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Depois do varejo, Avenue aposta na diáspora do mercado institucional

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A Avenue, agora sob controle do Itaú Unibanco, inicia sua vertical institucional para atender gestoras brasileiras nos EUA, com operação piloto prevista para fevereiro de 2026. A empresa já tem relacionamento com cerca de 250 gestoras internacionais e estima US$ 100 milhões de receita anual no mercado mapeado.

Caio Azevedo, ex-CEO da XP US, liderará um time de seis pessoas em três linhas de produtos: ações, bonds/crédito privado e derivativos, operando com atendimento 24h e customizado. A corretora usará a infraestrutura do varejo, com foco em “execution only”, ou seja, focado no serviço de trade. O setor no Brasil tem mais de mil gestoras com cerca de R$ 10 trilhões sob gestão, dos quais 20% a 30% já está no exterior, tendência que deve se intensificar.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

O fundador e CEO da Avenue, Roberto Lee, gosta de se referir a “diáspora patrimonial brasileira”, um caminho, em sua visão, sem volta para que os investimentos offshore finquem, de vez, seus pés nas carteiras locais.

Depois de crescer a sua operação no varejo e alcançar mais de 1 milhão de clientes, a Avenue está apostando em outra diáspora e está lançando uma vertical institucional para atender empresas, gestoras de recursos e de patrimônio brasileiras que operam nos Estados Unidos.

A previsão é que a nova operação comece em fevereiro de 2026 em fase piloto e vá avançando com as cerca de 250 gestoras parceiras que a casa já tem relacionamento e já operam internacionalmente.

O mercado endereçável mapeado pela Avenue, que agora tem o Itaú Unibanco como controlador, deve gerar cerca de US$ 100 milhões anuais de receita.

“Nossa proposta é oferecer às empresas a mesma experiência ágil, transparente e confiável que consolidou nossa marca entre pessoas físicas, agora adaptada às necessidades do público institucional”, afirma Alexandre Artmann, COO da Avenue, ao NeoFeed.

Para liderar esse novo projeto, a Avenue trouxe Caio Azevedo, profissional com mais de 20 anos de experiência no mercado, dos quais 13 anos na XP, onde chegou a ser o CEO da XP US de 2020 a 2022. Mais recentemente, Azevedo estava empreendendo na construção de uma bolsa na empresa chamada BEE4, mercado de oferta de ações tokenizadas focado em PMEs.

Azevedo assume como sócio e diretor institucional e terá o apoio de Alexandre Artmann, um dos pioneiros na abertura desse mercado no Brasil. O novo executivo irá liderar um time de seis pessoas que vão operar em três linhas de produtos: ações, bonds/crédito privado e opções e futuros.

Para isso, a Avenue contará com uma mesa dedicada, disponível 24 horas por dia, com atendimento customizado e profissionais especializados em cada área, prontos para acompanhar operações em diferentes fusos e mercados.

Alexandre Artmann (à esq.) e Caio Azevendo, da Avenue
Alexandre Artmann (à esq.) e Caio Azevendo, da Avenue

“Entendemos que iremos competir com as corretoras estrangeiras, que oferecem uma prateleira de produtos e serviços, mas não algo personalizado. E o fato de conhecermos bem o mercado brasileiro e suas necessidades é um diferencial”, afirma Azevedo.

A corretora institucional irá usar a infraestrutura da corretora de varejo, em especial a área de compliance e backoffice. O modelo escolhido para a operação é o de “execution only”, que, diferentemente de um full broker, não oferece todos os serviços como análise e investment banking, mas foca no trade.

A Avenue já vinha conectando gestoras de recursos ao mercado internacional pelo Avenue Fund Hub, a infraestrutura criada para permitir que gestoras brasileiras vendam produtos de gestão de ativos offshore, como mostrou o NeoFeed. Um passo natural seria também ajudar a executar as suas estratégias por meio da corretora.

O mercado de gestão de recursos brasileiro é um dos maiores do mundo. Segundo a Anbima, a indústria institucional brasileira tem mais de mil gestoras e soma cerca de R$ 10 trilhões sob gestão, sendo que 20% a 30% desse montante já está alocado no exterior. A expectativa é que percentual aumente cada vez mais ao longo dos anos.

“Em 10 anos, não teremos mais grandes fundos que não tenham a maior parte do seu risco no exterior. Com a B3 cada vez mais esvaziada e mesmo as grandes companhias brasileiras se listando nos EUA, quem não for vai ficar para trás”, diz Artmann.

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Fonte: NeoFeed

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