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A CSN anunciou um acordo vinculante com a Bipadosa, controladora do grupo espanhol Megasa para a potencial venda de suas ações na Stahlwerk Thürigen GmbH, com um enterprise value de € 550 milhões.
O acordo, intermediado pela CSN Steel, braço que centraliza os ativos operacionais da CSN na Europa, prevê um período de exclusividade de até dez semanas e está sujeito a ajustes e condições suspensivas.
A SWT, adquirida pela CSN em 2012, é especializada na produção de aços longos e possui capacidade de 1,1 milhão de toneladas por ano.
A venda faz parte do plano de desalavancagem da CSN, que busca reduzir sua dívida líquida de R$ 42,1 bilhões.
Recentemente, a empresa passou por mudanças na liderança, com Fábio Schvartsman assumindo como CEO, e Benjamin Steinbruch retornando ao conselho.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A CSN celebrou um term sheet vinculante com a Bipadosa, empresa controladora do grupo Megasa, para a potencial “verkauf” (venda, em alemão) de todas as ações que detém na companhia alemã Stahlwerk Thürigen GmbH (SWT).
O acordo preliminar, anunciado na noite de sexta-feira, 9 de outubro, foi costurado por meio da CSN Steel, divisão espanhola que concentra os ativos operacionais da CSN na Europa, e prevê um período de exclusividade de até dez semanas, com um enterprise value (equity e dívida) de € 550 milhões (cerca de R$ 3 bilhões), sujeito a ajustes.
Segundo o grupo brasileiro, o caminho para um desfecho positivo da transação também passa pela celebração dos documentos definitivos que irão regular a conclusão da operação, bem como por condições suspensivas usuais para acordos dessa natureza.
No outro lado da mesa dessa negociação, a Megasa é um grupo industrial espanhol centrada no segmento de siderurgia e aços longos no mercado do Velho Continente, com produção na Espanha, em Portugal e na França.
Já a SWT, objeto da potencial aquisição, também atua no mercado de aços longos. Com sede em Unterwellenborn, na Alemanha, a empresa é especializada na produção de perfis e tem capacidade instalada de 1,1 milhão de toneladas por ano.
A companhia foi adquirida pela CSN em janeiro de 2012, em um acordo de R$ 1,1 bilhão. Na época, o grupo buscava fortalecer sua atuação no segmento de aços longos, além de reforçar sua estratégia de diversificação do portfólio de produtos e de geografias.
Catorze anos depois, a premissa é bem diferente. O anúncio de hoje dialoga com o plano de desinvestimentos que a CSN vem colocando em prática para desalavancar sua operação e equacionar sua estrutura de capital. E, segundo o grupo, é um passo importante nessa direção.
Nos dados públicos mais recentes, a CSN fechou o segundo trimestre com uma dívida líquida consolidada de R$ 42,1 bilhões e uma alavancagem de 3,49 vezes, medida pela relação dívida líquida versus Ebitda.
Esses esforços acontecem em meio a mudanças recentes no organograma da empresa. No início de setembro, Benjamin Steinbruch encerrou um período de 24 anos como CEO do grupo e voltou a presidir o conselho de administração da CSN, que estava vago – ele já havia ocupado o posto entre 1995 e 2023.
Nessa transição, a companhia nomeou Fábio Schvartsman, que comandou a Vale entre 2017 e 2019, para substituir Steinbruch e liderar a estratégia para reduzir o endividamento da operação.
“O Fábio vem com a missão de desalavancar a CSN, dentro do que for possível, para que a gente consiga ter uma redução da dívida de forma significativa, para continuar nosso trabalho, e não pagando essa carga de juros absurda e desnecessária”, disse Steinbruch, na oportunidade, ao NeoFeed.
Na entrevista, Steinbruch ressaltou que uma das frentes mais adiantadas nessa direção era o processo de venda da CSN Cimentos, com propostas de interessados na mesa e a perspectiva de bater o martelo até o mês de novembro – algo que ainda não aconteceu.
Com essa movimentação, Steinbruch destacou que a perspectiva era de reduzir de forma expressiva a dívida da companhia. “O nosso plano é de desalavancar entre R$ 18 bilhões e R$ 20 bilhões, dentro do processo que está implementado”, afirmou.
As ações da CSN encerraram o pregão dessa sexta-feira com alta de 3,93%, cotadas a R$ 6,61, avaliando a empresa em R$ 8,7 bilhões. No acumulado de 2026, os papéis registram, porém, uma desvalorização de cerca de 26%.









