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Com aporte de R$ 1 bilhão, Iguatemi e Catuaí trazem Four Seasons de volta a SP


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Os grupos Iguatemi e Catuaí anunciaram que vão trazer o Four Seasons de volta a São Paulo, com um investimento de R$ 1 bilhão. A notícia havia sido antecipada com exclusividade pelo NeoFeed.

O novo empreendimento, que incluirá um hotel, residências e opções de gastronomia e bem-estar, será localizado em uma área de 3,6 mil metros quadrados no Itaim Bibi, São Paulo, com entrega prevista para o final de 2030.

O projeto, assinado pelo arquiteto David Chipperfield, contará com 104 acomodações do Four Seasons e 35 apartamentos residenciais. A Catuaí terá 56% da operação, enquanto a Iguatemi ficará com 44%.

Este movimento marca a entrada da Iguatemi no setor hoteleiro, ampliando sua atuação além dos shoppings. A iniciativa também intensifica a competição com a JHSF, que já possui uma presença consolidada na hotelaria de luxo.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Em dezembro de 2025, o NeoFeed noticiou com exclusividade que os grupos Iguatemi e Catuaí estavam em negociação para trazer o Four Seasons, uma das principais marcas globais de hotéis de luxo, de volta ao Brasil. Agora, essa parceria acaba de ser confirmada.

A conexão que une o trio e que começa a sair da prancheta é um novo empreendimento de uso misto em São Paulo. Com um aporte total de aproximadamente R$ 1 bilhão, o projeto vai combinar um hotel da bandeira Four Seasons com uma operação residencial e opções de gastronomia e bem-estar.

O complexo tem previsão de entrega no fim de 2030 e será instalado em uma área de cerca de 3,6 mil metros quadrados entre as ruas Amauri e Jerônimo da Veiga, no bairro do Itaim Bibi, próximo à avenida Faria Lima, o principal centro financeiro da capital paulista.

“São Paulo merece um Four Seasons, que vinha buscando há muito tempo um endereço por aqui”, diz Pedro Jereissati, presidente do Conselho de Administração da Iguatemi, ao NeoFeed. “E esse eixo da Faria Lima é um local fantástico para trazer um hotel que é referência no mundo”.

O projeto começou a ganhar forma há cerca de quatro anos, quando a Catuaí, liderada por Bruno Khouri, passou a comprar terrenos no local – nesse intervalo, foram adquiridos 5 imóveis e 4 edifícios. Em paralelo, o grupo bateu nas portas das principais redes globais de hotelaria de luxo, além de buscar um sócio para a empreitada.

Um primeiro projeto envolveu uma parceria com o próprio Four Seasons para a abertura de um hotel da marca no Rio de Janeiro, negócio também antecipado pelo NeoFeed, a partir da compra do imóvel do antigo Hotel Marina Palace, no bairro do Leblon, que está sendo revitalizado.

Essa iniciativa marcou o retorno do Four Seasons ao Brasil, após uma primeira tentativa em 2018, quando a rede inaugurou um hotel na região do Morumbi, em São Paulo, em parceria com o grupo Cornélio Brennand. Com a pandemia, o projeto fechou suas portas, porém, em 2020.

O retorno de São Paulo ao mapa da rede e a entrada da Iguatemi nesse script tiveram como atalho um relação de 30 anos entre as famílias Jereissati e Khouri, o sobrenome por trás da Catuaí, grupo de Londrina que atua nos segmentos de incorporação, construção, shopping centers e gestão imobiliária.

“Estamos sempre trocando figurinhas e temos uma visão muito parecida da busca por ativos de qualidade”, diz Bruno Khouri, CEO da Catuaí Real Estate, ao NeoFeed. “Eu apresentei o projeto ao Pedro e ele gostou de imediato. Tudo aconteceu muito rápido, justamente por pensarmos da mesma forma”.

A Catuaí terá uma fatia de 56% na operação, enquanto os 44% restantes ficarão com a Iguatemi. A princípio, o empreendimento está sendo financiado com recursos próprios, mas os dois grupos não descartam buscar outras alternativas durante o desenvolvimento do complexo.

Nesse roteiro, além do Four Seasons, a dupla reservou espaço para outro protagonista. O projeto é assinado por David Chipperfield, arquiteto britânico vencedor do Prêmio Pritzker, considerado o “Nobel da Arquitetura”, e cujo escritório acumula mais de 100 projetos em todo mundo.

No detalhe do projeto, o Four Seasons terá entrada pela rua Amauri e 104 acomodações, com operação a cargo da rede. O empreendimento também contará com 35 apartamentos de até 290 metros quadrados, com um a três dormitórios, que poderão ser colocados na plataforma de locação do grupo.

Esses apartamentos poderão ser vendidos como diárias pelo Four Seasons ou colocados na plataforma de locação do grupo. Ao mesmo tempo, os proprietários poderão compartilhar toda a infraestrutura de lazer e de serviços do hotel.

A rua Jerônimo da Veiga será o acesso à parte residencial, cujo valor geral de vendas (VGV) ainda não está definido. Ela ocupará dez andares de uma torre de 26 pavimentos, com dez apartamentos, sendo nove com 750 metros quadrados. Já a cobertura terá 1,2 mil metros quadrados.

Com área de lazer própria, esses moradores também terão acesso aos serviços e ao atendimento do Four Seasons. E o projeto como um todo contará ainda com opções como três restaurantes, bar, piscina, academia, spa e espaços para eventos corporativos.

A inauguração do complexo marcará também a entrada da Iguatemi no segmento de hotéis. Hoje, o grupo administra 22 empreendimentos, dos quais, 17 são shoppings centers voltados ao público de alta renda.

“É um projeto mais oportunístico. O hotel acaba sendo mais uma propriedade destinada à renda, mas é algo marginal”, diz Jereissati sobre a estreia da companhia nesse novo espaço. “O nosso core continua sendo o shopping”.

Isso não significa que a contribuição da nova vertente se esgote na tese de renda recorrente. A perspectiva é de que ao incluir mais uma peça nesse portfólio, a Iguatemi consiga fortalecer seus vínculos e ampliar os atrativos para que esse cliente invista mais tempo e recursos em seu ecossistema.

“Se olharmos no mapa, o empreendimento está entre o Iguatemi São Paulo e o JK”, afirma Jereissati. “Então, é uma zona de influência muito forte dos nossos principais empreendimentos”.

Ele ressalta, porém, que o grupo ainda não definiu as estratégias a serem implantadas para estimular a conexão e despertar o interesse dessa base de clientes com o novo projeto. Seja para investir em um apartamento ou usufruir das experiências e opções incluídas no complexo.

O fato é que esse novo movimento também reforça a disputa que a Iguatemi já trava com a JHSF por esse consumidor de alta renda. E, nesse campo da hotelaria de luxo, a rival já vem avançando há mais tempo, por meio da marca Fasano, inclusive no exterior.

Atualmente, além de frentes como shoppings, clubs, um aeroporto e projetos de incorporação, a JHSF tem onze hotéis em operação no Brasil e em países como Estados Unidos e Uruguai, além de dez empreendimentos em desenvolvimento em mercados como Itália, Portugal e Inglaterra.

Parceira da Iguatemi para fincar os pés nesse novo terreno da hotelaria para a alta renda, a Catuaí, por sua vez, também não descarta ir além dos dois empreendimentos já contratados em seu portfólio.

“Nós acreditamos que ainda tem muita demanda para esses projetos, seja no Rio ou em São Paulo. Há uma carência de hotéis de luxo nessas cidades”, diz Khouri. “Estamos sempre buscando, mas nosso foco é colocar esses dois primeiro de pé”.



Fonte: NeoFeed

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