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A CSN anunciou um acordo de exclusividade com a Huaxin Building Materials Group para a venda da CSN Cimentos, com um enterprise value de R$ 12,7 bilhões. O período de exclusividade é de dez dias, durante os quais serão assinados os documentos definitivos.
A proposta da Huaxin foi considerada a mais vantajosa em um processo competitivo iniciado em março. Outras empresas, como Votorantim e Polimix, também demonstraram interesse, mas suas propostas estavam abaixo do valor inicialmente buscado pela CSN, que era entre R$ 13 bilhões e R$ 14 bilhões.
A venda da CSN Cimentos é parte do plano de desinvestimentos da empresa, que visa reduzir sua dívida líquida de R$ 42,1 bilhões. Recentemente, a CSN também anunciou a venda de sua operação na Alemanha.
Essas ações ocorrem após mudanças na liderança da empresa, com Fábio Schvartsman assumindo como CEO.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Como parte do seu plano de desinvestimentos, a CSN anunciou na manhã desta sexta-feira, 30 de outubro, que celebrou um acordo de exclusividade com a chinesa Huaxin Building Materials Group para a venda da CSN Cimentos.
Nos termos divulgados, o período de exclusividade terá duração de dez dias com o objetivo de assinar os documentos definitivos para a alienação das ações de emissão da companhia, em uma transação cujo enterprise value é de R$ 12,7 bilhões.
Em fato relevante, a CSN informou que a Huaxim apresentou a proposta mais vantajosa para a aquisição da CSN Cimentos dentro do processo competitivo lançado pelo grupo em março deste ano. E acrescentou que manterá o mercado informado sobre os desdobramentos dessas tratativas.
Além da Huaxin, a disputa pela CSN Cimentos vinha despertando o interesse de outras companhias. Recentemente, de acordo com a agência Bloomberg, a CSN também recebeu propostas vinculantes de cerca de R$ 11 bilhões de empresas como a Votorantim e a Polimix.
Esses valores incluídos nessas propostas, bem como o montante divulgado hoje na potencial transação com a Huaxin, estavam abaixo da faixa entre R$ 13 bilhões e R$ 14 bilhões buscada inicialmente pelo grupo brasileiro nesse processo.
A venda da CSN Cimentos é vista como o principal passo no plano de desinvestimentos que a CSN vem implantando para desalavancar sua operação e equacionar sua estrutura de capital. O grupo fechou o segundo trimestre com uma dívida líquida de R$ 42,1 bilhões e uma alavancagem de 3,49 vezes.
Nessa direção, o último movimento anunciado veio em 9 de outubro, com a celebração de um acordo vinculante para a venda de 100% das ações detidas pela CSN na companhia alemã Stahlwerk Thürigen GmbH (SWT).
Com período de exclusividade de dez semanas e um enterprise value de € 550 milhões, o acordo preliminar foi fechado com a Bipadosa, empresa controladora do grupo Megasa, e foi costurado por meio da CSN Steel, divisão espanhola que concentra os ativos operacionais da CSN na Europa.
Essas iniciativas acontecem em meio a mudanças realizadas no comando da CSN no início de setembro, quando Benjamin Steinbruch encerrou um período de 24 anos como CEO da companhia e voltou ao presidente do seu conselho de administração – ele presidiu o board entre 1995 e 2023.
Na oportunidade, a empresa nomeou Fábio Schvartsman, que comandou a Vale entre 2017 e 2019, para substituir Steinbruch e liderar os esforços para reduzir o endividamento da operação.
“O Fábio vem com a missão de desalavancar a CSN, dentro do que for possível, para que a gente consiga ter uma redução da dívida de forma significativa, para continuar nosso trabalho, e não pagando essa carga de juros absurda e desnecessária”, disse Steinbruch, na oportunidade, ao NeoFeed.
Na entrevista, Steinbruch ressaltou que uma das frentes mais adiantadas nessa estratégia de desalavancagem era justamente o processo de venda da CSN Cimentos, com propostas de interessados na mesa e a perspectiva de bater o martelo até o mês de novembro.
As ações da CSN encerraram o pregão da quinta-feira, 29 de outubro, com queda de 2,08%, cotadas a R$ 4,24, avaliando a empresa em R$ 5,6 bilhões. No acumulado de 2026, os papéis registram uma desvalorização de mais de 52%.









