Genu-in já exporta seus colágenos e gelatinas para mais de 20 países.
Segundo Gelain, a demanda cada vez maior por esses produtos turbinados por proteínas tem origem na busca crescente por saúde e bem-estar, expressa e turbinada por diversas tendências. Entre elas, a explosão no uso das canetas emagrecedoras e o envelhecimento da população.
“A JBS entende que esse é um movimento que não tem volta”, diz Gelain. “A questão não é se vamos viver mais, mas como vamos chegar lá. E a proteína tem um papel gigantesco nesse processo.”
No caso dos colágenos da Genu-in, ele cita benefícios como densidade óssea e a saúde de tecidos conjuntivos, cartilagens, ligamentos, pele, unhas e cabelos. E destaca que, diante dessa demanda aquecida, as possibilidades de transformar essas propriedades em produtos são cada vez mais amplas.
“As pessoas estão buscando cada vez mais indulgência e facilidade no consumo da proteína”, diz o executivo. “E é exatamente nesse ponto que entra a Genu-in Solutions. Nossa ideia é estar em diferentes pontos de venda e em diferentes momentos do dia desse consumidor.”
Antes da criação da divisão, a empresa já vinha marcando presença em produtos como a Spaten Pro, cerveja zero álcool da Ambev, com 10 gramas de proteína por embalagem, sendo 25% provenientes do colágeno da Genu-in. E a Mamba Water Protein, água enlatada da Better Drinks, investida da Heineken.
Agora, como parte dessa nova estratégia, a Genu-in já trabalha em um portfólio mais extenso de aplicações, que vão desde snacks, gomas, balas e barras até refeições prontas, chocolates, requeijão, lácteos e bebidas na categoria ready to drink.
Proteína democrática
Com a evolução dessas aplicações, o discurso agora com a Genu-in Solutions é democratizar o acesso ao que a empresa desenvolveu dentro de casa. “Essa indústria tem diversos players. E nem todas as empresas têm o tamanho e a capacidade para competir nela. Vamos atender esse pessoal”, diz Gelain.
Embora não abra detalhes sobre o ponto de partida da nova divisão, o executivo afirma que a unidade já tem projetos em desenvolvimento com clientes no Brasil e em outros dois países.
A estratégia para impulsionar esse pipeline vem embalada por outros argumentos, especialmente, no que diz respeito à infraestrutura que estará à disposição desses clientes. A começar pelo time de 250 profissionais da Genu-in, em áreas como marketing, comercial e pesquisa e desenvolvimento.
Nessa última frente, a companhia também conta com o Centro de Inovação e Desenvolvimento de Colágeno, inaugurado em 2025, na cidade paulista de Campinas – fruto de uma parceria da JBS com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital).
No campo da fabricação, a Genu-in tem uma planta em Presidente Epitácio (SP), com capacidade anual instalada de 6 mil toneladas para gelatinas e 6 mil toneladas para colágeno. Essa última linha está em fase de duplicação, dado que toda sua operação atual já está contratada.
Em outra ponta, a oferta da Genu-in Solutions também comporta a possibilidade de usar toda a estrutura comercial da empresa, que tem presença direta ou via parceiros em todos os países nos quais opera, bem como os canais de distribuição da própria JBS, o que inclui, por exemplo, as lojas da Swift.
“Essa divisão vai ser, sem dúvida, nosso principal motor”, diz Gelain. “E a Genu-in tem potencial para ser uma das principais operações entre as 13 empresas da JBS Novos Negócios”.









