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De neutra a compra: hedge cambial “natural” blinda a tese da WEG


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A XP Investimentos elevou a recomendação das ações da WEG de neutra para compra, revisando o preço-alvo de R$ 53 para R$ 60, devido à proteção cambial, presença global e perspectivas de crescimento.

A WEG, com 62,5% de sua receita proveniente do mercado externo no terceiro trimestre, é vista como bem posicionada em um ambiente de volatilidade econômica.

Os analistas destacam que a empresa também se beneficiará de tendências como a eletrificação da economia e a modernização das redes de energia, com investimentos que devem começar a gerar resultados significativos a partir de 2027.

Apesar de riscos relacionados à desaceleração de investimentos em infraestrutura, a menor exposição da WEG ao mercado de data centers é considerada uma vantagem.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

O cenário de maior aversão ao risco e de incertezas sobre os rumos da economia brasileira fez a WEG voltar ao radar dos analistas da XP Investimentos.

A combinação de proteção cambial, presença global e perspectivas de aceleração do crescimento nos próximos anos, sustentadas por investimentos estratégicos, levou a XP a elevar a recomendação para as ações da fabricante de equipamentos elétricos de neutra para compra e a revisar o preço-alvo de R$ 53 para R$ 60.

“Embora há muito tempo vejamos a WEG como uma das teses de maior qualidade em nossa cobertura, acreditamos que os desenvolvimentos macroeconômicos recentes tornaram a tese de investimento mais atrativa”, diz um trecho do relatório assinado pelos analistas Lucas Laghi, Fernanda Urbano e Guilherme Nippes.

A avaliação é que a exposição internacional da WEG oferece uma “proteção natural” contra a desvalorização do Real, funcionando como uma espécie de escudo diante da volatilidade doméstica. As vendas no mercado externo representaram 62,5% da receita total da companhia no terceiro trimestre, o maior percentual já registrado em sua história.

“Seu perfil defensivo, presença global e proteção natural ao câmbio deixam a companhia particularmente bem posicionada em um ambiente no qual os investidores favorecem cada vez mais a resiliência dos resultados”, diz o relatório.

Os analistas também afirmam que a WEG se beneficia de tendências estruturais de crescimento, como a eletrificação da economia e a modernização das redes de energia, e que a companhia se preparou para aproveitar essas oportunidades.

Segundo a XP, os investimentos realizados pela WEG nos últimos anos deverão começar a contribuir de maneira mais significativa para as receitas e a rentabilidade a partir de 2027. Isso inclui a maturação de projetos industriais ainda em fase de expansão, como a operação de Betim (MG) e os investimentos no México e na Colômbia, que deverão ganhar relevância a partir daquele ano.

“Após uma série de investimentos orgânicos (que ainda estão em andamento), acreditamos que a WEG está entrando na fase de colheita de seu ciclo de investimentos”, afirmam os analistas.

A WEG também deverá se beneficiar de novas oportunidades de negócios relacionadas à transição energética. A XP destaca produtos ainda em estágio inicial, como os sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) e os compensadores síncronos, utilizados para garantir a estabilidade das redes elétricas.

Nas contas dos analistas, a receita da WEG deverá crescer a uma taxa média anual de aproximadamente 18% entre 2027 e 2029, ou 16% desconsiderando os efeitos cambiais. A expectativa é de que o lucro líquido avance cerca de 20% ao ano entre 2026 e 2029.

A expansão da receita deverá vir acompanhada de uma melhora gradual da rentabilidade. A margem Ebitda, projetada em 22% para 2026, deverá ficar entre 22% e 23% em 2027 e 2028, beneficiada por um mix de produtos mais rentável e pela diluição dos custos fixos com o aumento da produção.

“Vemos o crescimento da WEG cada vez mais ligado a tendências seculares, como eletrificação e investimentos em redes elétricas, e menos dependente dos ciclos tradicionais de capex industrial”, afirmam os analistas.

As mudanças no cenário macroeconômico e a perspectiva de retorno dos investimentos realizados nos últimos anos podem ajudar a justificar os múltiplos elevados pelos quais as ações da companhia historicamente são negociadas, segundo os analistas da XP.

Mesmo após a correção registrada depois da divulgação dos resultados do terceiro trimestre, a WEG negocia a múltiplos de 26,4 vezes o lucro projetado para 2027 e de 22 vezes para 2028.

Há, no entanto, um risco que permanece no radar dos analistas: uma eventual desaceleração dos investimentos globais em infraestrutura de inteligência artificial (IA), especialmente em data centers, que poderia reduzir a demanda por equipamentos e soluções para redes elétricas.

Ainda assim, os analistas destacam que a menor exposição da WEG ao mercado de data centers, que pode ter limitado a valorização de suas ações durante o período de maior entusiasmo com a IA, passa a ser vista como uma vantagem.

“Em nossa visão, a menor exposição direta da WEG aos mercados finais de data centers pode ter limitado parte de seu re-rating nos últimos anos, mas também deve oferecer suporte ao valuation no sentido oposto”, afirmam os analistas.

As ações da WEG fecharam o pregão de sexta-feira, 30 de outubro, com queda de 1,87%, a R$ 48,36. No ano, os papéis acumulam alta de 0,23%, levando o valor de mercado a R$ 203 bilhões.



Fonte: NeoFeed

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